POV ALICE.
Eu estava furiosa. Obediência? Ele queria mesmo que eu lhe obedecesse? Que tipo de ser achava que podia impor algo assim? Segurei a vontade de explodir. Não estava em condições de enfrentá-lo, ainda mais num território estranho e completamente desconhecido para mim. Respirei fundo, tentando me acalmar, mas por dentro minha mente fervilhava de reclamações. Tudo isso era uma loucura.
Um mundo sobrenatural oculto entre os humanos? Isso parecia saído de um livro de fantasia, mas aqui estava eu, vivendo essa surrealidade. E, como se não bastasse, descobrir que o lobo que salvei e que me afeiçoei era Darius, o ser que comprou meu sítio e me forçou a esse casamento… Isso era demais para processar.
Como se não fosse o suficiente, agora eu era informada de que era sua companheira de alma. Eu nem entendia direito o que isso significava, mas uma coisa era clara: estava presa a ele para sempre. Adeus, divórcio. Adeus, planos de liberdade.
E minha mãe? Como ela reagiria ao descobrir isso tudo? Ela ficaria assustada? Eu não fazia ideia de como esconderia a verdade dela. A preocupação me consumia, misturada com a confusão e uma dose amarga de mágoa.
Darius não gostava de mim. Ele mesmo disse. Depois de tudo que ele falou, como poderia não me sentir ferida? Primeiro, ele se declara, mas agora diz que quem me ama é o lobo dele. Meu coração se apertou, mas não deixaria isso me abalar.
Ao menos, meu lobinho tinha um nome bonito: Baltazar. Sorri internamente ao lembrar do nome. Gostava da parte lobo de Darius, talvez mais do que do próprio Darius. Embora, para minha infelicidade, estivesse começando a gostar dele. Sei que era um erro, um erro enorme. E Darius tratou de deixar bem claro que não gostava de mim, com sua insensibilidade.
— Darius — comecei, tentando parecer casual. — Posso ver o Baltazar? Estou sentindo falta dele. — perguntei, olhando diretamente para ele. Ele resmungou algo, mas assentiu, embora tenha me avisado com um tom severo.
— Não me responsabilizo se você ficar assustada. — respondeu Darius, com frieza. Revirei os olhos.
— Assustada? Nunca. O lobinho não me assusta. Você me assusta mais com sua grosseria. — retruquei, irritada. Ele me lançou um olhar frio e alertou:
— Mostre respeito. Sou um rei alfa supremo. — disse, com orgulho.
Lá vamos nós de novo. Toda hora ele mencionava esse título como se fosse a única coisa importante no mundo. Narcisista, pensei. E decidi que não ficaria chamando-o de sua majestade a cada cinco minutos.
Observei quando ele começou a se transformar. O som dos ossos estalando era desconfortável, mas havia algo incrivelmente fascinante no que eu via. Cada movimento parecia calculado, quase elegante, apesar de o processo parecer doloroso para mim.
Em poucos momentos, Baltazar estava diante de mim, o enorme lobo negro com olhos azuis intensos. Ele me olhava com cuidado, como se esperasse por uma permissão. Sorri e estendi a mão, convidando-o a se aproximar. Ele veio devagar, e quando estava ao alcance, comecei a acariciar seu pelo macio.
— Eu senti tanto sua falta — confessei. — Fiquei tão triste quando você partiu. — falei, com emoção na voz. Baltazar inclinou a cabeça como se me entendesse.
— Então, seu nome é Baltazar? — perguntei, observando-o atentamente. Ele balançou a cabeça. Eu sorri.
— É um lindo nome. Combina com você. Mas eu gostaria de, ocasionalmente, te chamar de lobinho. Posso? — perguntei, brincando. O lobo sentou-se sobre as patas traseiras, abanando o rabo com entusiasmo. Ri com sua reação e, num impulso, abracei-o.
— Estou aliviada por você estar vivo e bem — murmurei. — Prometa que sempre vai ficar por perto. Sei lidar com você. Mas Darius… — Suspirei.
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Os comentários dos leitores sobre o romance: O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA.