YENA
Nolan estava todo sério quando fomos encontrar sua mãe.
Eu não conseguia acreditar que ele tinha deixado de lado o que aconteceu na noite passada, mas ele voltou a ser frio e indiferente comigo.
Entre os dois, eu preferia mil vezes que ele fosse frio em vez de me provocar.
Caminhamos por uma ponte de pedra em cima de um grande pátio aberto por quase meia hora.
Quando chegamos, os guerreiros Gama abriram um conjunto de pesadas portas de pedra que revelaram um elevador de vidro. Nós o pegamos até o topo.
Meus ouvidos estalaram enquanto subíamos, por conta da altura.
O palácio Lycan tinha sido construído na encosta de uma montanha. O rei e a rainha moravam bem no fundo, em uma ala que estava, em parte, dentro da própria pedra da montanha.
Saímos do elevador e nos deparamos com uma sala de estar luxuosa e bem iluminada. A Luna estava sentada em uma espécie de pequeno trono, maravilhosa sem fazer o menor esforço e parecendo estar confortável. Uma delicada coroa dourada descansava por entre os cabelos pretos e grossos, que cascateavam pelas costas e ombros dela, formando ondas brilhantes.
Ela olhou para nós e sorriu.
Deixei Nolan ir na frente e o segui até nos aproximarmos da rainha. Ele fez uma pequena reverência para ela e a cumprimentou secamente.
Então, deu um passo para o lado e acenou para mim.
Curvei-me também. “Vossa Alteza”, disse eu, no tom mais educado possível, "É uma honra."
Ela ficou em silêncio por bastante tempo, o que me deixou desconfortável.
Eu não tinha certeza se deveria continuar curvada, olhando para o chão. Resolvi arriscar e dei um passo atrás.
Em seguida, olhei-a nos olhos, e ela olhou de volta para mim.
Os olhos fundos dela eram muito parecidos com os de Nolan, mas mais escuros. Eram quase pretos, com um leve tom esverdeado.
“Você precisa perder peso", disse ela finalmente.
Nada de gentilezas, então.
“Pelo menos uns vinte quilos antes do casamento.” Ela olhou para Nolan. “Sua garota não está pronta para ser a noiva de um príncipe.”
A Luna fez uma careta quando olhou de volta para mim.
“Não há nada de errado com ela”, respondeu Nolan, para minha grande surpresa.
Ele falou naquele tom principesco: diplomático, calmo e sereno.
“Ela está linda do jeito que é”, continuou ele, “As bochechas dela são rosadas sem maquiagem, e eu, por acaso, gosto das curvas dela."
Ele não estava olhando para mim; estava falando direto com a mãe.
Eu não acreditava no que estava ouvindo.
A Luna não se mexeu nem um centímetro desde que entramos ali. Ela estava reclinada no trono, sentada meio de lado, com uma almofada macia atrás para apoiar as costas.
Ela inclinou a cabeça e sorriu para Nolan, como se estivesse se divertindo.
“Yena é linda”, concluiu o príncipe, “Ela parece saudável e feliz do jeito que é.”
Eu estava sem palavras.
A Luna parecia um pouco surpresa. Ela voltou a me encarar, avaliando-me de cima a baixo com aqueles olhos sérios e gélidos.
Quando voltou a falar, o tom dela era mais gentil.
“Dez quilos”, disse ela. "Você consegue, Yena?"
Assenti com a cabeça.
“Claro”, respondi, um pouco surpresa por me ver negociando com uma rainha.
Ela olhou para mim como se estivesse esperando por algo.
“Claro, Vossa Alteza”, acrescentei, lembrando-me da aula que tive pela manhã.
Seus lábios vermelhos se abriram em um grande sorriso.
"Maravilhoso", disse ela, “Por enquanto é só.”
#
NOLAN
A mãe dele dispensou Yena e o convidou para se sentar. Um criado trouxe uma garrafa de vinho tinto e serviu uma taça para cada um.
“Agora entendi”, comentou a Luna depois que o criado tinha saído, “Tem algo de especial naquela garota.”
Ela tomou um gole de vinho e perguntou: "Ela é sua companheira predestinada?"
O tom dela quase revelava desinteresse.
“Sim”, admitiu Nolan no final.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Alfa quer se casar comigo!?