POV NECRO.
Finalmente, chegou o meu momento de me divertir. Darius pode até ser interessante, mas sua insistente mania de tentar me conter é irritante. Ele realmente acredita que tem algum controle sobre mim? É patético. Se eu quisesse, poderia facilmente dominá-lo, assumir o comando do seu corpo e apagar sua existência com um mero pensamento. Mas onde estaria a graça nisso? Observá-lo se debater inutilmente contra o inevitável é infinitamente mais prazeroso.
Além disso, ele me deixou uma distração que finalmente espanta o tédio. Já era hora. Ficar trancado nesse cofre, sem ter o que fazer, é insuportável. Ele acha que pode me conter? Que piada… Eu só não saí antes porque não quis. Porque não havia um motivo para isso.
Mas agora há. Alice finalmente chegou, eu esperei tanto por ela. A minha verdadeira companheira. A única, a dona da minha existência. Aquela infeliz da primeira companheira de Darius foi um erro ridículo, uma ilusão criada pelo sentimentalismo patético de Darius.
Mas Alice… Ah, essa é real, e me pertence. Estiquei o corpo, sentindo os ossos estalarem. O som dos gritos ao meu redor martelava meus ouvidos como um enxame irritante de insetos.
— Calados. Odeio barulho. — Minha voz reverberou pelo ambiente como um trovão, fazendo as paredes tremerem.
O trio miserável, acuado no canto, silenciou no mesmo instante. O cheiro azedo de urina impregnou o ar. Isso é ridículo. Haviam perdido o controle de suas próprias bexigas. Eles me observavam com olhos arregalados, os corpos colados à parede, como se quisessem desaparecer dentro dela.
Os batimentos acelerados, os músculos trêmulos, a aura de desespero… O medo tem um gosto peculiar. E o deles era delicioso. Inclinei a cabeça, analisando-os. Mortais patéticos e insignificantes.
— Não entendo todo esse escândalo. — Falei e avancei um passo, saboreando a tensão no ar. — Nenhum de vocês pensou nas consequências de suas ações? Agora, ficam me irritando com esse cheiro nojento de terror e urina. — falei. Soltei um suspiro entediado.
— Por que estou perdendo tempo falando com vocês, seus insetos? — Perguntei. Era hora de parar de enrolação e começar a diversão.
Sem aviso, ataquei. Meus dedos se transformaram em garras e perfuraram o primeiro como se sua carne fosse feita de papel. O corpo foi rasgado ao meio, um borrifo quente de sangue jorrou pelo chão e pelas paredes. Os outros dois começaram a berrar, em desespero. O som estridente acabou com minha paciência.
— Cale-se. Morram com a dignidade de um lobisomem. — Minha voz saiu baixa, ameaçadora.
A ameaça velada na minha voz fez o segundo congelar por um segundo, mas era tarde demais para ele. Em um movimento rápido, segurei sua cabeça e a arranquei do corpo com um único puxão. Seus olhos ainda piscavam, sua boca tremia, tentando formar um último grito que nunca veio. O último… ah, esse eu poderia torturar um pouco.
Mas lembrei que eu não tenho tempo a perder. Alice me espera. Assim que amanhecer, Darius e Baltazar vão despertar. E não quero que eles me atrapalhem.
Usei minha mão para atravessar o peito do infeliz que sobrou. E, sem esforço, arranquei o coração que pulsava forte entre meus dedos. Ele me olhou, o horror absoluto em seu rosto era quase cômico. Sorri, mostrando meus dentes afiados e tenho certeza de que não foi uma visão bonita. Senti as últimas batidas fracas do seu coração, antes de a morte consumir seu corpo por completo. Seu corpo tombou sem vida, caindo no chão. Joguei o coração para o lado e encarei a cena ao meu redor.
— Alguém terá trabalho para limpar essa bagunça. — Falei debochado. Sem pressa, caminhei até a porta. Darius acha que essa “prisão” pode me conter.
— Como essa porta ridícula fosse capaz de me segurar. — Comentei.

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