SIGRID
A estreita cama de ferro preto, as paredes de madeira, o teto com vigas um tanto negligenciadas, a velha poltrona ao lado da janela e alguns baús de madeira em um canto.
Tudo parece desgastado, quebrado, mas não sujo nem desagradável.
—Lembrei da cabana dos meus pais. Ontem à noite, eu te trouxe aqui… é um lugar ao qual sempre desejei voltar —ele confessou, e meu coração se encheu de ternura.
Ele não disse claramente, mas acho que seus pais morreram, talvez tentando salvá-lo quando o levaram ou por não suportar a dor de perdê-lo, não sei, e não quero reabrir essas feridas nele.
—E você passou a noite limpando? Se estava abandonada, de onde você tirou os lençóis? —perguntei, franzindo o cenho ao notar o óbvio.
—Bem… não havia ninguém. Eu… não percebi, só precisava descansar com você, eu estava um pouco atormentado —ele se senta, olhando ao redor.
—Silas, como pode achar que algo ficaria intacto por tanto tempo? Ai, Deusa… dá para ver claramente que alguém mora aqui! —disse enquanto me levantava apressada para me vestir.
Que vergonha estar invadindo a casa de outra pessoa!
Meus gemidos de safada, todas as indecências que fizemos nesta cama!
BAM!
Sobressaltei ao ouvir um som surdo do lado de fora, um xingamento e o rangido da porta velha se abrindo.
Silas e eu nos olhamos — meus olhos em pânico, os dele… como se nada tivesse acontecido.
Aaaahhh! Dá vontade de gritar na cara dele.
Como você consegue ficar tão calmo?!
Me enrosquei em um canto do lençol, tentando me levantar e tropeçando nos pés, quase caí de cara no chão.
Mãos fortes me seguraram pela cintura.
—Cuidado. Não se apavore, eu vou sair. —sussurra— Vista-se com calma.
Assenti feito uma galinha ciscando milho e me virei para vê-lo se levantar gloriosamente nu, o que seria um deleite para meus olhos pervertidos se eu não estivesse tão ansiosa.
Vi quando seu corpo se cobriu daquela névoa negra, criando uma camada escura sobre a pele, como se fosse uma roupa mágica.
É incrível que eu nunca tenha pensado em usar a magia assim.
Ele me lança um último olhar, e eu, ainda segurando os seios com as mãos, alterno o olhar entre a porta e ele, esperando a qualquer momento que alguém entre e nos pegue no flagra.
—Vai ficar tudo bem. Confie em mim —ele diz e finalmente sai pela velha porta rangente.
Corro até a poltrona onde minhas roupas estão dobradas, me limpo entre as pernas com um lenço que eu tinha no bolso interno.
Pulo de um pé só enquanto coloco os botins, tentando me vestir decentemente.
Meus olhos vão até a cama.
Deusa, como esconder as manchas brancas de sêmen? Não é pouca coisa! As gotas de sangue… impossível!

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...