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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 91

POV DARIUS.

Enquanto Alice estava de costas para mim, envergonhada por eu sentir sua excitação e tentando dormir, observei-a de relance. Ela era forte, teimosa e, acima de tudo, determinada. Baltazar estava inquieto em minha mente. O cheiro de Alice estava mexendo conosco, mas eu não poderia me deixar levar por meus instintos. Sei que, se transássemos agora, só serviria para afastá-la de nós.

— Preciso de nossa companheira, Darius, e ela necessita de nós — falava Baltazar, agitado.

— Não podemos. Temos que esperar que ela esteja pronta para nos aceitar. Mesmo que seja difícil suportar esse aroma tentador, não podemos fraquejar. Controle-se, ou vou ter que te trancar — alertei.

— Não me venha com essa, Darius. Sei que você a quer também, e Alice é um desafio para você. E é disso que você gosta, é o que te atrai nela, não é? — perguntou.

— Não me faça rir, Baltazar. Isso não tem nada a ver com gostar. É só atração e desejo carnal — comentei.

— Sei… Vai se enganando, então — falou, debochado e agitado. Eu o ignorei.

Me aproximei e me deitei, acomodando-me no lado esquerdo da cama. Alice já estava deitada, virada para o outro lado, claramente evitando qualquer interação adicional. Baltazar murmurou em minha mente novamente:

— Você pode não perceber, mas está começando a se importar e se preocupar com ela. Isso é um bom começo. — Comentou.

— Não comece com isso agora — resmunguei mentalmente, fechando os olhos.

O quarto estava silencioso, exceto pelo som suave da respiração de Alice. Não seria fácil, mas algo em mim sabia que era possível fazer aquilo funcionar. Eu conseguiria passar essa noite ao lado dela sem me abalar. E, se passasse por essa noite, as outras seriam fáceis. Era somente uma noite, o que poderia acontecer de mais?

Eu tinha me virado sem pensar, buscando ajustar meu travesseiro, mas, ao abrir os olhos, lá estava Alice, tão próxima que podia sentir sua respiração tocar meu rosto. Onde foi parar o maldito travesseiro? Me perguntava.

Por um momento, nenhum de nós se moveu. O quarto parecia congelado no tempo, o silêncio se tornando uma onda de tensão palpável. Os olhos dela estavam fixos nos meus, intensos e, ao mesmo tempo, vulneráveis. Baltazar, em minha mente, riu com um tom de triunfo.

— Agora é sua chance, Darius. Não estrague tudo — disse Baltazar, animado.

Eu deveria ter me afastado. Deveria ter feito qualquer coisa, menos o que fiz. Antes que eu pudesse racionalizar, minha mão se moveu para o rosto dela e, quando vi, nossos lábios se encontraram.

O beijo começou hesitante, mas, em questão de segundos, tornou-se intenso, carregado de uma mistura de necessidade, desejo e algo que eu não queria admitir. Alice não recuou. Pelo contrário, ela correspondeu, seus dedos se entrelaçando no meu cabelo. Senti sua mão deslizando pela minha nuca, puxando-me para mais perto.

POV ALICE.

Antes que eu pudesse responder, ele saiu do quarto, deixando-me sozinha, com as pernas bambas e o coração batendo descompassado. Demorei alguns minutos para recuperar o fôlego e, quando finalmente o fiz, a realidade caiu sobre mim como uma avalanche.

— Mas que merda foi essa? — murmurei para mim mesma, pressionando os dedos contra os lábios ainda sensíveis.

A irritação tomou conta de mim. Como pude não só permitir, mas também corresponder àquele beijo? Era Darius! O homem-lobo mais irritante que eu já conheci e, ainda assim, ali estava eu, entregue a ele por alguns minutos de pura insanidade.

Levantei-me da cama, caminhando de um lado para o outro, tentando processar o que havia acontecido. Eu havia gostado, e muito, daquele beijo. Senti-me viva como nunca havia sentido. Um fogo me consumia e um desejo pulsava dentro de mim.

Meu corpo estava implorando para ser penetrado por ele e aquele magnífico membro grande e grosso que Darius tinha. Sacudi a cabeça, irritada por estar desejando Darius loucamente. Ele deve ter me enfeitiçado. Essa é a única explicação. Ou a falta de sexo estava me afetando.

— Isso não vai acontecer de novo. Não pode acontecer de novo! — falei, irritada e me odiando por gostar daquele beijo e das suas mãos me apalpando.

Mas, no fundo, eu sabia que as coisas estavam longe de serem simples. E que, se eu continuasse dormindo ao lado dele, não sabia se conseguiria resistir ao seu charme. Meu corpo traidor está clamando pelo dele.

— Merda. É isso que acontece quando não se transa há muito tempo — falei, tentando justificar minha fraqueza em resistir a Darius. Quem eu estava enganando? Eu o desejava e queria me entregar a ele.

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