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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 149

POV ALICE.

A Deusa Lua me olhava com pesar e tristeza. Sua voz ecoou pelo ambiente, serena, mas carregada de um peso que eu não compreendia totalmente. Ela parecia estar sofrendo com o que diria.

— Alice, minha filha, você sempre carregou um fardo pesado no coração: o ciúme. — Falou. Meu coração apertou com aquelas palavras. Como assim? Ciúme? O que ela queria dizer com isso? Permaneci em silêncio, aguardando que continuasse, mas minha mente já fervilhava.

— Você observava com amargura crescente o amor e a atenção que eu destinava aos humanos e às criaturas desse mundo. Enquanto meus protegidos recebiam minha benevolência, você se sentia abandonada às sombras. Isso a corroía por dentro, plantando lentamente uma semente de ódio. Você se perguntava por que aqueles mortais frágeis mereciam mais carinho do que você, minha própria filha. Tive que ter acesso às suas memórias para saber o que você pensava e sentia. E sinto muito por não ter lhe dado mais atenção, minha filha — disse a deusa.

Minhas mãos tremeram. Aquilo não fazia sentido! Eu não me lembrava de nada disso. Como poderia ter sentido algo assim? Minha respiração ficou pesada e um frio percorreu minha espinha. Eu não me reconhecia como essa pessoa rancorosa que ela descrevia.

— Você nasceu com um dom único, um presente que eu mesma lhe concedi: o poder da cura. Sua missão era cuidar dos animais e da flora, restaurar vidas e curar feridas. Mas, em vez de sentir felicidade e gratidão, você passou a detestar esse dom. Sempre que eu lhe pedia que curasse os lobos, minhas criaturas amadas, seu rancor crescia. O que antes era suavidade tornou-se peso e resistência. Você nunca compreendeu por que eu amava tanto essas criaturas. — Contou. Lobos… Por que essa palavra, dita por ela, ecoava tão forte dentro de mim? Engoli em seco, mas, antes que pudesse processar a informação, a deusa continuou:

— Então, rei Julian, se revelou uma criatura cruel. Ele exterminou alcateias inteiras, lobos inocentes e indefesos. Você viu nisso uma oportunidade de vingança. Queria me ferir, atingir-me onde mais doía. E então, usou seus poderes para amaldiçoá-lo. Você acreditava que, por ele ser metade animal, tinha o direito de fazer isso. Hoje sei que estava certa sobre Julian, e eu deveria tê-lo punido, mas era orgulhosa demais para admitir que minha criatura mais amada tinha defeitos e era cruel — contou. Minha visão ficou turva. Um zunido preencheu meus ouvidos. Maldição? Eu? Minhas pernas vacilaram, e tive que me firmar para não cair.

— Não… isso não pode ser verdade! — murmurei, tentando afastar aquelas palavras. Ela me olhou com tristeza, mas não parou.

— Minha fúria foi imediata. Senti-me traída pela minha própria filha e ordenei que você desfizesse a maldição. Mas você se recusou. Pela primeira vez, você me enfrentou, dizendo que sua ação era justa, que o rei lycan precisava pagar pelos crimes que cometeu. E então, tomei a decisão mais dolorosa de todas: privei você de seus poderes e apaguei todas as suas memórias. Então lancei você ao futuro como uma criança mortal, sem qualquer lembrança de quem era — revelou. A pressão no meu peito aumentou, sufocante. Meu coração disparou. Era como se o mundo ao meu redor estivesse desmoronando sobre mim.

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