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O Rei Alfa quer se casar comigo!? romance Capítulo 54

"Ele faz trabalho voluntário aqui, né?"

Cindy assentiu e disse: “Ah, que coisa. Eu não sabia... Por que ele iria..."

“Ele preferia que você não soubesse, porque queria ajudar aqui sem ser tratado como alguém especial.

Ela relaxou um pouco, deixando os ombros caírem.

Cindy devia estar preocupada, lembrando-se de algo que fez ou disse, ou algo que gostaria de não ter dito ou feito na presença do futuro rei.

Ela ficou encarando a foto de Nolan e balançou a cabeça devagar.

“Cindy”, chamei, trazendo-a de volta ao presente, “Posso te ligar mais tarde hoje? A verdade é que Nolan e eu precisamos muito da sua ajuda com uma coisa."

"Claro." Ela vasculhou uma gaveta e tirou um cartão de visita com suas informações de contato. "Mas não imagino no que eu poderia ajudá-los..."

“Você tem assistido às notícias ultimamente?”

“Ah. A coisa toda com..." Ela não completou a frase e pareceu ficar um pouco envergonhada.

Acenei com a mão, para que ela ficasse tranquila, e falei: “É uma bela de uma bagunça. Adan armou tudo pra fazer Nolan parecer o vilão da história, mas acredito que você pode ajudar a gente a esclarecer as coisas".

Cindy me garantiu que faria tudo o que pudesse para ajudar, aí foi chamada para alguma emergência. Aproveitei a oportunidade para ir embora, já que precisava ir ver Alaster.

Para meu alívio, a casa de repouso continuava de pé, apesar da tempestade. Havia um grande galho saindo do telhado de um pequeno galpão atrás dela, porém a construção principal em si não estava danificada, pelo que pude ver.

Desta vez, Alaster estava me esperando, só que não estava sozinho.

Um homem alto, com uma barba escura e espessa, estava sentado ao lado dele. Eles pararam de conversar assim que entrei no quarto.

Cumprimentei-os, e o barbudo se levantou e atravessou o cômodo.

Ele estendeu a mão. Assim que fui apertá-la, no entanto, o homem segurou a minha com ambas as mãos e se ajoelhou.

"Vossa Alteza", disse ele. "Que honra."

Fiquei bastante corada. Parecia que meu rosto estava pegando fogo.

“Por favor, pode ficar de pé”, respondi. “E obrigada. Não havia necessidade, mas obrigada.”

O homem se apresentou. Ele era um repórter e um velho colega de Alaster.

Foi a vez do velho de falar: “Declan concordou em gravar uma entrevista com você e transmiti-la ao vivo pela internet”.

“Uau”, disse, surpresa, “E quando a gente pode fazer essa entrevista?”

Declan sorriu. "Que tal agora?" Ele acenou com a cabeça para o canto do quarto.

Havia um grande tripé e uma câmera de vídeo encostados na parede.

“Ah, m*rda”, sussurrei baixinho, antes que pudesse me impedir.

Ambos os homens caíram na gargalhada. Infelizmente, isso fez Alaster voltar a tossir, mas ele não parou de sorrir o tempo inteiro.

Justifiquei-me: “Perdão, só não imaginei que apareceria na frente das câmeras hoje. Mas sim, vamos lá. Muito obrigada!”

"Ótimo", respondeu Declan. “Onde podemos fazer a entrevista?”

“Que tal no orfanato?”, sugeri com alguma hesitação. Percebi, no momento em que disse isso, que não sabia se Alaster conseguia se mexer ou se estava de cama.

Todavia, o velho concordou com a cabeça.

ADAN

Kerr e Clarice estavam discutindo em voz baixa. Eles estavam no escritório do homem junto de Adan, que caminhava ao fundo, de um lado para o outro, devagar e em silêncio.

Clarice enchia de vinho sua taça, que estava manchada de batom. A garrafa estava quase vazia, portanto a mulher despejou o resto lá dentro, preenchendo a taça até a borda. Com cuidado, ela tomou um longo gole enquanto o irmão falava sem parar.

Adan estava se esforçando para não perder a paciência. Ele olhava para a frente, através de uma grande janela.

Hoje, todo lugar estava repleto de uma lama gelada, já que as coisas estavam descongelando após a tempestade da noite anterior.

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