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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 158

POV DARIUS.

O tempo passou arrastado. Sete malditos dias desde que virei as costas para Alice e enterrei qualquer chance de felicidade que eu pudesse ter ao lado dela. Desde então, tudo ao meu redor se tornou insuportável.

O ar parecia mais pesado, os dias mais longos e sombrios. Meu humor era um veneno que contaminava tudo e todos ao meu redor. Ninguém ousava me dirigir a palavra sem pensar duas vezes. Meus Betas, eu sentia que já haviam perdido a paciência com minha postura, mas não ousavam me desafiar ou dizer uma só palavra. Pois ainda tinham amor às suas vidas. Eu sabia que eles queriam me dizer que eu estava sendo um idiota com todos. E talvez estivesse. Mas não importava. A dor, a raiva, o rancor… eram tudo o que eu tinha agora.

Uma semana inteira se esvaiu, mas a dor dentro de mim continuava latente, queimando como brasas incandescentes. Não havia um instante de paz, não havia um momento sequer em que meu peito não estivesse pesado, comprimido por sentimentos que eu não queria admitir. Tudo ao meu redor parecia fora de lugar, e todos que ousavam cruzar meu caminho sentiam o peso do meu ódio e do meu humor sombrio.

A alcateia vivia sob tensão diariamente, um reflexo da minha própria tormenta interna. Ninguém se atrevia a me questionar, ninguém ousava passar à minha frente com medo de sofrer com a minha raiva. Agora, quando saía para ir à sede da alcateia, todos se escondiam de medo.

Eu sabia estarem sofrendo com meu comportamento, que estavam exaustos da minha ira, das minhas respostas curtas e frias, mas eu não me importava. Ou pelo menos era o que eu tentava acreditar. Todos esperavam que eu mudasse quando eu não estivesse mais amaldiçoado, mas em vez disso, eu piorei.

Cada noite era uma batalha contra o sono, e, quando finalmente fechava os olhos, os sonhos vinham me atormentar, me lembrando do que eu havia vivido com Alice, de nossas noites intensas de sexo. E logo também vinha a Deusa Lua revelando quem Alice era, do que ela me fez passar em todos esses longos anos de maldição. Alice.

Seu nome era uma maldição e um bálsamo ao mesmo tempo. Eu a afastara, mas, no fundo, eu estava sofrendo sem ela. Me perguntava: por que não apareceu pedindo perdão? Eu não a perdoaria imediatamente, mas um dia talvez. Será que me esqueceu e deixou de me amar, por isso nunca apareceu? Eu estava perdido sem ela.

Maldição, tenho que esquecê-la. Mas como, se a cada momento Baltazar e Necro me atormentavam, querendo se rebelar e ir atrás dela? Era uma constante vigilância para que eles não tomassem o controle. Baltazar já nem falava direito comigo, só abria a boca para reclamar e exigir que eu trouxesse Alice de volta para ele.

— Que horas vai parar de ser um idiota e buscar minha Alice? Ela deve estar se sentindo abandonada e triste, pela maneira como a deixou para trás naquele templo — reclamou Baltazar.

— Ele é teimoso, mas não se preocupe, lobinho. Uma hora ele terá que se render ao cansaço. Então assumimos o controle e vamos atrás de nossa companheira — disse Necro, friamente. Rosnei com os dois, me infernizando mentalmente.

— Agora resolveram virar amigos e se unir contra mim? — perguntei, irritado com a afronta desses dois.

— Sim. Você pode conter somente um de nós, mas os dois. Não será capaz — disse Baltazar, debochado, pela primeira vez desde que abandonei Alice.

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