POV DARIUS.
Coloquei Alice na cama e comecei a beijá-la quando começaram a bater na porta. Rosnei, irritado por ser interrompido em um momento íntimo com minha companheira. Alice pegou rapidamente o lençol e se enrolou.
— Vá embora, ou irei arrancar sua cabeça! — gritei para quem estava do lado de fora. Ouvi quando a porta foi aberta.
— Quero ver você tentar. — Falou a mãe de Alice. Me afastei de Alice, que rapidamente ajeitou o lençol no corpo para tampar sua nudez e se levantou e foi ao encontro de sua mãe. Rosnei, mais ainda por ela estar nesse estado exposta a olhares alheios. Me levantei também.
— Mamãe, o que faz aqui? Era para a senhora estar no abrigo! — disse Alice e abraçou sua mãe.
— Eu estava preocupada. E esconda essa coisa. Não vê que tem uma senhora aqui? Não quero ver você nu. — Disse Antônia me olhando com expressão de descontentamento.
— Estou no meu quarto e, se não queria me ver nu, não deveria invadir meu quarto. — Falei irritado com a ousadia dessa velha.
— Darius, por favor, coloque uma calça. — Pediu Alice. Fui até meu closet, peguei uma calça e vesti e voltei para o quarto. E mãe e filha ainda se abraçavam. Olhei para trás delas e vi que meus pais estavam parados ali. Minha mãe, assim que me viu, correu até mim e me abraçou.
— Darius, graças à Deusa! Ficamos preocupados quando sentimos o estrondo. Antônia ficou muito preocupada com Alice e, assim que amanheceu, não pudemos mais a segurar. Sabíamos o que aquele barulho significava. A besta infernal havia escapado. — Disse minha mãe, aflita.
— O que aconteceu? Como ele conseguiu escapar? Ficamos pensando no pior. E por que não causou morte e destruição? — perguntou meu pai.
Afastei minha mãe e olhei para Alice, que agora estava sentada na cama ao lado de sua mãe. Que pessoal inconveniente! Eu, querendo aproveitar minha companheira, e eles invadem meu quarto. Será que não temem pela morte deles, invadindo o quarto de um rei alfa supremo?
— Você está ficando mole, Darius. Ninguém te respeita mais. — Disse Baltazar em minha mente, debochando.
— Fique quieto, Baltazar. — Falei mentalmente e irritado. Por ter que tolerar seus deboches.
— Necro veio atrás de Alice, por isso não atacou ninguém… Bem, só meus betas. E o cofre nunca pôde segurá-lo. Ele se manteve lá porque quis. — Comentei.
— Espera… Quem é Necro? — perguntou meu pai sem entender.
— Feche a porta. Tenho algo a contar a vocês. — Falei. Enquanto falava, ouvi Antônia perguntar para Alice se ela estava realmente bem. Alice disse que sim e que a mãe não precisava se preocupar.
— Tem certeza, filha, de que não se machucou? Ele não te feriu. — Perguntou, querendo ter certeza. Alice respondeu estar bem. Minha mãe se sentou ao lado de Alice, e meu pai se encostou na parede.
— A besta infernal… Ela sempre falou comigo, e recentemente descobri que ela… ou melhor, ele… tem nome. Se chama Necro. Ele revelou que Alice é sua companheira e a estava esperando há muito tempo. Ontem, ele saiu do cofre para vir atrás de Alice. E ela me disse algo preocupante sobre Necro. Alice disse que ele é um crino. — Contei. Meu pai se afastou da parede e se aproximou de mim, bastante nervoso.
— Você tem certeza disso, Darius? Isso não é nada bom. E por que nunca nos contou que podia falar com essa coisa que vive em você? — perguntou, descontente.
— Como assim, Darius? Julian continua vivo? Depois de tanto tempo? — Perguntou meu pai, nervoso.
— Sim. Ele permanece vivo, vagando nas catacumbas. E acho justo enviar sua companheira para fazer-lhe companhia. — Comentei friamente.
— Você sabe que Eugenia odeia Julian devido à maldição. Acha uma boa ideia colocá-los juntos? — Perguntou meu pai.
— Deixem que eles se matem. O que nos importa? Eles se merecem. — Disse minha mãe, satisfeita com a minha escolha.
— Bem, não me importo com o fim daqueles dois. Já tomei minha decisão. Agora podem sair, quero ficar sozinho com minha companheira. E não ousem invadir meu quarto de novo. — Ordenei.
— Darius, que grosseria! — Falou Alice, desaprovando meus modos.
— Depois diz que os pobres que são mal-educados… Nunca pensei que um rei fosse tão grosseirão. — Disse a mãe de Alice, indignada. Alice me olhou e acho que percebeu que eu iria dar uma resposta nada agradável e resolveu intervir.
— Darius, pode esperar enquanto levo minha mãe até o quarto dela? — Perguntou Alice. Suspirei, impaciente, mas acabei cedendo.
— Pode ir. Vou ficar aqui te esperando. — Falei. Alice se aproximou, ergueu-se nas pontas dos pés e me beijou. E saiu com a mãe, meus pais saíram juntos. Eu ficaria ali, esperando por ela. Porque, pela primeira vez, meu mundo não era somente treva. Eu tinha Alice que me amava e eu a ela.

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