POV DARIUS.
— Gatos não combinam com lobos. Desde quando nossa companheira tem esse tipo de animal? Eu não senti cheiro de gato no sítio. — Murmurou Baltazar mentalmente, descontente claramente com a ideia de trazer um felino para a nossa casa. Ignorei-o. Alice já estava suficientemente irritada, e essa questão era pequena demais para causar mais atritos.
— Claro, podemos buscar a sua gata antes de irmos para a minha casa. — Respondi, mantendo a calma.
Alice me olhou desconfiada, talvez surpresa por eu não contestar. O olhar dela se suavizou um pouco, mas não o suficiente para dissipar o clima tenso. Ela passou o endereço para o meu motorista.
Chegamos à casa de Abigail em poucos minutos. Alice desceu rapidamente, indo até a porta para buscar a gatinha. Observei de longe enquanto ela voltava com um pequeno animal em seus braços, um gato de pelos brancos. Baltazar rosnou, e eu também.
— Aquilo ali não tem cheiro de gato. — Disse Baltazar mentalmente.
— Eu também senti. Esse ser não é um gato, mas algo sobrenatural. — Falei, irritado.
— Assim que eu ficar sozinho com ele, vou arrancar sua cabeça. — Prometeu Baltazar.
— Não podemos fazer isso. Alice parece gostar dessa coisa. Devemos primeiro descobrir o que ela quer com nossa companheira e a que espécie pertence. — Comentei.
— Espero que saiba o que está fazendo. — Disse Baltazar. Alice se aproximou do carro, e a tal Lulu rosnou assim que me viu. Seus olhos atentos me encararam como se soubessem exatamente quem eu era.
— Esta coisinha já está testando nossa paciência, Darius. — Comentou Baltazar, irritado com o falso gato ousando rosnar para nós. Alice entrou no carro com a tal Lulu, que estava acomodada em seus braços e ainda rosnava para mim, com os pelos ouriçados. Olhei para a gata por alguns segundos.
— Calma, Lulu. Eu te entendo. Sinto o mesmo por ele também. Mas não se preocupe, vou te proteger dele. — Falou Alice para a gata, referindo-se a mim. Aquela coisa peluda e branca se aconchegou à minha companheira, como se quisesse me provocar.
— Vou arrancar os pelos dela por nos provocar, esfregando-se em Alice. Ela está marcando território. Como ousa? — Esbravejou Baltazar, irritado.
— Acalme-se, Baltazar. Temos que ser racionais agora. — Falei mentalmente, tentando acalmá-lo. Olhei para Alice e perguntei:
— Desde quando você tem esse animal? — Indaguei, sem tirar os olhos de Lulu, que agora me encarava tranquilamente.
— Não que isso seja da sua conta… — falava Alice, quando sua mãe a interrompeu.
— Alice, que grosseria é essa? Eu não lhe ensinei a ser mal-educada com as pessoas. — Disse Antônia.
— Desculpa, mamãe. A senhora está certa. — Respondeu Alice.


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