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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 145

POV ALICE.

Baltazar disparou pela floresta, e eu me segurei firme. O vento chicoteava meu rosto e a paisagem passava em borrões ao redor. Meu coração batia acelerado, e uma mistura de medo e adrenalina tomou conta de mim. O ritual nos esperava e, de alguma forma, eu sabia que tudo mudaria depois dessa noite.

O vento cortava meu rosto como pequenas agulhas geladas enquanto Baltazar avançava pela floresta com velocidade impressionante. Cada movimento de seus músculos poderosos era um lembrete da força incontrolável que ele possuía. Eu me segurava firme, os dedos entrelaçados na pelagem espessa e macia, sentindo o calor de seu corpo forte sob mim. Meu coração batia rápido, pulsando com a emoção e a adrenalina que percorriam minhas veias.

A floresta ao nosso redor era escuridão e sombras fantasmagóricas, iluminadas somente pela luz prateada da lua. As árvores pareciam sussurrar segredos antigos, seus galhos curvando-se como se tentassem nos tocar. O cheiro de terra úmida misturava-se ao perfume distante de flores noturnas, criando uma atmosfera quase mística. Esse lugar parecia estar vivo de uma maneira diferente.

Lulu corria e saltava à nossa frente, leve e ágil, como se estivesse brincando com o vento. Ela era rápida como uma flecha, suas patas mal tocavam o solo coberto de musgo. Eu tentava me equilibrar conforme Baltazar saltava sobre raízes e pedras sem esforço algum.

— Não tem como não se apaixonar por essa sensação, não é? — gritou Lulu, divertida, enquanto corria ao nosso lado. Soltei uma risada nervosa, ainda me adaptando à sensação de estar montada em um lobo gigantesco.

— É incrível! E, insano! Sinto que posso cair a qualquer momento! — gritei contra o vento, rindo com a liberdade absoluta que sentia. Lulu riu.

A floresta que adentramos era antiga, com árvores que se erguiam como pilares em direção ao céu. Era como se estivéssemos sendo observados, os espíritos da natureza pareciam sussurrar entre as folhas. E aquilo me deu muito medo, o que além de nós, havia naquele lugar?

Atravessamos riachos cristalinos, subimos colinas cobertas de vegetação rasteira e passamos por clareiras onde vaga-lumes dançavam como pequenas estrelas caídas do céu. Eu nunca havia visto a natureza de forma tão viva. Sentia-a pulsando ao meu redor, como se a própria floresta estivesse nos guiando ao nosso destino. E então, de repente, Baltazar diminuiu a velocidade e logo avistei o templo.

No meio da mata fechada, entre árvores antigas cujas raízes emergiam do solo como serpentes petrificadas, erguia-se uma construção colossal: o templo da deusa Lua. Seu esplendor estava ofuscado pelo tempo e pelo abandono, mas, ainda assim, era imponente. As colunas de pedra branca, agora rachadas e cobertas por musgo, subiam em direção ao céu, como se tentassem tocar a lua.

Esculturas de lobos adornavam a entrada, seus olhos vazios parecendo nos observar. Trepadeiras haviam tomado parte da estrutura, como dedos verdes reclamando o espaço para a natureza. Desci de Baltazar com certa dificuldade, meus joelhos tremendo com a força da viagem. Baltazar começou a mudar, e logo Darius surgiu, lindo e poderoso, à minha frente. Lulu caminhou adiante, seus olhos brilhando com um misto de emoção e respeito.

— Faz séculos desde que alguém pisou aqui — murmurou ela, suas orelhas se movendo, atentas a cada som ao redor.

Aproximei-me da entrada, minha mão tocando a pedra fria do portal. Um arrepio percorreu minha espinha. Algo ali parecia vivo, esperando. O templo não estava completamente morto. Sentia sua presença, uma força antiga que ecoava nas paredes, nos desenhos gravados nas colunas, nos olhos de pedra dos lobos esculpidos.

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