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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 150

POV ALICE.

O mundo ao meu redor parecia desmoronar. O olhar de Darius, carregado de ódio e ressentimento, queimava minha pele como brasas incandescentes. Cada palavra que ele lançava contra mim era uma lâmina afiada, cortando-me sem piedade. A culpa me envolvia como uma sombra sufocante, esmagando-me com o peso da verdade. Eu queria fugir, desaparecer, mas minhas pernas estavam presas no chão, como se fossem feitas de pedra.

— Você me condenou! — O rosnado de Darius fez meu corpo inteiro tremer. — Você é a razão para tudo que sofremos! Para tudo que eu sofri! — acusou, os olhos brilhando de dor e fúria.

Eu queria dizer que não, que não podia ser verdade. Mas meu coração sabia que era. Eu não conseguia respirar. A dor em seu olhar me dilacerava, e uma parte de mim sabia que nunca conseguiria reparar o estrago que causei.

— Eu não sou aquela pessoa! Eu nem me lembro de quem eu era! — minha voz saiu trêmula, sufocada pelo desespero. — Eu não sabia! A Deusa apagou tudo, me jogou neste mundo sem nada! — chorei, buscando alguma fagulha de compaixão no olhar dele, mas só encontrei frieza. Darius se afastou, sua respiração pesada, seus punhos cerrados em fúria contida.

— E agora? — cuspiu as palavras. — Você espera que eu aceite isso? — Perguntou, mas esperou que o respondesse. Ele me deu as costas, e o desespero se espalhou pelo meu peito como uma tempestade incontrolável.

— Darius, por favor, espera! — gritei, minha voz embargada pela dor e desespero. Eu não podia perdê-lo. Ele parou, mas não se virou.

— Não ouse me seguir, ou eu nem sei o que posso fazer com você! — ameaçou, sua voz sombria e cheia de ressentimento. O vi desaparecendo na escuridão assim que passou pela porta do templo.

O medo me paralisou. Nem mesmo quando nos conhecemos, ele falou comigo com tanto ódio. A certeza de que eu havia perdido Darius para sempre me atingiu como um golpe fatal. Eu não conseguia imaginar minha vida sem ele. Ele era o meu amor, meu companheiro, o ser que amo e que, minutos atrás, havia declarado que me amava, e agora tudo que construímos juntos, todo sentimento que desenvolvemos um pelo outro, estava desmoronando diante dos meus olhos.

— Minha filha… — Disse a deusa.

Eu estava a odiando. Não me lembro de nada do que ela revelou, mas sinto ser verdade. Sei que sou culpada de ter lançado essa maldição. Mas se ela não tivesse se envolvido, se tivesse deixado Julian pagar pelos seus atos, nada disso estava acontecendo. Se essa m*****a não tivesse me unido a Darius como forma de punição, agora nenhum de nós estaríamos sofrendo. Tenho culpa, mas ela tem muito mais.

— Não me chame assim. Eu não sou sua filha. Minha mãe é Antônia Miller. A mulher que me salvou, recolheu daquele beco sujo e frio que você me descartou. Que mente obscura e sombria é a tua? Para descartar uma criança desse jeito? Errei em amaldiçoar Julian, nunca deveria ter me envolvido nesse assunto, mas você errou muito mais. Essa confusão toda é por sua causa. Por ter que salvar seu maldito protegido — gritei com tanto ódio dessa deusa infeliz.

— Alice, eu sei que errei e me culpo diariamente por minha ação. Sei que você deve estar me odiando. Peço que um dia possa me perdoar pelo que te fiz, por não ter te ouvido sobre Julian. Por ter te deixado de lado, por não ter te dado a atenção e o amor que você merecia. Por favor, me perdoe. — Pediu. Eu ri sem humor.

— Sério, que está me pedindo perdão agora. Após fazer o ser que amo me odiar. Eu não consigo nem olhar na sua face sem te odiar. — Comentei.

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