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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 68

POV DARIUS.

Fiquei no corredor aguardando Alice e a mãe saírem. Doutor Afonso veio em direção ao quarto e parou em minha frente antes de entrar.

— Bom dia, senhor Moss. — Me cumprimentou.

— Bom dia! Como está o estado de saúde da senhora Miller? — Perguntei sem delonga. Afonso suspirou.

— A senhora Miller está bem e pode receber alta, mas terá que fazer um tratamento para arritmia. Expliquei para ela e à senhorita Miller que isso é consequência do infarto, e que é uma alteração no ritmo ou frequência do batimento do coração. — Informou Afonso. Eu não queria me preocupar com Antônia, mas acabei me preocupando pela Alice.

— Quais são os sintomas dessa arritmia e o tratamento? — Perguntei, querendo explicações para saber como prosseguir.

— A senhora Miller sentirá palpitações, batimentos cardíacos irregulares ou lentos, dor no peito, tontura ou desmaio. O tratamento será feito com remédios antiarrítmicos. Não vejo necessidade de intervenção cirúrgica ou colocação de marcapasso. Recomendo repouso, exercícios físicos leves, como uma caminhada curta a princípio, uma alimentação balanceada e que ela evite estresse e ficar nervosa, pois isso pode fazê-la se sentir mal. — Explicou.

— Pelo jeito, teremos que ter cuidado com aquela humana idosa e teimosa. — Disse Baltazar mentalmente.

— Obrigado. — Agradeci ao médico pela informação.

— Disponha, senhor Moss. Agora vou ver minha paciente para lhe dar alta. — Falou e se afastou, entrando no quarto.

— O que você pretende fazer? — Perguntou Baltazar. Eu sorri mentalmente.

— Vou aproveitar as oportunidades que a vida me dá. — Comentei.

— O que está tramando? — Perguntou Baltazar. Quando iria respondê-lo, senti o cheiro dos meus pais se aproximando.

— Darius, não pudemos deixar de ouvir. Parece que Antônia precisará de cuidados. — Disse minha mãe, preocupada, e me abraçou como sempre. Ela parece ter se afeiçoado rapidamente à Alice e à sua mãe. Meu pai me cumprimentou com um aceno. Minha mãe se afastou e aguardou minha resposta.

— Sim, ela precisará. Por esse motivo, as levarei para minha mansão na alcateia. — Comentei.

— Ficou maluco? Como você vai levar Alice e a mãe para lá? Quer que elas descubram o que somos? — Perguntou Baltazar, nervoso.

— Darius, isso é muito imprudente, meu filho. — Falou meu pai.

— Concordo com seu pai. Como vai evitar que uma das duas descubra quem somos? Antônia pode morrer de susto se ver um de nós transformados. — Disse mamãe, preocupada.

— Sei que existem riscos, mas não posso deixar Alice e a mãe voltarem para casa. Gabriel me informou que viu um lobo batedor de alfa Estevão rondando perto do sítio. — Comentei. Meu pai rosnou.

— Aquele cão sarnento teve a ousadia de enviar um lobo para nosso território? — Perguntou meu pai, raivoso.

— Sim, mas Gabriel cuidou dele depois que o torturou e tirou as informações que queríamos. — Informei friamente.

— Se for para o meu bem, Darius, aceito sua oferta. Não quero dar mais preocupações para minha filha. Mas deixarei claro que isso é temporário. Assim que eu estiver melhor, sairei da sua casa e arrumarei um lugar para ficarmos. — Disse Antônia, com firmeza. Eu assenti. Ela poderia ir embora, mas Alice ficará.

— Claro, senhora Miller. Ninguém está te prendendo. Assim que estiver recuperada e o sítio reformado, a senhora poderá voltar. Não precisa procurar um lugar. A senhora pode continuar no sítio. Afinal, a senhora é da família agora. — Eu garanti, com um leve sorriso, que espero ter parecido genuíno.

Alice bufou, mas ficou em silêncio. Eu sabia que ela queria continuar discutindo, mas, no fundo, estava aliviada por não precisar se preocupar com a segurança da mãe.

Logo saímos do hospital. Meu motorista estava à nossa espera. Ajudei Antônia a entrar no carro, e Alice entrou em seguida, claramente contrariada. No caminho para casa, o silêncio no carro era quase palpável.

Eu podia sentir a tensão emanando de Alice, mas decidi não a provocar mais. Ela precisaria de tempo para aceitar a situação. E, no fundo, eu sabia que sua resistência às minhas decisões era mais sobre o controle que ela achava estar perdendo.

— Espera. — Falou Alice, de repente.

— O que aconteceu? — Perguntei do banco da frente.

— Temos que pegar a Lulu na casa da Abigail. — Falou.

— Lulu? Quem é essa? — Perguntei, curioso.

— Minha gatinha. — Falou Alice. Baltazar rosnou em minha mente. Odiamos gatos.

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