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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 92

POV DARIUS.

Eu não devia ter feito aquilo. Estava ofegante, meus lábios ainda podiam sentir o calor do beijo que compartilhei com Alice. Um beijo que começou hesitante, mas logo se transformou em algo que eu não conseguia controlar. Ela não me afastou. Pelo contrário, entregou-se de uma forma que fez meu peito se apertar e meu lobo uivar de satisfação.

— Darius, o que foi isso? — Baltazar perguntou com um tom de triunfo em minha mente. — Você sentiu, não sentiu? Ela nos quer, nos deseja. Por que razão você parou? — perguntou revoltado com a minha ação.

Baltazar queria tornar Alice nossa. Se dependesse dele, nós já tínhamos transado há muito tempo. Um lobo tem necessidade de se acasalar com sua companheira assim que a encontra. Para Baltazar, é difícil estar perto de Alice e não a ter.

Ignorei sua revolta. Eu não podia forçá-la a transar, tinha que ser espontâneo. Mas eu sabia que ele estava certo. Eu tinha sentido. Alice estava entregue, o corpo dela queimava sob minhas mãos, e sua boca pedia mais, muito mais. Eu também queria. Pela deusa, como queria. Mas esse desejo me aterrorizava tanto quanto me consumia. Eu sabia que tudo o que aconteceu foi no calor do momento, e que, se desse o próximo passo, ela se arrependeria no dia seguinte.

Me afastei lentamente e levantei da cama, afastando-me dela antes que minha racionalidade se perdesse por completo. Olhei para Alice por um breve instante. Ela estava deitada, os olhos intensos e brilhantes, os lábios entreabertos, respiração ofegante, tentando se recuperar do que acabara de acontecer. Eu não podia ceder novamente.

— Boa noite, Alice — murmurei, minha voz rouca, carregada de uma necessidade que eu lutava para conter.

Saí do quarto, fechando a porta atrás de mim com um clique suave, mas minha mente era um turbilhão. Cada célula do meu corpo clamava para voltar, puxá-la para os meus braços e terminar o que começamos. Eu queria sentir como era estar dentro dela e me perder entre seus gemidos. Eu senti meu membro ficar ainda mais rígido debaixo da toalha só em pensar em penetrar com força Alice, enquanto ela gritava de prazer. Sacudi a cabeça, tentando tirar esses pensamentos da minha mente.

— Covarde — Baltazar reclamou. — Por que fugiu? Ela estava pronta para nós. Você a sentiu, nós dois sentimos. O cheiro da excitação dela está forte e insuportável para resistir. Ela nos deseja tanto quanto a desejamos. Você sabe disso. Eu podia sentir o desejo dela escorrendo de sua deliciosa vagina. Alice estava sedenta por nós — falou Baltazar, insatisfeito.

— Cale a boca, Baltazar! — rosnei mentalmente enquanto descia as escadas apressadamente. — Não vou fazer isso com ela. Alice não está pronta, e, se transarmos agora, ela pode nos odiar depois. Não quero estragar tudo por um desejo de momento — argumentei.

— Tudo o quê? — retrucou. — Nós não temos nada ainda com nossa companheira. Essa foi a primeira vez que tivemos um contato físico, e você deveria ter investido mais nessa oportunidade. Você sabe como preciso estar perto da minha companheira depois que a encontro — falou Baltazar, reclamando.

— Por quê? Por que tem medo de ser feliz? Porque tem medo de aceitar que Alice é sua companheira? — perguntou Baltazar, zombando. — Você não pode lutar contra o vínculo para sempre, Darius. Mais cedo ou mais tarde, você vai ceder. E, quando isso acontecer, será o melhor para todos nós — disse, confiante.

— Não é tão simples — resmunguei, minha voz carregada de frustração. — Alice não é como as lobas que sentem o vínculo. Se forçar as coisas, ela pode se arrepender depois e acabar se afastando de nós — falei. Eu estava pensando nesse lobo teimoso, mas ele não entendia.

— Ou talvez você esteja apenas com medo de admitir que está se apaixonando por Alice — Baltazar provocou, sua risada ecoando em minha mente. Esse meu lobo é insuportável às vezes. Eu, apaixonado? Jamais. Eu não sei mais o que é amor e sentimentos bons; a besta infernal me privou desses sentimentos.

O silêncio do escritório era sufocante, mas não mais do que o peso do desejo que ainda queimava em meu peito. Cada vez que fechava os olhos, via o rosto de Alice. O jeito como ela me olhou, vulnerável e, ao mesmo tempo, cheia de intensidade, estava gravado em minha memória.

— Não vou ceder — murmurei para mim mesmo, determinado. Mas, no fundo, eu sabia que era uma batalha perdida. E essa luta contra mim mesmo era apenas o começo.

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