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O Rei Alfa quer se casar comigo!? romance Capítulo 67

NOLAN

Ele apagou as mensagens de Gina sem ao menos lê-las e ligou para ela novamente no dia seguinte.

"Nolan." Ela o cumprimentou com um pouco mais de cautela desta vez.

"Já chega", respondeu ele. “Para de me mandar mensagens. Não quero ter que bloquear seu número."

“Então se encontra comigo, por favor”, pediu ela.

“Não tenho o menor interesse em fazer isso.”

“Bem, talvez você deva fazer mesmo assim", argumentou ela, por mais idiota que soasse.

"Tô tentando deixar uma coisa bem clara pra você", falou o homem, mantendo a voz calma. “Não me mande mais mensagens nem ligue pra mim. Você tá passando vergonha, tentando interferir no meu casamento."

Gina ficou quieta. Por um segundo, Nolan pensou que a garota talvez tivesse desligado.

Mas aí ela disse, com um tom de voz gélido: "Isso significa que você ama sua esposa, então?"

Nolan colocou as mãos no rosto e se lembrou de algo que desejava não ter esquecido.

Era impossível ganhar uma discussão contra Gina. A garota era como um texugo: minúsculo, mas cruel e inacreditavelmente persistente.

“Vou desligar”, avisou ele.

“Ela deve ser bem insegura”, murmurou Gina, “Bem possessiva e ciumenta, pra não te deixar ter um encontrinho inocente comigo.”

Nesse momento, o homem desligou de vez a ligação.

Em seguida, jogou o celular do outro lado da limusine. O aparelho acertou a parede, fazendo um estalo.

#

ADAN

“Ai, minha Deusa”, sussurrou Lucy. "É lindo."

"É? Você gostou?" Adan abriu o porta-malas do carro e pegou as malas, depois se aproximou da garota.

Ela estava de pé, olhando para baixo da montanha. A área da encosta onde se encontravam agora estava coberta por uma fina camada de neve branca fresquinha.

"Eu amei", disse ela. “Muito obrigada por ter me trazido aqui. É maravilhoso."

Eles iam passar a noite em um pequeno alojamento afastado da cidade. Lucy tentou tirar a mala da mão de Adan, mas o homem a manteve fora do alcance dela e simplesmente entrou no lugar.

O quarto deles era de um tamanho modesto e tinha apenas um banheiro adjacente. Todavia, os móveis eram lindos, todos feitos de mogno, e a cama king-size tinha lençóis macios e sedosos que eram convidativos, de cores brancas e douradas.

Lucy pigarreou, encarando a cama enquanto entrava no quarto.

“Certo...”, disse Adan, pousando as malas no chão e fechando a porta atrás de si. “Eles só têm quartos individuais aqui, mas saiba que não estou esperando nada só porque vamos ter que dormir no mesmo lugar hoje à noite.”

"Jura?", perguntou ela, arquendo uma de suas sobrancelhas perfeitas.

"Juro. Prometo que vou me comportar se dividirmos a cama. Ou posso até dormir no chão, se isso te deixar mais confortável."

Ela inclinou a cabeça para o lado. "Eu não te forçaria a fazer isso."

“Mas eu faria se te deixasse feliz.” Adan deu o sorrisinho encantador de sempre a Lucy, e ela sorriu de volta.

"Tudo bem", disse ela. “Podemos dormir juntos sem... dormirmos juntos. Tem certeza de que você não liga?"

"Certeza absoluta", respondeu ele, pegando a mão dela, trazendo-a até a boca e dando-lhe um beijo suave.

"Obrigada", agradeceu Lucy, olhando para ele com desejo no olhar.

Ela se aproximou um pouco dele, querendo que o homem a beijasse.

Adan apertou a mão dela e a soltou.

“Vamos jantar”, disse ele. “Pode começar a se arrumar enquanto vou fumar um pouco.”

Ela assentiu e o deixou sair.

#

Lucy se empetecou toda para o jantar deles. Adan ficou se lembrando do acordo dos dois e resolveu manter as mãos longe dela esta noite.

Afinal, se pudesse fazer um grande gesto e provar a ela que se importava, seria o momento em que ela mais se abriria e se deixaria ser influenciada por ele.

A noite dos dois foi muito agradável, com aperitivos, vinho, um jantar e sobremesa. Por fim, fizeram uma curta caminhada no frio para ver o por do sol pintar o ceu de fúcsia. Depois, tomaram outro drinque ao lado de uma lareira acesa e se retiraram para o quarto.

Lucy foi tomar um banho, e o homem aproveitou para trocar de roupa e arrumar a cama. Ele pediu que mandassem cobertores extras e se esforçou para criar um espaço para ele e um para a garota de cada lado do colchão.

Ela saiu do banheiro um pouco mais tarde, bastante relaxada. Seus cabelos estavam úmidos, e ela vestia uma longa camisola sob um roupão.

Lucy sorriu quando viu como ele havia arrumado a cama.

O céu estava escurecendo lá fora, trazendo, com a noite, um vento e um frio cortantes. Adan e ela ficaram debaixo das cobertas da cama, enrolados em cobertores separados.

“Achei muito fofo da sua parte”, disse ela, “Mas meio que quero te abraçar. Posso?"

Adan acariciou os cabelos dela. "Por mim, tudo bem. É você quem decide."

Ela sorriu, assentiu para ele e sentou-se para começar a rearrumar os cobertores.

Depois que os cobertores extras tinham sido retirados, a cama estava como a encontraram quando chegaram ali.

Adan ficou parado e deixou Lucy se aproximar dele o máximo que quisesse.

Antes de entrar debaixo das cobertas, ela tirou o roupão. Aí, foi se aproximando do homem e passou a mão pelo peito dele.

Ele ergueu o braço e permitiu que ela o abraçasse.

Adan podia sentir o pulso de Lucy por conta da mão que ela havia colocado no tórax dele.

A garota estava animada.

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