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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 312

ELLIOT

A babá de Lavinia gritava enquanto era arrastada pelos cabelos, segurados com força no punho inflexível de Rossella, até o patamar da escada.

— Vai procurar mulher pro seu filho em outra casa, desgraçada! — gritou Rossella por cima dos gritos da Sra. Elena, que se segurava nos próprios cabelos com expressão de dor.

De repente, no meio do tumulto, os olhos apavorados da mulher cruzaram com os meus.

— Vossa Excelência, eu imploro! A Duquesa está me acusando injustamente! Eu só cuidei da sua pequena como uma mãe! Ela… AAAAHHHH!

O grito estridente ecoou quando Rossella a empurrou sem compaixão, jogando-a escada abaixo, exatamente como eu fiz no dia em que ela chegou com o cadáver do contador.

Eu nem sequer me abalei ao ver o corpo rolando entre gemidos abafados, as mãos se debatendo no ar, tentando se agarrar em alguma coisa, até cair com um som surdo no hall de entrada.

Meu olhar não conseguia se desviar daquela mulher fria e implacável que descia as escadas com calma, logo atrás da babá, que rolava como uma bola e talvez chegasse morta ao final.

Rossella nem piscou.

Os criados ao redor levaram as mãos à boca, chocados e apavorados, porque só tinham me visto agir com tamanha crueldade antes.

Como alguém pode mudar tanto em tão poucos meses?

Será essa uma reação extrema a tantas humilhações que ela suportou em silêncio, aguentando desprezos?

Ela parecia não saber quem era Theodore, mas talvez não se lembrasse de um simples criado.

As responsabilidades do Ducado nunca importaram realmente.

E aquele conhecimento sobre grãos… Desde quando Rossella era tão perspicaz e inteligente?

Agora me arrependo de nunca ter prestado atenção nela antes, especialmente aos detalhes físicos.

Será que ela estava se escondendo esse tempo todo? Sempre foi assim tão… interessante?

Lembro-me da pergunta que ela fez.

É claro, a resposta é inegável:

Eu prefiro essa nova Rossella, se é que ela realmente é a mesma, porque cada vez mais… surgem dúvidas.

*****

KATHERINE

— Tirem ela da propriedade, ela e o filho! O que estão esperando?! — gritei para dois criados que permaneceram congelados.

Ela tinha se soltado do aperto dos criados e vinha como uma fera, mancando, mas a fúria que deformava seu rosto a impulsionava.

Ouvi o som rouco de sua garganta, o movimento das bochechas e da boca, suas intenções claras.

Eu me preparei para tudo, mas em um segundo, um muro de músculos se interpôs entre mim e a ameaça.

— Vossa Excelência!

— Por tudo o que é sagrado! Como ousa cuspir no Duque?!

— Senhor, me perdoe, senhor! Não era para o senhor, Vossa Excelência, era… era para…!

— Era para a Duquesa essa ofensa?! E você acha que isso torna menos grave?! Acabou de cuspir no rosto de um nobre! — ele rugiu, e até eu me assustei, parada atrás dele.

Pelo som surdo e pelos gemidos, parecia que a babá havia caído de joelhos sobre o cascalho do jardim da entrada.

— Além disso, expondo assuntos privados dos seus senhores aqui, como se falasse com a vendedora do mercado! De onde você tirou tanta ousadia?! — as paredes pareciam vibrar, e todos os criados abaixaram a cabeça, tremendo de medo.

O mordomo e a ama de llaves apareceram na porta e ficaram em silêncio, apenas observando.

— O seu marido, seu filho e você estão banidos do meu Ducado! Expulsos das minhas terras! E agradeça por eu não mandar te chicotear até a morte por suas ações! E isso vale para todos os que ousarem desrespeitar a família ducal! — ergueu o olhar para todos os presentes.

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