POV DARIUS.
Minha mãe saiu do escritório, deixando-me sozinho com meus pensamentos. As palavras dela ecoavam em minha mente:
— Guardiões… Um ser mágico enviado por algo poderoso para proteger Alice. Quem é você, Alice Miller? — me perguntava.
Minha cabeça latejava com as possibilidades. Quem poderia ter enviado Lulu? E, mais importante, por quê? Eu não podia ignorar que isso poderia representar um perigo não apenas para Alice, mas para todos à minha volta. Não posso permitir mais uma ameaça à minha alcateia. Eu já sou uma grande ameaça para agora aparecer outra.
— Se Alice precisa de proteção, é porque algo está atrás dela. Darius, precisamos descobrir o que está acontecendo com nossa companheira. Vamos pegar aquela gata e dar um aperto nela até que ela fale — disse Baltazar, nervoso.
— Quer se acalmar? E quem disse que aquela gata pode falar? — perguntei, impaciente.
— Ela é um ser sobrenatural em forma de gato. Então, deve falar — comentou Baltazar.
Não consegui permanecer sentado. Levantei-me da cadeira e comecei a caminhar de um lado para o outro no escritório, meus passos ecoando no silêncio. A ideia de que minha companheira pudesse ter um passado conectado a algo poderoso e perigoso era inquietante.
— Pare de andar, está me deixando nervoso — a voz grave de Baltazar soou em minha mente com tom de irritação. Parei abruptamente, olhando para a janela como se pudesse vê-lo, embora soubesse que ele estava apenas na minha mente.
— Estou pensando sobre tudo que minha mãe falou — mencionei.
— Não é o momento para ficarmos pensando, mas agindo e fazendo perguntas. A pergunta que você deveria fazer agora é: por que ela foi enviada? — falou Baltazar.
— Baltazar, essa sua agitação não está me ajudando. Sei que está muito preocupado e quer respostas. Eu também tenho perguntas que estão me atormentando, como: por que Alice? Por que agora? E quem está por trás disso? — esfreguei a nuca, sentindo a tensão se acumular.
— Talvez Alice seja mais importante do que você imagina. Você já pensou que ela pode ter um papel crucial? — Baltazar sugeriu, sua voz carregada de inquietação.
— Alice sempre foi crucial, Baltazar. Esqueceu-se de que ela irá quebrar nossa maldição? — minha voz saiu mais firme do que eu pretendia, mas era a verdade.
— Sinto que tem muita coisa além da nossa compreensão acontecendo. Se Alice está no centro disso, preciso descobrir o motivo e protegê-la a qualquer custo. Não podemos nos dar ao luxo de perdê-la. Mesmo não sentindo por ela o que você sente, não posso ficar sem nossa companheira — comentei.
— Estou com você. Descobriremos a verdade e protegeremos nossa companheira. Então, sugiro fazermos uma visitinha discreta para Alice e tentarmos conversar com Lulu — disse Baltazar.
— Acho que não tem nada de mais em ir ver como está Alice — comentei.
Levantei-me e saí do escritório. Quando passei pela sala, meus pais não estavam. Subi a escada e fui em direção ao meu quarto no último andar. O quarto de Alice ficava ao lado do meu. Cheguei à porta do quarto e fiquei parado, escutando. Ouvi um suspirar e deduzi que Alice dormia, pois seus batimentos estavam bem calmos.
Abri a porta com cuidado e entrei. Assim que fechei a porta, olhei na direção da cama e vi Alice adormecida. A gata estava deitada ao seu lado e levantou a cabeça, me olhando. Aproximei-me com cuidado; Lulu me olhava desconfiada.
— Sei que você me entende. Precisamos conversar — falei, sussurrando.
A gata me olhou e se levantou. Ela pulou no chão e foi em direção à porta. Fui atrás e abri a porta. Lulu saiu, e eu a segui pelo corredor. Ela parou em frente à porta do meu quarto. Abri a porta e Lulu entrou. Assim que estava dentro, rosnou contrariada. Fechei a porta e, quando virei, vi Lulu subindo na escrivaninha.
— Eu já sei o que você é. Me diga, agora, porque está grudada em Alice — perguntei, sério.
— Se acalme, majestade. Esse quarto fede a lobo — disse Lulu, toda manhosa e com voz de nojo, me surpreendendo.
— Eu disse que ela podia falar — falou Baltazar em minha mente.



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Os comentários dos leitores sobre o romance: O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA.