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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 269

NARRADORA

Sigrid estava desesperada.

Ela sabia que devia haver algum portal mágico em algum lugar: nas paredes, no teto...

— Maldição! — explodiu, cheia de raiva e impotência.

Silas era forte, mas ela ainda tinha medo. Eles não deveriam ter se separado.

De repente, no meio de seu desespero, uma dor intensa começou a tomar conta do peito, forte demais.

Ela levou a mão ao esterno.

Deusa, o que era isso agora?

Sua mente estava em caos, a visão turva enquanto suas mãos tateavam pedra por pedra, procurando a abertura mágica.

Ela precisava se acalmar. Culpava o estado de raiva desenfreada, sentia que estava perdendo o controle.

Electra se revirava em sua prisão, mais enlouquecida do que nunca, gritando para ser libertada.

— Agora não, sua louca m*****a! — rugiu, reprimindo o espírito com toda a sua força.

Ela não podia dividir seu poder naquele momento, não podia se enfraquecer tentando mantê-la contida.

Só que Sigrid se esqueceu de que não estava sozinha naquele quarto.

Alguém mais estava ali.

Alguém que interessava muito ao corpo que ela parasitava.

De repente, no meio do caos e das chamas que devoravam tudo aos poucos, uma sensação de perigo iminente fez todos os pelos de sua nuca se arrepiarem.

— Aaaahhh! — gritou de dor lancinante, olhando para baixo, sem acreditar que a ponta de uma adaga atravessava seu peito.

O sangue começou a escorrer, manchando o vestido, tingindo-o de carmesim.

Sigrid se virou, incrédula, para ver o elemental tremendo diante dela, nu, sua pele coberta de maldições, tatuagens estranhas percorrendo o rosto, veias escuras e saltadas ao redor dos olhos aterrorizados.

— Eu... eu não queria... eu não queria... — ele repetia em um ciclo desesperado.

Sigrid sabia muito bem que ele não havia feito isso de propósito, que essa era a armadilha planejada por Lucrecia para quando fosse se deitar com o escravo.

Ela olhou para a cama, onde os grilhões haviam se aberto sozinhos.

Ele havia tirado a adaga de algum lugar e, no instante em que ela baixou a guarda, seguiu a ordem implantada em sua mente.

A ira e o ódio a consumiam enquanto ele apenas chorava e repetia que não queria.

Ele começou a gritar em desespero, arranhando o próprio rosto até abrir sulcos ensanguentados, gemendo que doía, implorando para ela acabar com sua vida.

Sigrid o agarrou pelo pescoço em um segundo, levantando-o no ar, o fogo rugindo dentro de si.

Electra o chamava, queria sair para proteger sua alma gêmea.

Sigrid começou a apertar o pescoço dele com brutalidade, a dor da ferida queimando em seu peito, enquanto seu sangue e poder se esvaíam.

269. AQUELE QUE RI POR ÚLTIMO... 1

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