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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 54

POV DARIUS.

Quero manter Alice, longe daquele infeliz do Luís. Não me importo se ela trabalhe fora, fico até admirado e feliz em saber que ela é forte e honrada. Mas não quero minha companheira perto de um macho que a deseja. Alice ficou em silêncio por um momento, então se levantou abruptamente, a raiva evidente em seu rosto.

— Você só pode estar brincando! — Disse com raiva.

— Não estou. — Minha voz saiu firme e calma. — Isso é para o seu bem e o da sua mãe. — Argumentei.

— Cuidado com as palavras, Darius. Ela está vulnerável, mas não é burra e manipulável. — Baltazar alertou em minha mente. — Essa não é a hora de afastá-la. Você precisa trazê-la para mais perto, não a empurrar para longe. — Disse.

— Meu bem? — Alice riu, sem humor. Ela me chamou de meu bem? — Você acha que tem o direito de decidir o que faço da minha vida? — Perguntou irritada.

— Estou oferecendo segurança e estabilidade, Alice. — Respondi, ignorando o alerta de Baltazar.

— Pare de ser tão inflexível! A mãe dela está aqui por sua causa. Mostre um pouco de compaixão, ou ela vai se rebelar de vez. — Disse Baltazar, rosnando, impaciente.

— Segurança? — Alice avançou um passo, me encarando. — Isso não é segurança. Isso é controle. — Disse.

— Não se trata de controle. — Retruquei, tentando manter a calma. — É sobre prioridades. — Argumentei.

— E quem decide minhas prioridades? Você? — Ela rebateu, o tom carregado de fúria.

— Diga que é temporário! Que ela pode continuar na clínica, mas que precisa de tempo para se ajustar. Não a perca agora, idiota! — Baltazar insistiu mentalmente. Respirei fundo, tentando manter o controle.

— Não estou dizendo que será para sempre. Quero apenas garantir que você tenha tempo para se adaptar à nossa nova vida. — Mencionei.

— Adaptar? — Alice balançou a cabeça, exasperada. — Minha mãe está entre a vida e a morte, e você quer me falar sobre adaptar? — Perguntou irritada e impaciente. A tensão na sala era palpável, mas antes que eu pudesse responder, Baltazar interrompeu novamente:

— Mostre um pouco de humanidade, Darius. Ela precisa sentir que você está ao lado dela, não contra ela. — Disse Baltazar.

— Alice, entenda que tudo isso é para o seu bem. — Falei, suavizando o tom. — Não quero impor nada, mas preciso que confie em mim. — Pedi mais gentil. Ela me encarou, os olhos faiscando com uma mistura de raiva e dúvida.

— Confiança não se exige, Darius. Se conquista. E até agora, você só tem me dado razões para questionar tudo e não confiar em você. — Falou séria. Por um instante, percebi que Baltazar estava certo. Essa batalha estava longe de terminar.

Alice permaneceu em pé, com os braços cruzados e o olhar fixo em mim, como se estivesse desafiando cada palavra que eu dizia. Era impossível ignorar a força dela, mesmo aparentemente vulnerável.

— Alice — suspirei, tentando buscar as palavras certas. — Não estou exigindo que você mude sua essência. Quero apenas que entenda que a sua vida será diferente. — Mencionei.

— Diferente como? — Ela rebateu, o tom ainda carregado de raiva. — Uma vida onde obedeço a tudo que você decide? — Perguntou com irritação.

— Você está perdendo o controle da situação, Darius. Seja maleável. Sei que é difícil para sermos assim, mas por Alice precisamos tentar. Ela já está ferida demais para lidar com mais imposições. — Baltazar alertou, sua voz carregada de frustração. Ignorei momentaneamente o conselho dele, avançando um passo em direção à Alice.

— Eu não sou uma boneca para você manipular, Darius. Não quero conforto à custa da minha liberdade. — Disse séria.

— Diga que vai pensar, que está aberto a ajustar as condições. Qualquer coisa menos essa postura inflexível. — Baltazar aconselhou, eu hesitei, mas concordei em seguida.

— Podemos ajustar algumas coisas — cedi, finalmente, com relutância. — Mas certas decisões não são negociáveis. — Comentei. Alice balançou a cabeça, exasperada.

— É exatamente isso que estou dizendo. Você sempre quer ter a última palavra. — Reclamou irritada. É claro, sou um rei.

— Vá com calma. Diga que é apenas um começo. Ela precisa acreditar que pode confiar em você. — Falou Baltazar.

— Isso é um ponto de partida, Alice. — Tentei suavizar meu tom. — Não estou dizendo que tudo será definitivo. Podemos encontrar um meio-termo. — Falei. Ela ficou em silêncio por alguns segundos, avaliando minhas palavras. Então, finalmente, respondeu:

— Eu só aceito isso porque minha mãe precisa de ajuda. Não pense que pode me controlar, Darius. — Argumentou sério. Eu gostava como meu nome era pronunciado por sua voz doce. Senti um peso sair dos meus ombros, mesmo sabendo que essa batalha estava longe de terminar.

— Bom trabalho, pelo menos não a perdeu de vez. Agora, trate de ser mais cuidadoso daqui para frente. — Comentou Baltazar, aliviado.

— Você se preocupa demais, Baltazar. Tenho tudo sobre meu controle. — Comentei.

— Sei, isso é o que você acha. — Resmungou debochado.

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