YENA
“Desculpa, não pude vir ontem”, disse Lucy.
“Não tem problema”, respondi, "Tá tudo certo?"
"Sim, sim", falou ela. “Só tive que fazer um negócio com minha família, fora da cidade.”
“Oh, parece divertido. Onde vocês foram?"
Lucy desviou o olhar e apertou os olhos.
“Hum”, disse ela, “Não lembro o nome da cidade. Ficamos em um lugarzinho na encosta da montanha. Tava bem frio."
"Ah." Eu não sabia o motivo, mas parecia que ela não queria muito conversar sobre o assunto. "Enfim, você quer experimentar algumas roupas?"
Lucy aceitou o convite com prazer, e ficamos ocupadas por um bom tempo com o trabalho que eu precisava fazer.
As grandes janelas na parede do estúdio sempre foram úteis para contar as horas. Vi as sombras se mexendo pelo cômodo e decidi que era melhor pararmos, porque já parecia ser o final da tarde.
Quando estávamos comendo alguns lanchinhos, antes de Lucy ir embora, parecia que ela queria conversar sobre algo.
"Yena", chamou ela, pousando com bastante cuidado a xícara de chá no pires. “Eu só queria ver como estavam as coisas que você me contou antes. Você tá bem com tudo que aconteceu, mesmo?”
“Como você é fofa”, falei. “E não sei. Ainda não conversei com Nolan sobre o assunto de novo."
Ela olhou desviou o olhar e assentiu.
“Só quero que saiba que tô aqui por você, não importa o que aconteça.”
“Obrigada, Lucy, você é a melhor."
Ela acrescentou: “E, se tiver que fazer algo difícil, que mude tudo, pra seguir seu sonho... pode contar comigo e me dizer o que preciso fazer pra te ajudar, pois estarei lá".
A intensidade com que ela falava me deixou um pouco nervosa, mas era bom saber que minha amiga estava do meu lado. Agradeci a ela mais uma vez antes de dar-lhe outro presentinho surpresa (uma caixa de chocolates) e levá-la até um motorista.
Nós nos despedimos, então voltei para o meu estúdio, caminhando devagar e pensando no que Lucy havia dito.
O que ela disse sobre apoiar meu sonho foi incrível, como se estivesse me dando um abraço caloroso.
Foi bem diferente da forma aterrorizante como a Luna reagiu quando lhe contei a mesma coisa.
Ou até mesmo da incerteza e atitude morna de Nolan quando toquei no assunto.
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NOLAN
Yena encontrou o príncipe na sala de jantar, para comerem juntos. Ele estava feliz por ter chegado antes dela, para que pudesse aproveitar o momento em que ela entrasse.
A princesa o cumprimentou com doçura. Porém, assim que eles se sentaram, Nolan percebeu que havia algo errado com a energia dela.
A primeira coisa em que pensou foi, infelizmente, Gina.
Na possibildiade de Yena ter visto as mensagens de texto dela.
Seria melhor se ele tocasse no assunto e simplesmente contasse a ela o que estava acontecendo, sem muito alarde, para que ela soubesse que não era nada de mais e que não havia nada acontecendo entre os dois. Gina não significava mais nada para ele.
Contudo, quando pensou em falar o nome dela na presença de sua princesa, sentiu um gosto amargo na boca. Ele não queria dar a sua ex irritante a gratificação de forçá-lo a conversar sobre ela com a esposa. Parecia degradante dar tanto poder a Gina, e não era algo que ele desejava fazer.
Com graciosidade, Yena quebrou um pouco aquele clima estranho que estava se formando entre eles. Ela lhe contou sobre seu dia e descreveu a tarde de trabalho que teve com a amiga, Lucy; a garota que havia sido a modelo dela no desfile de moda.
“Acabei de perceber”, comentou ela, “Você e Lucy não se conheceram ainda.”
Nolan deu de ombros. "Você gostaria que eu conhecesse ela?"
"Claro. Por que não?"
"Tudo bem, então, é só me dizer quando. A gente pode convidar ela pra jantar aqui, ou podemos sair juntos pra ir em algum restaurante."
Yena respondeu: “Ah, acho que ela amaria isso. Obrigada".

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Alfa quer se casar comigo!?