POV DARIUS.
Quero manter Alice, longe daquele infeliz do Luís. Não me importo se ela trabalhe fora, fico até admirado e feliz em saber que ela é forte e honrada. Mas não quero minha companheira perto de um macho que a deseja. Alice ficou em silêncio por um momento, então se levantou abruptamente, a raiva evidente em seu rosto.
— Você só pode estar brincando! — Disse com raiva.
— Não estou. — Minha voz saiu firme e calma. — Isso é para o seu bem e o da sua mãe. — Argumentei.
— Cuidado com as palavras, Darius. Ela está vulnerável, mas não é burra e manipulável. — Baltazar alertou em minha mente. — Essa não é a hora de afastá-la. Você precisa trazê-la para mais perto, não a empurrar para longe. — Disse.
— Meu bem? — Alice riu, sem humor. Ela me chamou de meu bem? — Você acha que tem o direito de decidir o que faço da minha vida? — Perguntou irritada.
— Estou oferecendo segurança e estabilidade, Alice. — Respondi, ignorando o alerta de Baltazar.
— Pare de ser tão inflexível! A mãe dela está aqui por sua causa. Mostre um pouco de compaixão, ou ela vai se rebelar de vez. — Disse Baltazar, rosnando, impaciente.
— Segurança? — Alice avançou um passo, me encarando. — Isso não é segurança. Isso é controle. — Disse.
— Não se trata de controle. — Retruquei, tentando manter a calma. — É sobre prioridades. — Argumentei.
— E quem decide minhas prioridades? Você? — Ela rebateu, o tom carregado de fúria.
— Diga que é temporário! Que ela pode continuar na clínica, mas que precisa de tempo para se ajustar. Não a perca agora, idiota! — Baltazar insistiu mentalmente. Respirei fundo, tentando manter o controle.
— Não estou dizendo que será para sempre. Quero apenas garantir que você tenha tempo para se adaptar à nossa nova vida. — Mencionei.
— Adaptar? — Alice balançou a cabeça, exasperada. — Minha mãe está entre a vida e a morte, e você quer me falar sobre adaptar? — Perguntou irritada e impaciente. A tensão na sala era palpável, mas antes que eu pudesse responder, Baltazar interrompeu novamente:
— Mostre um pouco de humanidade, Darius. Ela precisa sentir que você está ao lado dela, não contra ela. — Disse Baltazar.
— Alice, entenda que tudo isso é para o seu bem. — Falei, suavizando o tom. — Não quero impor nada, mas preciso que confie em mim. — Pedi mais gentil. Ela me encarou, os olhos faiscando com uma mistura de raiva e dúvida.
— Confiança não se exige, Darius. Se conquista. E até agora, você só tem me dado razões para questionar tudo e não confiar em você. — Falou séria. Por um instante, percebi que Baltazar estava certo. Essa batalha estava longe de terminar.
Alice permaneceu em pé, com os braços cruzados e o olhar fixo em mim, como se estivesse desafiando cada palavra que eu dizia. Era impossível ignorar a força dela, mesmo aparentemente vulnerável.
— Alice — suspirei, tentando buscar as palavras certas. — Não estou exigindo que você mude sua essência. Quero apenas que entenda que a sua vida será diferente. — Mencionei.
— Diferente como? — Ela rebateu, o tom ainda carregado de raiva. — Uma vida onde obedeço a tudo que você decide? — Perguntou com irritação.
— Você está perdendo o controle da situação, Darius. Seja maleável. Sei que é difícil para sermos assim, mas por Alice precisamos tentar. Ela já está ferida demais para lidar com mais imposições. — Baltazar alertou, sua voz carregada de frustração. Ignorei momentaneamente o conselho dele, avançando um passo em direção à Alice.
— Eu não sou uma boneca para você manipular, Darius. Não quero conforto à custa da minha liberdade. — Disse séria.
— Diga que vai pensar, que está aberto a ajustar as condições. Qualquer coisa menos essa postura inflexível. — Baltazar aconselhou, eu hesitei, mas concordei em seguida.
— Podemos ajustar algumas coisas — cedi, finalmente, com relutância. — Mas certas decisões não são negociáveis. — Comentei. Alice balançou a cabeça, exasperada.
— É exatamente isso que estou dizendo. Você sempre quer ter a última palavra. — Reclamou irritada. É claro, sou um rei.
— Vá com calma. Diga que é apenas um começo. Ela precisa acreditar que pode confiar em você. — Falou Baltazar.
— Isso é um ponto de partida, Alice. — Tentei suavizar meu tom. — Não estou dizendo que tudo será definitivo. Podemos encontrar um meio-termo. — Falei. Ela ficou em silêncio por alguns segundos, avaliando minhas palavras. Então, finalmente, respondeu:
— Eu só aceito isso porque minha mãe precisa de ajuda. Não pense que pode me controlar, Darius. — Argumentou sério. Eu gostava como meu nome era pronunciado por sua voz doce. Senti um peso sair dos meus ombros, mesmo sabendo que essa batalha estava longe de terminar.
— Bom trabalho, pelo menos não a perdeu de vez. Agora, trate de ser mais cuidadoso daqui para frente. — Comentou Baltazar, aliviado.
— Você se preocupa demais, Baltazar. Tenho tudo sobre meu controle. — Comentei.
— Sei, isso é o que você acha. — Resmungou debochado.

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