POV ALICE.
Quando abri os olhos, a escuridão me deixou confusa. O cansaço acumulado dos últimos dias tinha me vencido completamente. Mal cheguei à casa de Darius e apaguei, dormindo a tarde inteira sem nem perceber. Suspirei fundo, tentando organizar os pensamentos enquanto meus olhos se acostumavam à penumbra.
— Preciso de um banho — murmurei para mim mesma. Estiquei a mão e liguei o abaju, clareando o quarto.
Levantei-me da cama devagar, sentindo o corpo ainda pesado pelo sono prolongado. O quarto era um reflexo da mansão: luxuoso, imponente, quase intimidante. As paredes eram pintadas em tons suaves de creme, contrastando com os detalhes em madeira de lei do mobiliário.
Uma cama enorme, com lençóis de algodão impecáveis, ocupava o centro. As cortinas pesadas bloqueavam qualquer vestígio de luz externa. Havia um toque de sofisticação em cada canto, mas para mim, aquilo tudo parecia excessivo.
— Não me lembro de ter fechado as cortinas. Deixe para lá. — Falei confusa, olhando para as cortinas. — Devo ter feito no automático. — Falei e dei de ombro.
Caminhei até o banheiro e, ao abrir a porta, fiquei completamente estupefata. O espaço era quase do tamanho de metade da minha casa no sítio. O piso de mármore branco reluzia sob a luz suave dos lustres, enquanto uma banheira oval se destacava no centro, cercada por velas decorativas. Mas o que chamou a minha atenção foram os detalhes que pareciam… familiares.
Sobre a bancada de vidro, um frasco de perfume da mesma marca que eu usava repousava como se sempre tivesse estado ali. Ao lado, uma escova de cabelo incrivelmente parecida com a minha. Meu coração acelerou.
— Isso não pode ser coincidência… — falei, franzindo a testa.
Voltei apressada para o quarto e abri o closet. Meus olhos quase saltaram ao ver o que estava ali. Era como se cada peça de roupa, cada acessório, cada detalhe da minha vida no sítio tivesse sido magicamente transportado para aquele lugar.
— Eu não acredito que ele fez isso… — exclamei, colocando minhas mãos na cintura. — Ele trouxe todas as minhas coisas para a casa dele! — falei, irritada, por ele mexer nas minhas coisas. Senti que minha intimidade havia sido invadida.
A atitude invasiva de Darius me incomodou profundamente, mas decidi que não era o momento de confrontá-lo. Peguei uma roupa limpa e voltei para o banheiro irritada e chateada. Esse homem é muito folgado, acha que pode invadir minha vida a qualquer hora. Tenho que ter uma boa conversa com ele e impor os limites para nossa convivência.
Enquanto a água quente caía sobre mim, tentei organizar meus pensamentos. Era evidente que Darius queria controlar cada aspecto da situação, mas aquilo me deixava desconfortável.
— Vou ter que resolver isso mais cedo ou mais tarde — pensei.
Depois do banho, fui até o quarto da minha mãe. Ela estava sentada na poltrona ao lado da cama, lendo um livro. Ao me ver, ela sorriu, mas havia uma preocupação em seu olhar.
— Você sumiu a tarde toda, Alice. Fiquei preocupada — disse minha mãe.
— Acabei adormecendo — respondi, sentando-me na cama dela.
— Isso é resultado de dias no hospital cuidando de mim. Me desculpe, minha filha. — Disse minha mãe, se sentindo culpada.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA.