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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 139

POV ALICE.

Eu ainda estava em choque por descobrir que Necro poderia falar estando naquela forma. Baltazar não conseguia se comunicar desse jeito. Por um momento, fiquei fascinada. Se não fosse essa situação aterrorizante, eu estaria admirando Necro, pois ele era uma espécie incrível.

— Não irei sair, você não pode simplesmente entrar aqui e assustar minha protegida. — disse Lulu, e a vi aumentar de tamanho, transformando-se em um gato do meu tamanho. Fiquei surpresa, não imaginava que Lulu tinha tanto poder.

— Antes de ser sua protegida, ela é minha companheira. E seu tamanho não me assusta, bichana. Saia da minha frente ou não serei gentil. — ameaçou Necro, rosnando. Lulu gargalhou.

— Você não pode me ferir ou me matar, sou uma guardiã, seu estúpido. — disse Lulu, debochada.

— Então temos um impasse, pois você também não pode fazer nada comigo. Mas eu não desistirei da minha companheira e passarei por cima de você para chegar até Alice. — falou com sua voz sombria.

— Quer mesmo travar uma batalha na frente de sua companheira? Acho que não será uma boa primeira impressão — disse Lulu.

Eu observava, totalmente tensa, o diálogo deles. Necro desviou o olhar de Lulu e me encarou intensamente. Engoli em seco. Ele cruzou seus braços e olhou de volta para Lulu.

— O que quer fazer, guardiã? Porque eu não sairei daqui. — decretou Necro, firme. Eu não queria ficar no meio de uma briga desses dois. Poderia acabar me machucando ou, pior, morrendo. Lulu suspirou e o encarou.

— Sei que não vai considerar dar meia volta e retornar para sua cela ou ir para onde bem entender. Então, sugiro que primeiro controle sua ansiedade e vá com calma. Eu não posso impedir que chegue até Alice. Também é meu trabalho garantir que vocês se encontrassem. Então deixarei que se aproxime dela, mas só se Alice quiser. — disse Lulu.

Como assim, era trabalho dela nos unir? Eu iria querer saber dessa história depois, mas agora não tinha condições de pensar nisso. Lulu estava jogando a responsabilidade de decidir para mim. Eu estava nervosa. Nesse momento, tanto Lulu quanto Necro me olhavam, esperando minha decisão.

— Então, Alice, você vai permitir que Necro se aproxime? A decisão é sua, mas lembre que você também é companheira dele e não pode fugir disso. — disse Lulu séria.

Necro me observava pacientemente, aguardando minha resposta. Eu não tinha muita escolha. Precisava pensar em todos à minha volta, principalmente na minha mãe. Se o recusasse, ele poderia sair descontrolado pela alcateia e encontrar os abrigos, poderia matar todos.

Ou poderia sair da alcateia e espalhar morte e destruição pelo mundo. Não seria nada bom e revelaria o mundo sobrenatural. Eu não queria ser culpada por uma desgraça dessas. Estava com medo da criatura à minha frente, mas não poderia condenar todos por meu medo. Eu deveria agir agora como uma Luna e rainha, e zelar por todos nessa alcateia e do reino. Então tomei minha decisão.

— Sim, ele pode se aproximar e ficar aqui comigo, se quiser. — Falei, um pouco nervosa, minha voz quase não saiu.

— Sou um crino. Acredito que você não conheça. — disse Necro, agora com uma voz mais gentil, o que me surpreendeu. Não imaginei que uma besta infernal pudesse agir assim. Mas eu também nunca vi uma, então não posso afirmar que elas não pudessem.

Espera um momento, Necro não é uma besta infernal, mas um crino. Como o denominaram com esse título e ninguém vivo nunca o viu, todos acham que ele é uma besta. Bem, com a fama que os crinos têm, talvez continuem o chamando assim. Deixei para pensar nisso depois e voltei minha atenção à conversa que estávamos tendo.

— Na verdade, Agatha me mostrou ilustrações de você e me contou um pouco sobre vocês. — falei.

— Que bom que sabe sobre mim, assim não preciso te explicar, pois não quero passar nosso tempo falando sobre essas coisas. Quero aproveitar minha companheira ao máximo, antes que os insuportáveis do Darius e do Baltazar acordem e atrapalhem. — disse Necro, aproximando-se ainda mais de mim. Me afastei um pouco, mantendo a distância.

— O que você pensa em fazer, se não quer conversar? — perguntei, tentando manter a calma.

— Bem, devemos nos tornar mais próximos. Preciso ficar perto de você. Quero sentir seu cheiro, gosto e o calor do seu corpo — comentou, me olhando intensamente. Meu coração disparou. Me afastei rapidamente, levantando-me de supetão. Olhei para ele, assustada.

— Você está sugerindo o que estou pensando? Você quer transar? É isso? Não acho que será possível nós dois, sabe… Olha para o seu tamanho, você vai me partir ao meio! E, outra coisa, não me leve a mal, mas não curto esse lance de humano com animal. Sem ofensa. — Falei, aflita. Necro começou a rir.

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