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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 526

NARRADORA

Na ausência de Verak, que não tinha aparecido durante toda a noite, as mulheres sairiam com Lyra escoltadas por um grupo de machos, enquanto o restante iria caçar para comer e vender.

Drakkar estava relutante em se separar de sua fêmea, mas foi colocado como chefe do grupo de caça, e Lyra o convenceu de que ficaria bem.

Saindo da matilha, Omar, o lobo experiente, olhou na direção da zona de combate.

Como será que Verak se saiu? Será que morreu?

Temia revelar que a ideia tinha sido dele — vai que o Alfa o culpasse pela morte de Verak.

Além disso, havia outra missão em sua agenda.

Seus olhos gentis de repente se tornaram afiados, olhando para as costas de Drakkar.

A curandeira lhe disse que havia uma forma de curar as pernas doentes de seu filhote — mas só se Drakkar não voltasse.

Eles se embrenharam na selva selvagem e Omar estava prestes a causar o caos.

*****

Enquanto isso, Verak tinha dormido feito um anjo a noite toda numa cabana de guerreiros, bem mais confortável do que passar a noite na grama sob a lua.

Saiu escondido para espionar seu povo, no mesmo lugar onde os havia deixado.

Planejava se esconder, causar incertezas, e depois reaparecer como o herói que salvava a todos — e resgatar Lyra.

Culparia Nana por traí-los e ficar com o companheiro mais poderoso, que quase o matou.

Quando voltasse à matilha, acusaria a velha bruxa de ter instruído Nana, convenceria o pai de que Lyra deveria ser a nova curandeira e sua companheira.

Claro, Drakkar seria tirado do caminho por Nerón. Esse era o acordo com o filho do Alfa.

Até daria tempo pra “roubarem” sal daquela matilha antes de fugirem.

Todo esse filme de ação e resgate da heroína passava na mente iludida de Verak, mas ao espiar a clareira onde havia deixado seu povo, ficou surpreso ao não ver ninguém.

As portas do nível superior estavam abertas e os guerreiros liderados por Drakkar já estavam indo pra floresta.

Como conseguiram chegar à zona central sem ele?!

Verak rangia os dentes, quase vendo tudo vermelho.

Não só ninguém parecia preocupado com sua ausência, como estavam animados em caçar com aquele idiota.

Se forçou a pensar com calma — talvez essa fosse sua chance.

Se esgueirou, camuflando o cheiro com folhas amargas e lama, e começou a seguir o rastro deles pela selva.

*****

A poucos metros de distância, dentro da tenda aconchegante, Nana abriu os olhos para um pesadelo.

Sua loba chorava por dentro, e ela se sentou devagar, sentindo a dor aguda dos rasgos.

—Verak… —disse entre dentes, o amor se transformando em ódio profundo.

Tinha perdoado tudo, mas isso era demais, até pra uma alma apaixonada.

Achava que só havia pensado o nome dele, mas na verdade sua boca sussurrou.

—Então ainda tá chamando aquele idiota?

A voz áspera e selvagem do Alfa invadiu o quarto.

Nana se encolheu contra a cabeceira, puxando as pernas apesar da dor, soluçando de medo.

Era só uma Ômega, com o cio dominando seu corpo fraco.

—Eu não chamei ninguém… me perdoa… me deixa ir, por favor…

—Pra voltar correndo pros braços do seu amante!? Parece que não teve castigo suficiente!

Nana ficou paralisada de pavor ao vê-lo tirar a saia de couro, nu e excitado, andando feroz na direção dela.

—Vou te ensinar a respeitar seu companheiro!

Nerón havia descoberto o prazer doentio de dominar o corpo da sua fêmea, de vê-la tremer e gemer embaixo dele.

Sua lascívia e fetiches retorcidos não o deixavam perceber que estava transformando uma criatura dócil numa cobra venenosa que, no menor descuido… iria matá-lo com uma única mordida.

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