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O Rei Alfa quer se casar comigo!? romance Capítulo 72

Ele pensou que poderia se encontrar com Yena se fosse ao quarto deles ou ao estúdio dela no início da tarde.

Todavia, as portas duplas do estúdio estavam trancadas. Ele ouviu vozes lá dentro, mas decidiu não bater para não incomodá-la.

No quarto deles, Nolan encontrou a surpresa que a esposa havia feito para ele, junto com um bilhete.

Não era um cartão chique, somente um pedacinho de papel preso na parte onde fechava o botão do bolso de seu novo paletó.

O terno estava incrível. O príncipe mal podia esperar para experimentá-lo; ele passou a mão pelo tecido e sorriu ao sentir como era macio.

Depois, tirou o alfinete e o papel e o desdobrou.

"Feliz aniversário", estava escrito no bilhete.

"Lembre-se: sou toda sua."

"Yena".

#

YENA

Arrumei-me no meu estúdio. Nesta semana, eu havia feito um vestido para usar na festa, utilizando o tecido que sobrou do terno de Nolan. Era um vestido de cetim preto, com detalhes feitos de seda, na cor de esmeralda, aparecendo por baixo de uma fenda na saia.

Como era de se imaginar, a diaconisa insistiu em me ajudar a me arrumar para a festa, junto com outras duas empregadas que entendi que haviam sido enviadas pela Luna, para me supervisionar.

Quando uma delas sumiu em um determinado momento, ficou claro que as garotas estavam contando para a rainha sobre a minha situação também, o que me deixava desconfortável e um tanto constrangida.

Concentrei-me no meu cabelo e na maquiagem, tentando não ficar ansiosa com o fato de que as pessoas olhariam para mim e para Nolan a noite toda.

#

NOLAN

O príncipe já havia usado muitos ternos de qualidade ao longo dos poucos anos de sua vida.

Ternos personalizados; ternos caros; ternos importados.

Mas este era, de longe, o favorito dele, de todos que vestiu.

Ele se encaixava perfeitamente em Nolan e era do estilo único e sofisticado das peças de Yena.

O príncipe não conseguiu evitar sorrir quando olhou para o próprio reflexo no espelho, enquanto terminava de amarrar a gravata verde e abotoar as mangas da camisa.

A festa não estava aberta à maior parte do público por ora, mas Nolan ainda tinha lugares para estar. A mãe havia pedido que ele se juntasse a ela em seus aposentos antes do início do evento.

“Sua esposa vai encontrá-lo na festa”, disse a Luna quando ele chegou para vê-la.

“Tudo bem”, respondeu Nolan.

Ela disse para o filho se sentar, e um dos criados ofereceu-lhe uma taça de vinho.

“Você tem alguma bebida mais forte aqui em cima?”, perguntou ele.

Ela acenou com a cabeça para o criado, que saiu do cômodo por uns minutos e voltou com uma garrafa de gim caríssima e bem velha.

"Não se esqueça, filho", falou a rainha. “Vocês dois vão se comportar perfeitamente esta noite. Correto?"

“Correto”, ecoou ele, com seriedade e em alto em bom som.

Ela acrescentou, “Ah, e feliz aniversário." Então, seus lábios vermelhos se abriram em um grande sorriso.

"Obrigado."

"Em cima da mesa", disse a Luna, erguendo as sobrancelhas e olhando para a mesa de centro de vidro na frente dele.

Ele não havia visto a caixinha preta antes.

Nolan pousou a taça e a pegou.

Dentro dela, havia um par de abotoaduras de ouro e de diamante com o brasão da família em relevo. Eram antiquíssimas e haviam sido cuidadosamente restauradas e polidas a ponto de terem um brilho ofuscante, como se emanassem luz própria.

Ele se lembrava vagamente, de quando era criança, que o pai tinha abotoaduras como estas.

“Permita-me”, pediu ela, levantando-se.

Nolan tirou as abotoaduras da caixa e as entregou à mãe, que as prendeu nas mangas da camisa do filho, antes de pousar uma mão no peito dele, de leve.

Neste momento, ela olhou para ele de um jeito que quase o fez pensar que a mulher estava prestes a dizer-lhe algo carinhoso.

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