NOLAN
Nolan voltou ao palácio e mandou seus melhores guerreiros Gama seguirem-no para praticar esgrima com ele. O príncipe estava frustrado e precisava descontar isso em alguém.
De manhã, ele havia encontrado o motorista nas fotos do incidente do guarda-chuva.
O homem lhe contou que Yena tinha ido ao campus na manhã anterior, mas não para assistir às aulas. Ela disse que precisava se encontrar com um professor e pediu ao motorista que a esperasse no estacionamento, pois não demoraria.
Ele falou ao príncipe que demorou cerca de meia hora, desde que ela chegou lá, até a chuva começar de repente e Yena sair do prédio dividindo o guarda-chuva com o professor.
Nolan mandou o motorista levá-lo até o campus, para ver o prédio exato onde a princesa foi conversar com Adan.
Ele convenceu sua escolta a ficar para trás, já que seria uma viagem rápida. Os seguranças chegaram a um acordo com ele e enviaram um único guarda no mesmo carro.
Nolan não planejava sair, de fato, do carro, mas, quando o motorista estacionou, ele saltou para fora. O guarda, furioso, foi correndo atrás dele na mesma hora e insistiu que o príncipe voltasse para dentro do veículo.
Nolan o contornou e se aproximou o mais rápido possível do prédio.
Ele viu o que precisava ver: o nome do edifício.
Em seguida, virou-se e voltou para dentro do carro, e eles voltaram direto para o palácio.
Era o prédio do Departamento de Filosofia.
Isso significava que Yena não tinha se encontrado com Adan ontem por acaso. Ela havia vindo especificamente para vê-lo em seu escritório.
Nolan sentiu vontade de vomitar.
Ele se perguntou quanto tempo fazia que os dois se conheciam.
Como tinham se conhecido em primeiro lugar?
E como ele conversaria sobre isso com Yena na próxima vez que a visse?
Um dos guerreiros Gama gritou: “En garde!”, e Nolan voltou ao presente.
O homem estava parado diante dele, com a espada erguida, pronto para atacar.
Nolan se posicionou e atingiu a lâmina de seu oponente de imediato, em um ataque rápido e furioso. O guerreiro lutou bem, mas logo foi derrotado. O príncipe o mandou embora e chamou outro para continuar o treino.
Ele passou algumas horas assim, lutando sem fazer pausas. Sua boca estava seca, e o corpo começava a se cansar, mas a raiva o deixava concentrado. Continuar se mexendo, continuar atacando lhe fazia bem.
A porta se abriu, e, com o canto do olho, Nolan viu de relance uma mulher entrar carregando uma jarra de água e um copo alto.
Ele demorou um pouco para perceber que a mulher era Yena.
Então, investiu contra o oponente e o derrubou no chão.
Por fim, virou-se para a princesa, que sorria para ele com inocência.
O príncipe caminhou até ela sem pressa. Ele tirou a máscara de esgrima e lançou-lhe um olhar frio.
“Só pensei em vir te trazer um pouco de água”, afirmou Yena. “A gente não se viu muito esta semana.”
Nolan passou a manhã toda morrendo de raiva dela, obcecado com aquelas fotos.
Mas, quando estava de frente com ela, lembrou-se de algo importante: a princesa era inocente nessa história. Toda a malícia era obra de Adan.
Ele estendeu a mão e segurou o rosto de Yena, que deu uma risadinha e empurrou a mão dele.
"Isso parece divertido", comentou ela, aproximando-se do príncipe e colocando uma mão em seu peito. “Pode me ensinar?”
Ele ficou encarando a garota.
"Você quer que eu te ensine a lutar esgrima?", perguntou ele.
Ela assentiu, sorrindo.
“Quero ficar mais forte”, afirmou a princesa. “Eu tava pensando recentemente que gostaria de fazer alguma atividade física... e também sinto sua falta."
Nolan concordou em ensiná-la e ela gritou de alegria.

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