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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 160

POV DARIUS.

Eu estava furioso e sofrendo com a minha decisão de expulsar minha companheira, mas meu orgulho me impedia de dizer para ela ficar e que eu esqueceria tudo.

Baltazar e Necro rugiam dentro de mim, inquietos, tentando tomar o controle. Eu nunca os sentira tão revoltados antes. Mandar Alice embora foi um erro aos olhos deles, e agora eu estava pagando o preço pela minha decisão. Tive que usar toda minha força para segurar eles. Se fosse antes de a maldição ser quebrada, Necro me dominaria sem o menor esforço, mas agora ele não tem mais domínio sobre mim e posso controlá-lo.

— VOCÊ É UM IDIOTA! — Necro rugiu dentro da minha mente, sua voz carregada de fúria. — Você realmente ama Alice? — Perguntou com raiva.

— Mais do que tudo — respondi, a voz áspera, lutando para manter o controle.

— ENTÃO, POR QUE A MANDOU EMBORA? — Baltazar rosnou, sua indignação pulsando com minha própria dor. Cerrei os punhos, os músculos tensionados com o esforço de conter a fúria dos dois.

— Porque continuo magoado! — gritei de volta, minha voz ecoando na minha mente. — E estamos prestes a entrar numa guerra. Não posso me distrair pensando nela! — Falei, abaixando a voz em minha mente e tentando não perder meu controle. Necro riu, mas não havia humor em seu riso. Era pura frustração.

— Você é um estúpido! Agora que precisa de Alice ao seu lado, você a afasta! Está sendo um completo imbecil, Darius! Você é burro? — Perguntou irritado. Um rosnado profundo escapou da minha garganta.

— Eu não sou burro, Necro! — Respondi irritado com esse lobo folgado.

— É, sim! — Baltazar interveio. — Você a afastou! A mulher que amamos! Alice é uma deusa, Darius! Já esqueceu disso? Com ela aqui, essa batalha nem existiria! Ela poderia proteger a alcateia com um estalar de dedos! — Falou impaciente. Um silêncio denso pairou entre nós.

— Ela é muito poderosa — Necro continuou, sua voz carregada de certeza. — Pude sentir. E você também sentiu. — Disse. Ele estava certo, eu senti o poder que vinha de Alice e era gigantesco. Só havia sentido um poder desse, naquele dia, no templo, quando a deusa Lua apareceu. E Alice, sendo filha da Lua, era muito poderosa também. Suspirei, exausto, pela luta interna que estava tendo com aqueles dois.

— Claro que senti… Mas não sei se quero que ela se envolva nisso. — Comentei.

— Ela já está envolvida! — Baltazar rosnou. — Alice é nossa Luna, nossa companheira! Você acha que aqueles idiotas não irão atrás dela agora que acham que está indefesa? — Perguntou irritado e preocupado com Alice, ele estava sofrendo com a ausência de sua companheira. Eu ri. Um riso seco, sombrio. Necro perguntou, não entendendo o que havia de engraçado.

— O que foi? Qual é a graça, enlouqueceu? — ele perguntou desconfiado.

— Tenho pena de quem for atrás de Alice — murmurei, um sorriso torto surgindo em meus lábios. — O poder que senti nela poderia despedaçar qualquer um se ela quisesse. — Falei rindo. Necro gargalhou. Baltazar soltou um suspiro pesado.

— Pensando bem… Não precisamos nos preocupar com nossa companheira. Ela saberá se cuidar. — Disse Baltazar, mais tranquilo, mas ainda o sentia tenso.

— Já entendemos que não podiam impedir Alice de entrar. Mas gostaria de saber onde ela está? — Perguntou meu pai, se manifestando. Ele parecia ansioso e esperançoso.

— Ela esteve aqui. Nós conversamos. Mas eu a expulsei. — falei friamente. O silêncio que se seguiu foi carregado. Meus pais trocaram olhares desanimados. Giovanni e Gabriel ficaram tensos. Gabriel foi o primeiro a falar, sua voz carregada de reprovação.

— Darius, você não poderia ter feito isso! — exclamou, claramente apreensivo.

— Você precisa ir atrás dela, agora! — Giovanni completou, nervoso. Um rosnado profundo escapou de mim. Minhas presas se alongaram, minha paciência se esgotando.

— Como ousam me dar ordens? Como se atrevem a dizer ao seu rei, o que fazer? Perderam o juízo… ou a vontade de viver? — perguntei, liberando minha dominância. E ela desabou sobre eles como um peso esmagador. O chão pareceu vibrar sob minha energia crua.

O peso da minha presença preencheu a sala como uma onda avassaladora. Giovanni e Gabriel caíram de joelho e se contorceram, tentando resistir, mas não conseguiram. Até mesmo meus pais foram forçados a se ajoelhar diante de mim. O ar crepitava com energia pura, sufocante. Eles tentavam falar, mas suas bocas não conseguiam formar palavras sob minha pressão.

Após alguns segundos, recolhi minha dominância. Não era minha intenção matar meus betas, nem machucar meus pais. Observei enquanto eles se recuperavam, pude ver seus músculos ainda trêmulos pelo impacto da minha ira e poder de alfa supremo. Cruzei meus braços e ergui uma sobrancelha.

— Espero que ambos tenham uma excelente explicação para essa audácia. — Falei frio e sério. Os quatro se entreolharam, ainda recuperando o fôlego. Eu aguardava. E minha paciência estava se esgotando.

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