POV ALICE.
Estar naquele escritório com Darius era como ser jogada num campo de batalha sem saber se estava com a armadura certa. Cada palavra dele parecia calculada, cada condição um golpe sutil, mas preciso. Ele queria controlar tudo: onde eu moraria, o que eu faria, até mesmo minha liberdade.
— Como cheguei a esse ponto? — Pensei, sentindo o peso das suas palavras ainda pressionando meu peito.
— Alice, você sabe que não tem muitas opções agora. Pense na sua mãe. — A voz da razão ecoava na minha cabeça, mas, no fundo, minha alma gritava contra a imposição dele.
Quando Darius mencionou minha mãe, meu coração doeu. Odiava admitir, mas ele tinha razão. Minha mãe precisava do melhor tratamento, e ele podia proporcionar isso. Eu não podia perder minha mãe, então essa era minha única saída.
Saí daquele escritório sentindo a tensão pulsar em cada parte do meu corpo. Não troquei mais palavras com Darius; apenas caminhei em direção à sala de espera, tentando organizar minha mente.
Assim que entrei, vi Luís. Ele é sempre, uma presença sólida nos momentos mais difíceis. Luís se levantou assim que me viu e veio até mim, seus braços me envolvendo em um abraço reconfortante. Como eu estava precisando daquele conforto e carinho.
— O médico passou aqui — ele disse, soltando-me com cuidado. — Sua mãe está sendo preparada para a cirurgia no centro cirúrgico. — Contou.
A notícia trouxe um misto de alívio e ansiedade. Eu estava prestes a responder quando um rosnado baixo e ameaçador cortou o ar. Tanto Luís quanto eu nos afastamos assustados, nossos olhos procurando a origem daquele som.
— Que diabos foi isso? — Luís perguntou, olhando ao redor.
— Não sei… — Respondi, meu olhar caindo em Darius, que estava parado mais atrás, completamente calmo.
— Alguém deve ter trazido um cachorro raivoso para o hospital. Que tipo de irresponsável faz isso? — Luís continuou, com uma expressão irritada, antes de notar Darius. Sua postura ficou imediatamente rígida.
— O que ele está fazendo aqui? — A pergunta de Luís veio carregada de desdém. — Depois de tudo que você causou, tem coragem de aparecer? — Perguntou para Darius, que sorriu de lado, um sorriso que me incomodava mais do que eu gostaria de admitir.
— Esse hospital é meu. — Falou. A revelação fez meus olhos se arregalarem, mas logo me recompus. Luís, no entanto, permanecia surpreso com a revelação.
— O quê? — Ele exclamou, olhando de mim para Darius como se esperasse que eu confirmasse.
— Também paguei todas as despesas médicas da senhora Antônia. — A voz de Darius cortou o silêncio com frieza. — Minha sogra está recebendo tratamento VIP, o melhor que oferecemos. — Disse Darius. Luís me olhou não acreditando no que ouviu. Ele parecia prestes a explodir, mas me adiantei antes que a situação saísse do controle.
— Luís, depois conversamos sobre isso e te explicarei tudo — falei, com a voz firme e séria. — Agora não é o momento. Minha mãe está em cirurgia lutando pela vida. — Comentei.
Luís me olhou magoado, mas não respondeu. Darius apenas cruzou seus braços, como se não tivesse causado nenhuma confusão. Me sentei e comecei a rezar. As horas na sala de espera parecia se arrastar, mas a tensão entre Darius e Luis tornava tudo insuportável. Toda vez que eles trocavam olhares, parecia que iriam começar uma briga.
— Errado — Darius respondeu, levantando-se lentamente. — Faço parte da vida dela. E continuarei fazendo, pois logo estaremos casados. — Falou sério.
— Vocês dois! — Interrompi, colocando-me entre eles. — Isso tem que parar agora. — Exigi. Luís me olhou, visivelmente frustrado, mas recuou, se sentando. Darius permaneceu em pé, os olhos fixos em mim. Ele parecia quase… satisfeito com a situação. Logo passaram alguns minutos e tudo ficou calmo graças aos céus.
— Você está bem? — Luis perguntou.
— Estou tentando ficar. — Suspirei. Luís colocou uma mão em meu ombro, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, Darius deu um passo à frente.
— Aconselho que pare de tocar no que me pertence, ou lhe deixarei sem suas mãos. — Ameaçou Darius. Eu o olhei com irritação. Não sou sua propriedade. Luís se levantou e estava prestes a responder. Coloquei-me de pé e levantei a mão, pedindo silêncio.
— Por favor, parem. Eu não quero mais ouvir discussões. — Pedi.
Luís suspirou, claramente contrariado, mas voltou a se sentar. Darius, por outro lado, continuou em pé, como se estivesse marcando território. Eu me sentei ao lado de Luis, tentando ignorar o olhar penetrante de Darius. O tempo parecia se arrastar, e cada segundo era uma eternidade. De repente, o médico apareceu na porta da sala. Me levantei rapidamente.
— Como está minha mãe?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA.