POV DARIUS.
Eu não devia ter feito aquilo. Estava ofegante, meus lábios ainda podiam sentir o calor do beijo que compartilhei com Alice. Um beijo que começou hesitante, mas logo se transformou em algo que eu não conseguia controlar. Ela não me afastou. Pelo contrário, entregou-se de uma forma que fez meu peito se apertar e meu lobo uivar de satisfação.
— Darius, o que foi isso? — Baltazar perguntou com um tom de triunfo em minha mente. — Você sentiu, não sentiu? Ela nos quer, nos deseja. Por que razão você parou? — perguntou revoltado com a minha ação.
Baltazar queria tornar Alice nossa. Se dependesse dele, nós já tínhamos transado há muito tempo. Um lobo tem necessidade de se acasalar com sua companheira assim que a encontra. Para Baltazar, é difícil estar perto de Alice e não a ter.
Ignorei sua revolta. Eu não podia forçá-la a transar, tinha que ser espontâneo. Mas eu sabia que ele estava certo. Eu tinha sentido. Alice estava entregue, o corpo dela queimava sob minhas mãos, e sua boca pedia mais, muito mais. Eu também queria. Pela deusa, como queria. Mas esse desejo me aterrorizava tanto quanto me consumia. Eu sabia que tudo o que aconteceu foi no calor do momento, e que, se desse o próximo passo, ela se arrependeria no dia seguinte.
Me afastei lentamente e levantei da cama, afastando-me dela antes que minha racionalidade se perdesse por completo. Olhei para Alice por um breve instante. Ela estava deitada, os olhos intensos e brilhantes, os lábios entreabertos, respiração ofegante, tentando se recuperar do que acabara de acontecer. Eu não podia ceder novamente.
— Boa noite, Alice — murmurei, minha voz rouca, carregada de uma necessidade que eu lutava para conter.
Saí do quarto, fechando a porta atrás de mim com um clique suave, mas minha mente era um turbilhão. Cada célula do meu corpo clamava para voltar, puxá-la para os meus braços e terminar o que começamos. Eu queria sentir como era estar dentro dela e me perder entre seus gemidos. Eu senti meu membro ficar ainda mais rígido debaixo da toalha só em pensar em penetrar com força Alice, enquanto ela gritava de prazer. Sacudi a cabeça, tentando tirar esses pensamentos da minha mente.
— Covarde — Baltazar reclamou. — Por que fugiu? Ela estava pronta para nós. Você a sentiu, nós dois sentimos. O cheiro da excitação dela está forte e insuportável para resistir. Ela nos deseja tanto quanto a desejamos. Você sabe disso. Eu podia sentir o desejo dela escorrendo de sua deliciosa vagina. Alice estava sedenta por nós — falou Baltazar, insatisfeito.
— Cale a boca, Baltazar! — rosnei mentalmente enquanto descia as escadas apressadamente. — Não vou fazer isso com ela. Alice não está pronta, e, se transarmos agora, ela pode nos odiar depois. Não quero estragar tudo por um desejo de momento — argumentei.
— Tudo o quê? — retrucou. — Nós não temos nada ainda com nossa companheira. Essa foi a primeira vez que tivemos um contato físico, e você deveria ter investido mais nessa oportunidade. Você sabe como preciso estar perto da minha companheira depois que a encontro — falou Baltazar, reclamando.

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