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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 51

POV ALICE.

O corredor do hospital parecia interminável, iluminado por luzes brancas que pulsavam em minha visão, fazendo meus olhos doerem. A ansiedade estava me consumindo. O cheiro estéril de álcool e medicamentos me enjoava, mas o nó no meu estômago era pior. Luis ainda estava sentado ao meu lado no banco, sua mão segurando a minha, me ancorando à realidade. Meu mundo estava despedaçando, eu só pensava na minha mãe dentro daquela sala há mais de uma hora. Cada segundo que passava parecia uma eternidade. E a falta de notícia estava me deixando impaciente.

— Por que eles não dizem nada? — sussurrei, mais para mim mesma do que para ele. Luís me puxou para mais perto e falou com sua voz baixa e firme:

— Eles estão fazendo tudo que podem, Alice. Sua mãe está em boas mãos. — Disse Luís tentando me acalmar.

Queria acreditar nele, mas minha mente não conseguia encontrar paz. Antes que pudesse responder, a porta dupla da sala de emergência se abriu, e um homem de jaleco branco caminhou em nossa direção. Ele era alto, com cabelos grisalhos, bem alinhados e olhos que pareciam carregar o peso de muitas notícias difíceis.

— A senhorita é a filha da senhora Antônia Miller? Sou doutor Afonso Falcon. E estou atendendo a senhora Miller — ele perguntou, sua voz calma, mas carregada de profissionalismo. Levantei-me de um salto, meu coração batendo freneticamente.

— Sim, sou eu. Como ela está? O que aconteceu? — Perguntei nervosa e tremendo. O médico suspirou, parecendo buscar as palavras certas.

— Sua mãe teve um infarto agudo do miocárdio. É uma condição grave, e o tempo foi crucial para salvar a vida dela, se a senhora Miller tivesse demorado mais alguns minutos para chegar aqui, não conseguiríamos salvá-la. — Informou o médico. Aquelas palavras foram como um golpe no estômago. Senti minhas pernas fraquejarem, e Luís segurou meu braço antes que eu caísse.

— Um… infarto? — murmurei, tentando processar. — Como isso aconteceu? Ela nunca mostrou sinais e parecia tão bem. — Falei confusa. O médico assentiu, seu olhar ponderado.

— Isso é o que me surpreende. Pelo que vimos nos exames e pelo histórico que ela já tinha conosco, a senhora Antônia sabia que tinha um problema cardíaco. Ela está lidando com uma síndrome coronariana aguda há algum tempo. Isso significa haver um bloqueio significativo nas artérias que fornecem sangue ao coração. Ela não te contou? Sou cardiologista dela há muito tempo. — Disse doutor Afonso. Minhas mãos começaram a tremer.

— Ela sabia? E escondeu isso de mim? — Perguntei nervosa e me sentindo perdida com aquela notícia. O médico pareceu hesitar antes de continuar:

— Imagino que ela não quisesse preocupá-la. Mas, a sua mãe está se tratando com a medicação necessária e vinha realizando acompanhamentos regulares comigo mensalmente. Porém, os bloqueios pioraram e agora a única solução viável é uma cirurgia de revascularização do miocárdio. — Comunicou Dr. Afonso.

— Cirurgia? — Minha voz saiu quase num sussurro, e meu peito parecia pesado demais para respirar. — Isso é... muito sério e urgente, não é? Ele assentiu.

— É extremamente sério. A cirurgia precisa ser feita o mais rápido possível, mas há riscos envolvidos, considerando especialmente a idade e o estado geral dela. Se não for realizada, os danos ao coração podem ser irreversíveis, e ela pode sofrer outro infarto, que pode ser fatal. — Disse o médico explicando a real situação da minha mãe. Meus olhos se encheram de lágrimas.

— Vamos preparar tudo imediatamente. Você pode vê-la antes de levarmos para o centro cirúrgico, mas será breve. — Comunicou o médico. Eu assenti, eu precisava ver minha mãe. Assim que ele se afastou, minhas pernas cederam e me sentei no chão, minhas lágrimas escorrendo livremente. Luís se abaixou ao meu lado, me abraçando sem dizer nada.

— O que vou fazer, Luís? O hospital só fará a cirurgia quando o dinheiro estiver depositado na conta deles — sussurrei, meu rosto enterrado em seu ombro. — Eu não tenho como pagar isso. — Comentei desesperada. Ele me apertou mais forte.

— Vamos encontrar uma solução, Alice. Não importa o que aconteça, estou aqui com você. Posso ver com meu pai se ele pode emprestar. — Disse Luís.

— Não, Luís, seu pai está pagando um empréstimo, lembra? Vocês tiveram que pegar dinheiro com o banco para pagar o estrago que a última tempestade causou. — Falei.

— Tenho um dinheiro, não é muito, mas pode usar. — Falou Luís.

— Obrigada, Luís, por ser meu amigo e irmão. — Falei e abracei meu amigo com força. Eu já sabia o que precisava fazer para conseguir o dinheiro. Para salvar a vida da minha mãe, eu faço tudo. Até me entregar nas mãos do capeta.

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