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O Rei Alfa quer se casar comigo!? romance Capítulo 53

Era um panfleto informativo sobre o orfanato.

"Dê uma olhada nele", disse ela, “Você pode ler a respeito de tudo que fazemos aqui. Começamos a funcionar há pouco tempo, e nossa primeira prioridade era só abrir as portas para botar um teto sobre a cabeça de todas as crianças, então ainda temos muito trabalho pela frente.”

Folheei as páginas e dei uma olhada nas fotos. Parecia que eram todas do dia da inauguração.

“Ainda não temos muitas atividades em grupo para as crianças”, acrescentou a mulher, franzindo a testa. “Essa é a parte com que mais precisamos de ajuda.”

Uma mulher mais jovem colocou a cabeça para fora de um corredor ali perto e gritou: “Cindy? Você pode vir aqui com a gente rapidinho, só por um minuto, por favor?

A mulher de rabo de cavalo virou a cabeça na mesma hora e gritou de volta: "Já vou!"

“É melhor eu te deixar em paz”, falei. “Volto outro dia. Obrigada por conversar comigo."

“Você deveria ir para casa agora, onde vai estar segura!”, gritou Cindy para mim enquanto desaparecia no corredor.

A casa de repouso parecia acabada em comparação com o orfanato, e ninguém estava correndo de um lado para o outro, para se preparar para a tempestade.

Pelo menos o lugar ficava no topo de uma colina, o que significava que era menos provável que inundasse. Ainda assim, havia árvores enormes no estacionamento, e os galhos me preocuparam quando passamos de carro por baixo deles.

Lá dentro, perguntei onde estava Alaster. Um jovem na recepção me deu o número do quarto do velho, e tive que andar por um labirinto de corredores para encontrá-lo.

A porta estava aberta. Alaster estava lá dentro, sentado na cama com o tronco apoiado em uma montanha de travesseiros macios.

O velho pálido assistia à TV com os olhos entreabertos. Assim que me viu, ele olhou em meus olhos.

“Olá, senhor”, cumprimentei. "Sinto muito por ter aparecido de repente, mas, se não se importar, eu gostaria de fazer algumas perguntas."

"Claro", respondeu ele. “Como posso ajudá-la, mocinha?”

Ele tateou, à procura do controle remoto que estava ao seu lado, e o ergueu com uma grande mão ossuda que tremia violentamente. Com muita dificuldade, apertou o botão e desligou a TV.

Dava para perceber que Alaster costumava ser um grandalhão, mas agora era frágil e esquelético.

No passado, aqueles ombros largos deviam ter sido impressionantes quando eram musculosos. Agora, o comprimento dos braços ossudos e as clavículas salientes o faziam parecer feito de vidro.

Alaster apontou para uma cadeira.

Sentei-me e tirei da minha bolsa a carta, que entreguei a ele.

Ele pegou o envelope com a mão trêmula, depois pousou-o no colo e o encarou por um bom tempo.

“Você escreveu essa carta?”, perguntei.

Ele assentiu.

“O homem pra quem você escreveu é meu marido, e vim aqui porque ele precisa de ajuda."

"Você é a esposa de Nathan?", perguntou o velho. “Eu não sabia que ele era casado.”

“Não é bem assim...”, respondi. “Na verdade, meu marido se chama Nolan. Ele é o príncipe.”

O homem me olhou sem expressão.

“Lamento ter que contar tudo isso pro senhor, mas Nolan escondeu a verdadeira identidade dele de você, desde que vocês se conheceram no passado, quando ele era criança."

Então, expliquei tudo. Alaster ficou quieto o tempo inteiro, ouvindo.

Quando terminei de contar-lhe sobre a situação atual de Nolan, ele somente me perguntou: “O que posso fazer?”

“Quero que as pessoas saibam o que Nolan tem feito”, disse eu. “Não sei como vou fazer pra conscientizar todo mundo, mas os noticiários estão falando mal dele, e alguém precisa se manifestar e mostrar como ele é um bom homem."

Alaster assentiu mais uma vez.

"Vou te ajudar", disse ele, com a voz rouca. “Mas preciso descansar agora.”

Havia um copo d'água na mesa de cabeceira com um canudo de plástico dentro. O velho me viu olhando para o copo e acenou com a cabeça, portanto me levantei e ajudei-o a tomar um gole.

Após beber, Alaster passou um minuto inteiro tossindo. Quase fui pedir ajuda, mas ele me deu um pequeno aceno para indicar que estava bem.

Quando conseguiu voltar a falar, aparentava estar melhor.

“Você vem me ver amanhã?”, perguntou ele. “Terei um plano.”

Prometi a Alaster que faria isso. Parecia que o velho mal estava aguentando manter os olhos abertos, por isso achei melhor me despedir dele e apaguei as luzes ao sair.

No caminho de volta ao palácio, esfriou muito rápido.

Começou a chover granizo no começo da tarde, como prometeu a previsão. Ele batia contra o carro de todas as direções, fazendo parecer que estávamos levando tiros de metralhadora.

Chegando em casa, fui correndo tomar um banho quente, porque estava desesperada para voltar a sentir meus dedos dos pés. Isso me deixou com sono, e acabei me arrastando para a cama logo em seguida, só para descansar os olhos.

Passei a tarde toda dormindo. E a noite. Acho que estava precisando de um pouco de descanso.

Acordei bem de manhãzinha e conseguia ver minha respiração no ar, de tão frio que estava o quarto. Aumentei a temperatura lá dentro e pedi que me trouxessem o café da manhã. Fiquei aconchegada na cama, bebendo várias xícaras de café quentinho com chantilly.

Liguei a TV para assistir ao noticiário enquanto tomava o café da manhã na cama.

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