POV DARIUS.
— Alice está grávida — falou Gabriel nervoso.
O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. Meu coração parou por um segundo, antes de retomar sua batida em um ritmo frenético. As palavras explodiram em minha mente, reverberando no meu peito como um golpe certeiro. O mundo ao meu redor pareceu vacilar, e por um instante, não consegui respirar. Baltazar e Necro, assim que ouviram, rosnaram dentro de mim, desesperados, furiosos, ansiando por sua companheira e filhote. Minhas garras se alongaram instintivamente, e um rosnado de pura surpresa e incredulidade escapou de mim.
— O quê? — minha voz saiu mais rouca do que eu esperava. Gabriel assentiu, com o olhar sério.
— Alice está esperando um filhote seu, Darius. E você a mandou embora. — Falou Gabriel.
— É isso que você ouviu, Darius. Alice está esperando seu filhote. — Confirmou Giovanni e manteve o olhar fixo no meu, sem recuar.
O choque foi como um soco no estômago. Minha mente girava, tentando processar a informação. Alice… grávida? Meu sangue. Meu herdeiro. Baltazar e Necro rugiram dentro de mim, tomados por uma fúria descomunal.
— Você a expulsou? — Necro rosnou. — Seu idiota! Nossa companheira está esperando nossos filhotes, e você a mandou embora? — Disse raivoso.
— Vá atrás dela. Agora! — Baltazar exigiu, sua voz carregada de fúria e desespero. Minhas mãos tremiam. Meu corpo inteiro queimava com a necessidade de correr, de encontrá-la, de protegê-la. Eu nunca me senti tão perdido e, ao mesmo tempo, tão certo do que precisava fazer.
— Espera, eu serei avó? — Perguntou minha mãe eufórica.
— Filho, como não percebeu que Alice estava grávida? — Perguntou meu pai.
— Ela não tinha cheiro nenhum, a não ser o dela. Como vocês dois sabem que ela está grávida? — Perguntei, olhando para meus betas, não entendendo nada.
— Quando encontramos Alice aqui na sala, eu não senti de imediato. Foi Gabriel que me alertou sobre o seu cheiro diferente. Quando perguntei se ela estava grávida, Alice confirmou e pudemos sentir seu cheiro vindo dela e soubemos que era teu filhote. — Contou Giovanni.
— Por esse motivo, deixamos ela ir até você. Alice pediu para não contar para ninguém, pois queria ela mesma lhe contar. Ela deve ter camuflado o cheiro do filhote para ninguém mais sentir. — Disse Gabriel.
— Pensamos que ela havia lhe contado, mas quando você disse que a mandou embora, deduzimos que algo estava errado, pois você nunca mandaria seu filhote embora. — Falou Giovanni.
— Não entendo porque ela não contou nada. — Falou Gabriel.
— A culpa foi minha, eu nem lhe dei a chance de me contar. — Contei.

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