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O Rei Alfa quer se casar comigo!? romance Capítulo 30

Fui ao edifício de filosofia no dia seguinte e entrei lá para explorá-lo um pouco, até descobrir qual era o escritório de Adan.

Foi fácil encontrá-lo. Caminhei pelos corredores do primeiro andar por alguns minutos e o vi sentado atrás de uma escrivaninha na primeira sala de porta aberta pela qual passei.

Bati de leve. Ele ergueu os olhos e sorriu ao me ver.

“Yena”, cumprimentou ele, “Entre, por favor.”

Dando-me um doce sorriso, Adan se levantou da cadeira e veio me receber à porta, que ele abriu até o final, antes de fazer um gesto para que eu entrasse. Trocamos gentilezas e então nos sentamos um em cada lado da escrivaninha.

"Então foi você que escreveu o livro?", perguntei, tirando-o de dentro da mochila.

Eu tinha me esquecido que ele estava todo amassado por ter passado a noite no chão.

Adan olhou para ele e sorriu.

"O que você achou?", perguntou.

“Achei super interessante”, respondi.

“Você já terminou de ler?” Ele ergueu as sobrancelhas.

Corei um pouco. Eu não queria admitir que o li em um único dia.

“Li alguns capítulos...”, falei. Eu estava prestes a colocar o livro de volta na mochila quando ele estendeu a mão lentamente e o arrancou de minhas mãos com um movimento fluido.

Em seguida, Adan pegou uma caneta de tinta de dentro um tinteiro sobre a mesa e abriu o livro. Primeiro, ele pressionou as páginas para alisá-las, depois escreveu algo na primeira página.

Por fim, ele ergueu o livro e soprou a tinta para ajudá-la a secar.

“E aí? O que a fascina tanto no mundo humano?”, perguntou o professor.

“Como você sabe que me fascina?”, respondi.

Ele me devolveu o livro e explicou: “Bem... Muitos lobisomens, principalmente os jovens, pouco se importam com os humanos. Eles acham que o mundo deles não tem nada a ver com o nosso, e que o nosso é inerentemente superior”.

Assenti com a cabeça e perguntei: "E o que o senhor acha disso?"

Adan se recostou na cadeira e me olhou nos olhos.

“É uma pergunta complicada”, disse ele, “Para começar, é claro que qualquer acadêmico diria que todas as pessoas do mundo estão conectadas e que as ações de uma afetam as outras. Portanto, dizer que estudar o mundo humano é irrelevante é o mesmo que menosprezar o estudo das ciências ou da matemática”.

Desviei os olhos dele por um momento e percebi que ele havia autografado o livro e escrito uma mensagem para mim. Fechei-o, decidindo que leria mais tarde o que ele escreveu.

“Os governos humanos e suas organizações militares são incrivelmente poderosos”, continuou ele, “Por isso, é importante entender a civilização deles e acompanhar o que está acontecendo por lá.”

“O senhor tá dizendo que se interessa no mundo deles porque vê eles como uma ameaça potencial a nós?”, perguntei.

“Em parte, sim”, explicou o professor, “Mas não é só isso. Os humanos também têm muito a nos ensinar.”

“Eu gostaria de poder estudar lá algum dia”, comentei, “Eles têm universidades inteiras dedicadas ao estudo do design de moda. Mesmo que eu passasse um único semestre lá, tenho certeza que aprenderia muito.”

“Você adoraria o mundo deles”, disse ele, assentindo de forma encorajadora.

"Mas, então, por que você foi embora?", perguntei, “Por que resolveu sair do mundo dos humanos? Lembro que me disse que nasceu aqui, e imagino que isso signifique…”

"Que eu sou um lobo?", completou ele, dando-me um sorriso malicioso.

Assenti.

"Sim, eu sou um lobisomem", disse Adan, “Duvido que me deixariam lecionar aqui se eu não fosse.”

“Enfim, você voltou pra casa... Algum motivo em particular pra ter feito isso agora, depois de tanto tempo?”, insisti.

Ele apertou os olhos e me encarou. Por um momento, preocupei-me com a possibilidade de tê-lo ofendido fazendo tantas perguntas.

Todavia, ele respondeu.

"Se você não se importa que eu compartilhe algo um pouco pessoal", disse o professor, inclinando-se para a frente e apoiando os cotovelos na mesa. “A verdade é que me deixaram de coração partido e, depois disso, tudo ali me lembrava dela. Eu precisava de um novo começo."

"Ah, sinto muito por isso", respondi.

“Fique tranquila”, respondeu ele, “Foi melhor assim. Pensando bem, ela nunca foi a pessoa certa para mim."

Em seguida, Adan me deu um sorriso melancólico, e nossos olhos se encontraram. Ele era mesmo muito bonito, com grandes e expressivos olhos castanhos contornados por cílios longos e escuros. Ele tinha uma barba curta e bem cuidada e, hoje, estava usando um elegante terno cinza, com uma gravata lilás estampada e um colete roxo por baixo do paletó.

Desviei os olhos e dei uma desculpa para sair de lá.

Quando me levantei, ele elogiou meu vestido.

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