POV DARIUS.
Alice ainda estava em meus braços, suas mãos agarrando levemente minha camisa. Eu a segurei com firmeza, mas não disse nada. Alice tremia contra meu peito. Sua respiração era rápida e instável. Cada fibra do meu ser dizia para apertá-la mais, para deixá-la sentir que nada poderia alcançá-la enquanto estivesse comigo. Era um momento delicado, e qualquer palavra errada poderia quebrar o que eu estava construindo.
— Diga algo para consolá-la. — Disse Baltazar.
— Acho melhor não. — Comentei.
— Não perca essa oportunidade e diga algo que a conforte. — Insistiu Baltazar e segui seu conselho.
— Vai ficar tudo bem. Estou aqui com você. — Minhas palavras saíram mais suaves do que eu esperava, mas ela não reagiu.
Ela apenas permaneceu ali, buscando forças para lidar com o que estava acontecendo. Luís não ousou se aproximar novamente, e por isso, pela primeira vez naquele dia, senti que o equilíbrio começava a pender a meu favor.
Minha mente ainda estava confusa com o que eu estava sentindo, mas mantive Alice próxima. O peso da situação parecia dobrar seus ombros, e ela precisava de alguém que fosse mais forte agora. Luís continuava parado a poucos metros, a expressão tensa, mas nada disso importava. Baltazar estava em êxtase.
— Está vendo? — ele rugiu em minha mente, quase como um ronronar baixo e triunfante. — É assim que deve ser. Ela precisa de nós, Darius. Não daquele humano inútil. — Falou vitorioso.
— Ela está vulnerável, Baltazar. Isso não significa que… — Eu falava, mas ele me interrompeu.
— Significa tudo! — ele interrompeu, sua voz cortante. — E você sabe disso. Sinta isso. Não a deixe escapar. — Ordenou.
O cheiro de seus cabelos, o calor do corpo dela contra o meu… Tudo era estranho e avassalador. Eu nunca estive tão ciente de como Alice se encaixava perfeitamente em meus braços. Ela tremia levemente, talvez pela notícia, talvez pelo nervosismo, e eu fiz o que qualquer lobo faria para acalmar sua companheira: puxei-a um pouco mais para mim, como se pudesse protegê-la do mundo inteiro.
— Darius… — ela murmurou, a voz frágil como uma folha ao vento.
— Estou aqui, Alice. — Respondi baixo, mas firme. Ela não se afastou, nem pareceu perceber o quanto meu coração estava acelerado. Baltazar estava certo: ali era exatamente onde ela deveria estar.
Luís parecia ter atingido seu limite. Ele deu um passo à frente, mas parou, provavelmente ao notar o olhar que lancei em sua direção. Não precisei dizer nada. O aviso estava claro: não se aproxime.
— Alice, talvez seja melhor você se sentar. — Ele finalmente disse, sua voz controlada, mas ainda assim firme.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA.