YENA
Acordei no escuro, sendo carregada nos braços de alguém. Levei um susto tão grande que quase me joguei no chão.
"Tá tudo bem", sussurrou Nolan, segurando-me com firmeza, “Você tava dormindo na sua escrivaninha, e eu tô te levando pra cama."
Senti uma pontada de vergonha ao pensar que ele estava carregando meu peso. Todavia, parecia que, nos braços fortes do príncipe, eu era tão leve quanto uma pena.
No quarto, ele delicadamente me deitou nos lençóis de cetim. Descansei a cabeça no travesseiro. Eu não sabia quanto tempo tinha passado cochilando no estúdio, mas ainda não havia acordado por completo, então não conseguia manter os olhos abertos.
Eu estava usando um vestido leve e casual no qual pudesse trabalhar confortavelmente. Nolan colocou as mãos nas minhas pernas e as deslizou para cima, sentindo minha pele e levantando o vestido conforme subia. Sentei-me um pouco e levantei os braços para deixá-lo me despir.
Ele puxou o lençol para cima e me cobriu, ajustando-o em volta de meus quadris. As mãos dele demoraram-se no meu corpo. Ele ficava sentindo as minhas curvas, pressionando os lençóis macios contra a minha pele.
Resisti ao impulso de tocá-lo de volta. Respirei fundo e esperei para ver o que ele ia fazer.
Eu o desejava, mas não queria ceder porque me lembrava muito bem dos boatos a respeito de ele ter um caso. Porém, as mãos dele faziam com que eu me sentisse tão bem que eu não tinha certeza se conseguiria dizer não.
No escuro, senti o rosto dele perto do meu; sua respiração em meu pescoço. Ele tinha cheirinho de floresta.
O príncipe me deu um leve beijo, mas usou língua suficiente para me deixar querendo mais.
Meu coração estava martelando no peito.
Meus instintos lupinos queriam que eu o puxasse para cima de mim.
Contudo, em vez disso, empurrei-o bem de leve com a ponta dos dedos.
"Hoje não", sussurrei, "Tô bem cansada e tenho que fazer a inscrição amanhã cedo."
As duas coisas que eu disse eram verdade, mas nenhuma delas era de fato a razão pela qual eu o estava afastando.
O motivo era que eu achava isso muito perigoso.
O sexo era bom demais e, de alguma forma, ficava cada vez melhor; mais intenso, algo que eu não imaginava ser possível depois daquela noite selvagem que tivemos na montanha, na primeira vez.
Quando cedíamos ao desejo que tínhamos um pelo outro, parecia o destino.
Parecia que estávamos nos apaixonando.
Entretanto, depois, ele desaparecia e se distanciava, às vezes logo no dia seguinte. Imaginei que fosse para ficar com Gina, enquanto eu dormia sozinha de noite, passando frio e desejando não ter sido tão estúpida.
Nolan me cobriu até os ombros, me deu um beijinho na testa e foi tomar banho.
A longo prazo, eu ainda não sabia como lidaria com tudo isso. Mas, por enquanto, pelo menos, era só praticar um pouco de autocontrole.
Ou melhor, muito autocontrole.
Ele tomou um banho rápido e voltou nu do banheiro, com a pele vermelha e fumegante devido à agua quente demais, como sempre.
Virei-me para o outro lado e fechei os olhos. Eu estava tão exausta que adormeci rápido.
Acordei antes do despertador tocar, sentindo-me com calor e um pouco sufocada.
Nolan, que ainda dormia, me abraçava por trás. Ele me apertava contra o peito, envolvendo meus ombros com um braço grande e musculoso. Eu sabia que iria acordá-lo, não importava o quanto fosse cuidadosa, mas tentei me esgueirar para fora do abraço do mesmo jeito.
Dizer que meu marido tinha um sono leve seria um eufemismo. Era incrível como ele conseguia despertar rápido de um sono profundo, entrar no modo "príncipe Nolan" logo em seguida e atender ligações a qualquer hora da noite com o tom de voz calmo e tranquilo de sempre. Imaginei que fosse o resultado de uma vida inteira de treinamento e disciplina.
Assim que comecei a me mexer, senti a respiração dele mudar, indicando que ele havia acordado. Seu corpo relaxou, e ele se afastou um pouco.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Alfa quer se casar comigo!?