O príncipe atendeu o celular na mesma hora, antes que terminasse de dar o primeiro toque. Isso nunca havia acontecido antes.
“Nolan”, disse eu quando ele atendeu.
Então me dei conta de que não sabia nem por onde começar.
“Eu sei”, respondeu ele, “Sinto muito pela publicação, mas, Yena, por favor, deixa eu te parabenizar. Tô tão orgulhoso de você."
“Obrigada”, falei, “Mas, de verdade, por que você fez isso?”
"Não sei, foi um impulso. Mas eu... não me arrependo."
"Não se arrepende?" Agora, sim, eu estava começando a ficar irritada.
Eu ainda estava no carro com Lucy, que não conseguia esconder o fato de que, nesse instante, estava vivendo a vida que sempre desejou. Ela estava comendo morangos com cobertura de chocolate como se fosse seu trabalho, enquanto ouvia atentamente minha conversa.
Coloquei no viva-voz, já que ela podia ouvir quase tudo de qualquer maneira.
Ele continuou: "O que quero dizer é: você tá pronta pra isso, mais do que imagina. E eu posso te ajudar do jeito que for necessário".
“Eu não tô pronta pra abrir um negócio, Nolan”, retruquei.
"Sim", insistiu ele com firmeza, "Você tá. Você só tá duvidando de si mesma."
Lucy olhou para mim e assentiu com entusiasmo.
Lancei-lhe um olhar que quis dizer "não se meta no meio disso" e esperei que ela tivesse entendido.
Em resposta, ela colocou outro morango na boca, portanto pareceu que havia captado a mensagem.
“Não sei nada sobre administrar negócios”, disse eu, “E acabei de começar a estudar design. Tenho muito a aprender antes de sequer pensar em..."
Nolan me interrompeu: “Você pode continuar estudando. Podemos administrar o negócio juntos enquanto você termina a faculdade".
Fiquei sem resposta, pois me surpreendeu ouvi-lo dizer que queria abrir um negócio comigo. Perguntei-me se era algo para o qual ele realmente teria tempo.
Eu tinha mais perguntas, mas agora não era o momento certo. No fim, decidi dizer que conversaríamos mais sobre o assunto depois, no jantar.
NOLAN
Nolan abraçou Yena no instante em que ela saiu do carro e a segurou perto de si enquanto entravam no restaurante. Como estavam perto da costa, o ar salgado estava um frio de rachar.
Ela não parecia tão brava quanto ele esperava, mas a noite ainda era uma criança.
Eles se sentaram em uma pequena sala de jantar privada com uma grande janela, através da qual tinham uma vista panorâmica dos penhascos e do oceano abaixo.
“Que lindo”, comentou Yena como se estivesse sem ar, depois que eles se sentaram.
"Fico feliz que você gostou", respondeu Nolan, sorrindo.
Ele pediu uma garrafa de espumante, e um garçom serviu duas taças para eles.
"Pra você", disse o príncipe, levantando a taça. “Parabéns pelo primeiro de muitos grandes sucessos.”
Yena bateu a taça na dele, e eles beberam.
“Nolan”, falou ela ao pousar a taça de volta na mesa. "O que estamos fazendo?"
Como estava ocupado bebendo vinho, ele apenas ergueu as sobrancelhas em resposta.
“Por que você iria querer que eu abrisse um negócio agora? Por que quer me ajudar? Por que isso é importante pra você?"
Ele pousou a taça e pensou por um tempo sobre o que diria a seguir.
"Porque acredito em você", respondeu por fim, “Me importo com você e quero que seja feliz.”
Ela aparentava estar um pouco satisfeita, mas ainda tinha dúvidas.
"Mesmo assim, não consigo", insistiu Yena.

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