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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 438

NARRADORA

Silas olhava, obcecado, para a mulher que cavalgava sobre seu corpo, dando-lhe tanto prazer que o fazia arfar e gemer de luxúria.

Cada vez que aquela boceta molhada o engolia e cuspia, ele sentia que via as estrelas e todo o firmamento.

Sigrid se inclinou sobre seu peito e intensificou os movimentos; suas nádegas saltavam vigorosas com seus sensuais rebolados.

Silas agarrou seus seios macios e os acariciou, apertando-os lascivamente; ergueu-se parcialmente, semi-sentado, enquanto ela se agarrava a seus ombros e o montava deliciosamente.

Ele abriu a boca e chupou com desejo as rosadas auréolas, sua língua brincando com os mamilos duros.

O sabor de seu suor o enlouquecia, os gemidos ofegantes dela e o tremor do corpo ao gozar com sua pica enterrada até o fundo.

— Silas! — Sigrid gemeu alto, derramando-se, os lábios entreabertos, as pupilas de loba estreitando-se; estava à beira do cio.

Ela agarrou seus cabelos prateados como raios de luar, e Silas, imediatamente, expôs seu pescoço enquanto a estocava de baixo para cima, perseguindo seu próprio orgasmo.

— Ggrrr — ele rosnou entre dentes ao senti-la perfurar sua pele e beber de seu sangue poderoso.

Seus testículos se contraíram violentamente, e seu pau pulsou, bombeando sua semente quente para encher a intimidade de sua fêmea.

Ele arfou e resfolegou como uma besta enquanto se enterrava até a base e a ouvia engolir e engolir sua essência vital.

Preenchida por todos os lados, tão satisfeita… pelo menos por agora.

Abraçaram-se depois de alguns segundos.

Silas a envolveu em seu peito, levando-a consigo e deitando-se sobre a cama.

Seu membro ainda pulsava dentro da carne quente e úmida.

— Mmmm, meu macho gostoso... — Sigrid sussurrou, beijando seus mamilos com uma voz manhosa e provocante.

O Rei apenas acariciou seus cabelos curtos, tão negros quanto a noite.

Sempre que faziam amor, ele ficava com aquela sensação agridoce.

Afundava-se nas profundezas de sua companheira e ficava ali, esperando que um milagre acontecesse para ambos.

Fechou os olhos e a apertou mais forte.

E se algum dia ela decidisse que o mundo a dois não era o bastante? Agora ela olhava para os filhotes de sua mãe e pensava que nunca poderia ter os seus próprios.

— Silas... — a voz suave da Selenia soou abafada contra seus músculos.

O Rei Espectro percebeu que seus pensamentos estavam chegando até sua companheira através do vínculo.

— Hoje é a reunião entre os dois reinos. Deixei uma brecha aberta para o seu povo. O que acha que vai acontecer? — mudou completamente de assunto, olhando pela janela rústica de madeira.

Lá fora, um tordo cantava, e os galhos balançavam suavemente ao vento.

A ponta de seus dedos vagava preguiçosamente pela sexy curva das costas dela.

— Acho que vai ser um desastre — Sigrid suspirou, confessando seus temores, sem querer voltar ao assunto das inseguranças de seu homem.

— Principalmente porque você se recusou a ir — apoiou as mãos sobre os fortes peitorais dele, olhando-o nos olhos.

— Você estava cheirando muito intenso, não queria você perto de nenhum homem, ainda mais com seu cio tão próximo — ele respondeu com a voz rouca.

Sigrid se perdeu nos dois sóis resplandecentes de seus olhos dourados.

— Está querendo dizer que eu estava cheirando como uma gambá, Sr. Rei? — perguntou, fazendo um falso bico.

O sorriso no canto da boca de Silas a encantou.

— Você devia ter vestido a túnica cerimonial, é tão rico, por que não gasta mais com roupas menos agressivas...?

— Quinn, já deixa isso pra lá — os olhos azuis como lagos congelados encararam o lycan à sua frente.

— Se eu já intimido as fêmeas da nossa raça, o que acha que as elementais vão sentir? Me disseram que são mais delicadas e sem poderes. Você realmente acha que um traje luxuoso vai esconder esses músculos e esse tamanho?

Ele flexionou o braço, onde duas tiras de couro estavam presas, e Quinn pensou que elas iam arrebentar com a pressão.

Beof era impressionante, um grande guerreiro, leal e, apesar de sua constituição gigantesca, Quinn sabia que no fundo seu amigo tinha um coração de frango.

— Bom, pelo menos não as afaste intencionalmente, Beof. A Deusa vai criar alguém para você, não desista — disse, desistindo do assunto, pelo menos por agora.

Beof olhou pela janela a névoa escura que se dissipava, revelando campos verdes.

Ele daria qualquer coisa para galopar livremente em vez de andar feito uma donzela dentro da carruagem; tanto protocolo o deixava de saco cheio.

Nem sabia por que o rei o havia obrigado a vir, já que Quinn era o diplomata.

Ou melhor, ele sabia. Beof passou a mão pela cabeça raspada.

O rei lhe dava uma chance de encontrar a mulher que o acompanharia em sua vida solitária; aquela que ele tanto ansiava, que já sonhara incontáveis vezes.

Mas quem gostaria de ficar com uma fera como ele?

Fechou os lindos olhos azuis por um segundo; ficaria de guarda do lado de fora enquanto Quinn cuidava de toda aquela burocracia.

Ele não servia para essa merd4, e tudo o que queria era voltar para casa.

Mas a Deusa era caprichosa e escondia tesouros nos lugares mais inesperados.

O lycan Beof estava prestes a encontrar o que buscou por tantos séculos; mas, como se fosse uma brincadeira cruel do destino, mais uma vez, teria que se afastar de sua felicidade.

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