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O Rei Alfa quer se casar comigo!? romance Capítulo 29

O homem voltou com um monte de toalhas de papel do banheiro. Ele tirou uma garrafa de água de dentro da maleta e se agachou no chão, insistindo para que eu o deixasse cuidar disso.

Em seguida, perguntou-me o que havia acontecido com o cupcake, e, não sei por quê, contei-lhe tudo.

Contei que Susan foi minha única amiga desde o começo do ano. Contei que ela implorou que eu a acompanhasse ao Baile da Lua Cheia e depois perdeu de vez a cabeça quando fui escolhida pelo príncipe em vez dela, sem que isso fosse culpa minha. Também contei como, ontem à noite, a chamei para conversar comigo e fiquei cheia de esperança de que daria tudo certo hoje cedo, mas aí ela ficou brava por causa de meus brincos e disse coisas horríveis sobre minha família.

Eu nunca tinha me aberto assim para um estranho em toda minha vida. Mas era fácil conversar com ele; o homem era um bom ouvinte e ficava fazendo perguntas.

Por fim, eu disse: “Desculpa, tô aqui falando dos meus problemas e nem me apresentei direito; meu nome é Yena".

"Eu sei", respondeu ele, sorrindo. “Você é a princesa. E meu nome é Adan."

Ele estendeu a mão e eu a apertei.

Adan ficou segurando minha mão por uma fração de segundo a mais do que deveria. Mas foi só isso — uma fração de segundo — então acabei não pensando muito no assunto.

“Sou um professor novo aqui”, continuou o homem, “No departamento de filosofia.”

“Interessante”, respondi, “Ontem mesmo, fiz uma nova amiga, e ela estuda filosofia. Você tem uma aluna chamada Lucy?”

O professor apertou os olhos e olhou para cima, como se estivesse tentando se lembrar dela.

“Não que eu me lembre agora...”, disse ele, dando de ombros. “Mas estou dando aula aqui há poucas semanas, então, para falar a verdade, não sei o nome de nenhum dos meus alunos. Me mudei para cá faz pouco mais de um mês."

"Ah, é?", perguntei, "De onde você se mudou?"

“Bem, na realidade, nasci aqui, só que passei os últimos dez anos vivendo no mundo humano."

"Jura?" Arregalei os olhos. "O que você tava fazendo lá?"

Ele sorriu, visivelmente gostando de receber minha atenção.

“Viajando, escrevendo, experimentando diferentes carreiras”, enumerou ele. “Trabalhando em um relacionamento que acabou não dando certo...”

Ele desviou os olhos por um segundo, depois, muito rapidamente, olhou meu corpo de cima a baixo. Quando olhou em meus olhos de novo, lançou-me um sorriso malicioso.

Senti borboletas em meu estômago por um instante.

Meu rosto esquentou. Eu só havia começado a entender agora que esse homem estava flertando comigo.

“É melhor eu ir”, disse eu. Coloquei o cabelo atrás da orelha com a mão esquerda, mostrando-lhe minha aliança de casamento no processo.

"Que pena", disse ele, “Eu estava gostando da nossa conversa.”

“Eu também”, respondi, “E obrigada mais uma vez pela ajuda com o incidente do cupcake.”

Ele sorriu e falou: “Imagine. Foi um prazer”.

Eu tinha acabado de passar pela porta da biblioteca quando o homem veio correndo atrás de mim.

“Desculpe”, disse ele, tocando de leve meu braço para me fazer parar. "Mas pensei que talvez você gostaria disso, já que está interessada no mundo humano."

Adan me entregou um livro fino de capa dura.

“Leia se tiver vontade”, falou, “E pode ficar com ele, independentemente. Tenho outra cópia."

Ele sorriu e deu meia-volta, depois subiu uma escada e desapareceu antes que eu pudesse responder qualquer coisa.

O livro se chamava "Histórias do outro lado".

Abri-o em uma página aleatória.

O título do capítulo no topo da página era: "Sobre amor e monogamia".

Comecei a rir. Esse com certeza era um assunto no qual eu precisava de um pouco de ajuda.

Depois de ter aulas o dia todo, cheguei tarde em casa e sentei-me para comer na sala de jantar. Eu não esperava ver Nolan hoje à noite, mas ele chegou poucos minutos depois de mim e sentou-se ao meu lado.

Dois criados chegaram logo em seguida e colocaram uma taça e um copo na frente dele, então se apressaram para enchê-los de vinho e de água, respectivamente. Ele os ignorou, deu-me um sorriso um pouco cansado e perguntou: “Como foi seu dia?” Parecia que nós dois estávamos igualmente cansados.

“Bem chato", respondi. Ele não precisava saber que me encontrei com Susan... ou com o professor.

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