POV ALICE.
— MAMÃE! — gritei, quando vi minha mãe cair no chão, seus olhos se fechando abruptamente. Meu coração disparou e, por um momento, parecia que o mundo inteiro havia parado. Por um instante, congelei, mas logo consegui sair daquele estado. Meu coração martelava contra o peito enquanto eu corria para ela, caindo de joelhos ao seu lado.
— Mamãe! — Gritei novamente, minhas mãos tremendo enquanto tentava segurá-la. — Acorde! Por favor! Não me deixe, mamãe! — Falei desesperada.
Toquei seu rosto pálido, tentando encontrar algum sinal de vida. Em desespero, procurei sua pulsação, pressionando meus dedos contra o pulso dela. Nada. Meu coração apertou, o desespero me engoliu.
— Não, não, não! Isso não está acontecendo! — Meu grito saiu sufocado, minhas mãos tremiam descontroladamente. Eu chorava, meu rosto já molhado pelas lágrimas. Antes que eu pudesse pensar no que fazer, a porta da frente foi aberta com força. Luis entrou correndo, seguido pelo senhor Francisco.
— Alice, o que está acontecendo? — perguntou Luis, sua voz cheia de urgência.
— É minha mãe! Ela desmaiou! Eu não consigo sentir o pulso dela! — gritei entre soluços.
Luis ajoelhou-se rapidamente ao lado de mamãe, suas mãos firmes buscando o pulso dela com precisão. Ele suspirou fundo, o som quase inaudível, mas suficiente para me fazer parar de respirar por um segundo.
— Ela tem pulso, Alice. Está fraco, mas está lá. Precisamos levá-la ao hospital agora! — Ele não perdeu tempo. Com um movimento decidido, pegou minha mãe nos braços como se ela não pesasse nada e começou a sair da casa.
Eu me levantei em um salto, correndo para o quarto. Peguei os documentos de mamãe na gaveta, minhas mãos ainda trêmulas. Fechei a porta da casa com força e corri para o carro, onde Luis já havia colocado minha mãe no banco de trás com a ajuda de senhor Francisco.
— Entre logo, Alice! — gritou ele de trás do volante.
Assim que sentei, Luis arrancou com o carro, os pneus cantando na estrada de terra. O veículo avançava como se o destino fosse uma linha tênue entre a vida e a morte. Eu chorava sem parar, incapaz de controlar o turbilhão de emoções dentro de mim.
— Aguenta firme, mamãe. Por favor, fique comigo. — sussurrei, olhando para trás com lágrimas escorrendo pelo rosto. Luis dirigiu velozmente, as curvas parecendo um borrão. O tempo parecia suspenso entre a minha súplica e a chegada ao hospital.
Chegamos ao hospital em um tempo que parecia impossível. Luis estacionou bruscamente, saindo do carro e gritando por ajuda. Enfermeiras e médicos correram em nossa direção, eles colocaram minha mãe em uma maca e a levaram rapidamente para a área de atendimentos.
Fomos atrás e não nos deixaram entrar, desabei no corredor, soluçando. Luis se ajoelhou ao meu lado e me puxou para um abraço forte, apertando-me contra ele enquanto minhas lágrimas molhavam sua camisa.
— Vai ficar tudo bem, Alice. Respire e tente se acalmar, por favor. — Falou tentando me consolar. Eu queria acreditar nele, mas minha mente estava um caos. Olhei para ele com lágrimas nos olhos.
— O que aconteceu, Alice? — Ele perguntou, a voz firme, mas com um toque de preocupação. Encarando-o com uma mistura de raiva e dor.
— Foi aquele maldito Darius Moss! — cuspi as palavras com ódio. — Ele comprou nosso sítio e nos deu setenta e duas horas para sair ou seremos despejadas. Minha mãe não suportou a notícia! Ela tem quase oitenta anos, Luís! Foi demais para ela! — Contei. Luis apertou o maxilar, visivelmente contendo sua própria indignação.
— Vamos resolver isso, Alice. Mas agora, o mais importante é sua mãe. — Ele segurou minhas mãos com força, me apoiando naquele momento.
— Passou mal? — Perguntei, com minha voz saindo baixa, mas carregada de intensidade. — Vocês têm certeza de que ela foi levada ao hospital? — perguntei.
— Sim, alfa supremo. Parece que o estado dela é crítico. — Contou tenso, pois a minha dominância e de Baltazar estava aumentando. Baltazar rosnou alto.
— Você passou do limite, Darius. Seu idiota! Olha o que você fez! Era isso que queria? Ver a mãe de Alice à beira da morte, pela sua estupidez? — Rugiu Baltazar em minha mente. Esfreguei minha nuca, irritado, enquanto tentava ignorar as acusações de Baltazar.
— Maldição… — murmurei, de punhos cerrados.
— Se aquela mulher morrer, nós nunca teremos Alice. Isso destruirá qualquer chance que tenhamos com ela. — Disse Baltazar irritado. Eu senti um aperto se formar no meu peito. Não porque me arrependia, mas porque aquilo complicava as coisas. Alice jamais cederia agora.
— Mantenham-me informado sobre o estado de saúde da senhora Miller. Não quero surpresas. — Minha voz estava mais controlada, mas os dois lobos sabiam que eu estava furioso.
— Agora saíam. — Disse friamente para os dois. Assim que a porta se fechou, Baltazar falou irritado.
— Isso não vai acabar bem. — Disse Baltazar, rosnando, mas preocupado com Alice. Eu me recostei na cadeira, fitando o teto.
— Acho que dessa vez exagerei um pouco.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA.