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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 55

POV ALICE.

Estar naquele escritório com Darius era como ser jogada num campo de batalha sem saber se estava com a armadura certa. Cada palavra dele parecia calculada, cada condição um golpe sutil, mas preciso. Ele queria controlar tudo: onde eu moraria, o que eu faria, até mesmo minha liberdade.

— Como cheguei a esse ponto? — Pensei, sentindo o peso das suas palavras ainda pressionando meu peito.

— Alice, você sabe que não tem muitas opções agora. Pense na sua mãe. — A voz da razão ecoava na minha cabeça, mas, no fundo, minha alma gritava contra a imposição dele.

Quando Darius mencionou minha mãe, meu coração doeu. Odiava admitir, mas ele tinha razão. Minha mãe precisava do melhor tratamento, e ele podia proporcionar isso. Eu não podia perder minha mãe, então essa era minha única saída.

Saí daquele escritório sentindo a tensão pulsar em cada parte do meu corpo. Não troquei mais palavras com Darius; apenas caminhei em direção à sala de espera, tentando organizar minha mente.

Assim que entrei, vi Luís. Ele é sempre, uma presença sólida nos momentos mais difíceis. Luís se levantou assim que me viu e veio até mim, seus braços me envolvendo em um abraço reconfortante. Como eu estava precisando daquele conforto e carinho.

— O médico passou aqui — ele disse, soltando-me com cuidado. — Sua mãe está sendo preparada para a cirurgia no centro cirúrgico. — Contou.

A notícia trouxe um misto de alívio e ansiedade. Eu estava prestes a responder quando um rosnado baixo e ameaçador cortou o ar. Tanto Luís quanto eu nos afastamos assustados, nossos olhos procurando a origem daquele som.

— Que diabos foi isso? — Luís perguntou, olhando ao redor.

— Não sei… — Respondi, meu olhar caindo em Darius, que estava parado mais atrás, completamente calmo.

— Alguém deve ter trazido um cachorro raivoso para o hospital. Que tipo de irresponsável faz isso? — Luís continuou, com uma expressão irritada, antes de notar Darius. Sua postura ficou imediatamente rígida.

— O que ele está fazendo aqui? — A pergunta de Luís veio carregada de desdém. — Depois de tudo que você causou, tem coragem de aparecer? — Perguntou para Darius, que sorriu de lado, um sorriso que me incomodava mais do que eu gostaria de admitir.

— Esse hospital é meu. — Falou. A revelação fez meus olhos se arregalarem, mas logo me recompus. Luís, no entanto, permanecia surpreso com a revelação.

— O quê? — Ele exclamou, olhando de mim para Darius como se esperasse que eu confirmasse.

— Também paguei todas as despesas médicas da senhora Antônia. — A voz de Darius cortou o silêncio com frieza. — Minha sogra está recebendo tratamento VIP, o melhor que oferecemos. — Disse Darius. Luís me olhou não acreditando no que ouviu. Ele parecia prestes a explodir, mas me adiantei antes que a situação saísse do controle.

— Luís, depois conversamos sobre isso e te explicarei tudo — falei, com a voz firme e séria. — Agora não é o momento. Minha mãe está em cirurgia lutando pela vida. — Comentei.

Luís me olhou magoado, mas não respondeu. Darius apenas cruzou seus braços, como se não tivesse causado nenhuma confusão. Me sentei e comecei a rezar. As horas na sala de espera parecia se arrastar, mas a tensão entre Darius e Luis tornava tudo insuportável. Toda vez que eles trocavam olhares, parecia que iriam começar uma briga.

— Errado — Darius respondeu, levantando-se lentamente. — Faço parte da vida dela. E continuarei fazendo, pois logo estaremos casados. — Falou sério.

— Vocês dois! — Interrompi, colocando-me entre eles. — Isso tem que parar agora. — Exigi. Luís me olhou, visivelmente frustrado, mas recuou, se sentando. Darius permaneceu em pé, os olhos fixos em mim. Ele parecia quase… satisfeito com a situação. Logo passaram alguns minutos e tudo ficou calmo graças aos céus.

— Você está bem? — Luis perguntou.

— Estou tentando ficar. — Suspirei. Luís colocou uma mão em meu ombro, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, Darius deu um passo à frente.

— Aconselho que pare de tocar no que me pertence, ou lhe deixarei sem suas mãos. — Ameaçou Darius. Eu o olhei com irritação. Não sou sua propriedade. Luís se levantou e estava prestes a responder. Coloquei-me de pé e levantei a mão, pedindo silêncio.

— Por favor, parem. Eu não quero mais ouvir discussões. — Pedi.

Luís suspirou, claramente contrariado, mas voltou a se sentar. Darius, por outro lado, continuou em pé, como se estivesse marcando território. Eu me sentei ao lado de Luis, tentando ignorar o olhar penetrante de Darius. O tempo parecia se arrastar, e cada segundo era uma eternidade. De repente, o médico apareceu na porta da sala. Me levantei rapidamente.

— Como está minha mãe?

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