Seu rosto estava bem perto do meu, e eu sentia a respiração dele em meu pescoço, o que me deixou toda arrepiada.
Os guerreiros Gama na calçada mantinham longe de nós os repórteres, que tiravam fotos com as câmeras e falavam alto nos microfones.
Virei as costas para o príncipe e fui abrir a porta da frente, mas ele me acompanhou e passou o braço em volta de minha cintura.
Parecia que a mão dele pertencia àquele lugar, por se encaixar com a maior naturalidado do mundo em minhas curvas. Acho que era porque... ele já as conhecia.
Os braços dele eram tão fortes... Cada músculo que tinha ali era saltado.
Ele cheirava a pinho e sândalo, como se tivesse acabado de sair da floresta. Lembrei-me de que era o mesmo cheiro que senti na manhã seguinte, após nossa noite juntos na caverna.
Não; eu precisava impedir meus pensamentos de ficarem voltando àquela memória.
Toda vez que eu pensava nisso, sentia-me como se estivesse derretendo. Sempre que lembrava da sensação daquelas mãos quentes e ásperas explorando cada centímetro de meu corpo...
Da maneira como ele me f*deu...
Sem a menor vergonha, atencioso, desesperado, selvagem...
Aquela força incrível... A forma como ele me fazia mudar de posição como se eu não pesasse nada...
De repente, um dos acompanhantes dele se aproximou de nós e me salvou de mim mesma, tirando-me de meus devaneios. O homem me entregou um cartão de visita dourado, com apenas duas linhas escritas ali.
O nome de Nolan e um número de celular dele.
Ergui os olhos e vi os dois homens saírem juntos, deixando-me ali, sozinha, sem nem mesmo dizer adeus.
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Tina havia guardado um prato quente no forno.
Ela o trouxe para mim e me deixou comer em silêncio. Porém, não demorou nem um minuto para Evan e Peter se juntarem a nós e eu ter que explicar tudo.
Os eventos da semana passada pareceram acontecer tão rápido. Contei tudo à minha família, resumindo o máximo possível.
Evan, que estava vestindo uma calça de treino e um grande moletom cinza do time de futebol americano, andava para lá e para cá pela cozinha mastigando um grande pedaço de carne seca, sem fazer olhar em meus olhos. Tina e Peter sentaram-se à minha frente na mesa.
Claro, Evan já havia contado aos pais o que tinha acontecido no baile. Contei-lhes tudo sobre o fim de semana, quando Nolan e eu nos encontramos pela primeira vez. Depois, falei sobre como recusei a proposta do príncipe.
Acrescentei que, embora o tivesse recusado, ele não parecia disposto a desistir ainda e aparentava ser muito persistente.
"Você não pode fazer isso, Yena."
Evan foi o primeiro a falar além de mim. Ele estava parado em um canto da cozinha agora, apoiado no balcão enquanto mexia a perna compulsivamente. A mandíbula dele estava visivelmente tensa.
“O cara mostrou quem realmente era na primeira vez que vocês se viram”, disse ele, “Você quer se casar com alguém que trata as mulheres assim? Alguém que trata VOCÊ assim?”
Tina suspirou. “Evan não tá errado, querida. Sei que ele é um príncipe, mas não parece ser um bom homem."
Ela deu a volta na mesa para me abraçar. Isso fez bem para mim, depois de tudo pelo que passei.
“Aqui, você tem uma família que te ama”, disse ela, “Sei que não somos parentes de sangue, mas este é o seu lar. Seu lugar é aqui conosco."
Olhei em seus olhos e soube que ela tinha razão. Era maravilhoso estar de volta, em um lugar onde eu podia comer uma refeição quentinha e ficar na presença de pessoas que se importavam comigo.
Por que pensei em deixar tudo isso para trás em primeiro lugar?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Alfa quer se casar comigo!?