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O Rei Alfa quer se casar comigo!? romance Capítulo 33

YENA

"Ele é seu IRMÃO?"

Eu não estava conseguindo processar direito o que Nolan havia acabado de me dizer.

“Meio-irmão”, corrigiu ele.

Ele passou o celular para mim. Nele, estava aberto um artigo de notícia que tinha sido publicado hoje cedo e que agora estava, aparentemente, sendo republicado em todas as redes sociais.

O artigo tinha um título horrível e obsceno a meu respeito e continha um monte de fotos minhas e de Adan sob o guarda-chuva dele. Eu não conseguia acreditar.

E, aparentemente, o professor estava escondendo um pequeno segredo de mim — o fato de que ele era, na verdade, meu cunhado.

“Por que você não me contou nada disso antes?”, perguntei ao príncipe, devolvendo-lhe o celular. "E você sabia que ele tava ensinando na WNA?"

Minha voz estava começando a falhar e a ficar um pouco estridente, então parei por um segundo e pigarreei antes de continuar.

“Desculpa”, falei, “Não sei por quê, mas isso me deixa meio assustada.”

"Tudo bem", disse ele. "E eu acho que... você deveria confiar em seu instinto a respeito disso."

"Oi?", perguntei com a boca cheia de sopa de ervilha.

“Essa sensação que você tem”, explicou ele. “Isso é o seu instinto, e você deveria ouvir ele. A foto de vocês debaixo do guarda-chuva pode parecer só um erro inofensivo ou uma coincidência estranha, mas... Na minha opinião, ele armou isso, Yena."

"Como assim?", perguntei, "Como ele poderia ter armado isso?"

"Bem", disse Nolan, "Os paparazzi costumam te seguir pelo campus?"

Dei uma grande mordida em um pãozinho com manteiga e parei para refletir sobre a pergunta.

A resposta era não. Nunca me seguiram ou me fotografaram no campus antes disso.

“Mas por que ele faria isso? O que ele ganha?”, questionei, apontando para o celular.

O príncipe balançou a cabeça e suspirou.

“Não tenho certeza”, admitiu ele no fim. “Só sei que não confio nele, e... quero que você fique longe dele de agora em diante, se puder."

Meu reflexo foi, obviamente, querer me rebelar e insistir que eu era uma mulher adulta que podia cuidar de mim mesma.

Entretanto, eu tinha que admitir que Nolan podia estar certo. Essa situação toda era, no mínimo, suspeita.

Na pior das hipóteses, era parte de um plano malicioso.

"Tudo bem", respondi.

O príncipe me olhava com seriedade, e vi em seus olhos que ele estava muito grato por eu não ter ficado brava e brigado com ele.

“E aí, qual foi a última vez que você viu ou falou com Adan?”, perguntei.

"Dez anos atrás", contou Nolan, “Na noite antes de ele ir embora com a namorada da escola. Ela era uma humana estudante de intercâmbio, e eles fugiram juntos, de volta para o país dela.”

Pensei no que Adan me disse no dia anterior, quando estávamos em seu escritório, sobre o motivo de ele ter voltado. Perguntei-me se a garota com quem ele fugiu tantos anos atrás era a mesma que acabou partindo seu coração.

Nolan não me fez nenhuma pergunta após me mostrar o artigo e me contar a verdade sobre seu irmão.

Não me perguntou por que eu estava sozinha com ele no escritório...

Nem se havia algo acontecendo entre nós.

Parte de mim desejava que ele tivesse sentido pelo menos um pouco de ciúmes.

Bom, mesmo se ele tivesse, eu provavelmente não perceberia. O príncipe era ótimo em esconder as emoções, especialmente as que ele achava que poderiam fazê-lo parecer fraco ou vulnerável.

Subimos depois do jantar e tomamos banho um de cada vez. Por fim, fomos para a cama. Ambos estávamos exaustos por termos passado a tarde praticando esgrima e pegamos no sono quase que de imediato.

Era verdade que eu tinha falado a Nolan, durante o jantar, que ficaria longe de Adan...

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