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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 143

POV DARIUS.

Os últimos dias foram intensos. Coloquei meus pais e meus betas a par de tudo que estava acontecendo. Giovanni e Gabriel trouxeram o relatório sobre o encontro com Necro, e o que ouvi deles somente reforçou o que eu já suspeitava: aquele maldito é poderoso. Poderia ter matado ambos com facilidade, mas escolheu somente deixá-los inconscientes.

Isso não foi um erro ou misericórdia. Foi um aviso de que ele era poderoso e poderia tê-lo matado, mas não quis. Enquanto caminhava em direção às masmorras, minha mente estava um turbilhão com os acontecimentos e com o ritual de invocação da deusa Lua, que aconteceria amanhã à noite. Baltazar aproveitou a oportunidade para se manifestar.

— Você ainda não disse à Alice que a ama. — Sua voz reverberou dentro de mim, carregada de cobrança. Soltei um suspiro longo. Eu já esperava por isso.

— Estou esperando o momento certo. — Respondi mentalmente.

— Isso é uma desculpa. — Baltazar rosnou. — Você tem medo de admitir. Medo de se declarar e se expor. Mas Alice precisa saber o que sente. — Disse Baltazar. Eu não sabia o que responder naquele momento, então permaneci calado.

Eu sabia que ele estava certo, mas não era tão simples. Minha personalidade não me permitia demonstrar sentimentos com facilidade, muito menos admitir algo tão profundo quanto o que eu sentia por ela. Mas eu daria um jeito. Encontraria o momento certo.

Chegamos às masmorras, um lugar onde a esperança não existia. O cheiro de mofo, sangue e desespero impregnava o ar. O chão era frio e úmido, e o silêncio era interrompido somente pelos gemidos de dor e murmúrios de prisioneiros condenados.

Paredes de pedra escura cercavam cada cela, um lembrete cruel do destino dos que ousaram trair o reino e cometer crimes hediondos. Assim que nos aproximamos da cela de Eugênia, encontramos uma grande confusão. Os guardas estavam irritados, e a razão ficou clara rapidamente.

— O que está acontecendo? — Perguntei com frieza. Um dos guardas, pálido e suando, se curvou rapidamente.

— A prisioneira… ela enlouquece a todos com seus gritos dia e noite e suas afrontas, meu rei. Não para de gritar. Está nos deixando à beira da loucura. — Ele falou com evidente nervosismo. Suspirei, impaciente.

— Você e os outros podem se retirar. Descansem e peguem um pouco de ar fresco. Assumiremos a partir daqui. — Ordenei. O guarda pareceu aliviado. Fez uma reverência e saiu apressado, sem olhar para trás. Me aproximei da cela e Eugênia, assim que notou minha presença, ergueu a cabeça e sorriu com deboche.

— Quer dizer que o poderoso Rei Alfa Supremo resolveu me visitar? A que devo a honra de meu neto querido estar aqui? — Disse com sua voz carregada de deboche e ironia. Mas o deboche sumiu assim que seus olhos pousaram em meu pai.

— Meu filho, você está aqui… finalmente, você veio me ver. Eu estava sentindo a sua falta, meu filhote — A voz dela falhou, carregada de emoção. Ela se aproximou das grades, esticando a mão para tocá-lo. Mas papai permaneceu imóvel, sem qualquer demonstração de afeto. Seu olhar era duro como pedra. Eugênia suspirou, derrotada. Ela então me encarou com raiva.

— Você está colocando meu filhote contra mim! Como pode fazer isso com uma mãe? — Acusou. Antes que eu respondesse, papai deu um passo à frente e falou com uma frieza cortante.

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