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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 58

POV ALICE.

O cheiro forte de antisséptico me fez franzir o nariz. Eu estava completamente vestida com as roupas esterilizadas que o hospital forneceu: touca, luvas, avental descartável e uma máscara cobrindo meu rosto. Tudo para proteger minha mãe de qualquer risco. A explicação do médico ecoava na minha cabeça como um lembrete constante de que qualquer erro podia ser fatal.

— No estado dela, mesmo a menor bactéria pode ser perigosa, senhorita Alice — dizia o médico com um tom sério, enquanto ajustava seus óculos.

Respirei fundo antes de entrar na UTI. Assim que cruzei a porta, a visão me atingiu como um soco no estômago. Minha mãe, sempre tão forte e cheia de vida, agora estava pálida, com fios e tubos conectados por todo o corpo. As máquinas ao seu redor piscavam e bipavam, cada som parecendo anunciar sua fragilidade.

Meu coração apertou. As lágrimas brotaram sem controle, escorrendo pelo meu rosto enquanto me aproximava da cama. Meus passos pareciam pesados, como se eu estivesse carregando o peso do mundo. Quando alcancei sua mão, ela estava fria.

— Mamãe… — sussurrei, minha voz saindo quebrada. Acariciei seus dedos delicadamente, tentando ignorar o tremor das minhas mãos.

— Por favor, não desista agora. Eu… preciso de você. Não me deixe sozinha — implorei, com a voz embargada. As lágrimas continuavam a cair, molhando a máscara que eu usava. Por um instante, senti como se estivesse falando para o vazio, mas continuei.

— Você sempre me disse para lutar, para não me render. Agora é a sua vez, está bem? Por favor, mamãe, lute por mim por sua vida — pedi, tentando controlar o choro. Após alguns minutos, consegui controlar meu choro. Meu peito ainda doía, mas eu precisava falar. Precisava desabafar, mesmo que ela não pudesse me ouvir.

— Fiz algo que você nunca aprovaria… — confessei, minha voz hesitante. — Mas foi necessário. Eu… cedi à chantagem do Darius Moss — revelei, sentindo o peso das palavras. Minha garganta parecia apertada ao mencionar o nome dele.

— Eu precisava do dinheiro, mamãe. Você estava morrendo, e eu não tinha outra opção. Ele me comprou. Comprou a minha vida, o meu futuro e... provavelmente a minha dignidade. Mas não me arrependo do que fiz. Para salvar sua vida, eu faria qualquer coisa — continuei, deixando as lágrimas escorrerem novamente.

— Agora, vou me casar com ele. Vou me tornar a senhora Moss. E eu estou com medo, mamãe. Medo de perder quem eu sou. Medo de não saber como lidar com as regras dele — desabafei, sentindo a voz tremer. Parei por um momento, relembrando a sensação de estar nos braços de Darius, aquele abraço confuso que me deixara vulnerável.

— É estranho… Quando ele me abraçou hoje, eu senti algo que não consigo explicar. Algo que me assusta, porque não deveria estar ali. Eu não posso ter sentimento por aquele homem que te colocou nessa cama e quer tirar nossa propriedade, nosso lar — admiti, com um suspiro.

— Eu nunca namorei de verdade, mas você já sabe. Já beijei algumas vezes, mas… ainda sou virgem — falei, rindo baixinho enquanto secava uma lágrima. — Talvez eu devesse ter me entregado para alguém antes, só para que o maldito Darius Moss não tivesse essa honra — acrescentei, irritada comigo mesma. Sacudi a cabeça, frustrada.

— Por que diabos estou pensando nisso? Eu não quero transar, nem me apaixonar por ele, mamãe. Não quero — disse a mim mesma, tentando afastar esses pensamentos. Um som de passos suaves me fez levantar o olhar. O enfermeiro apareceu na porta, interrompendo meu momento.

CAPÍTULO CINQUENTA E OITO: MAMÃE NÃO DESISTA. 1

CAPÍTULO CINQUENTA E OITO: MAMÃE NÃO DESISTA. 2

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