NARRADORA
—Deusa santa! —ela correu ao ver o corpo nu de Nana jogado sobre o tapete.
Lyra se inclinou sobre ela—mal respirava.
Os hematomas e chicotadas naquela pele frágil diziam tudo para Lyra.
Ela olhou para o Alfa ao seu lado, com a adaga que ela tinha roubado de Drakkar cravada no pescoço.
O macho a arrancou dali sem dó e deu um chute seco no cadáver para virá-lo.
A expressão de surpresa ainda estava congelada nos olhos fixos no teto.
—Ela não respira…
—Mas ainda tá viva. A gente tem que levá-la —Lyra decidiu na hora, correndo até a manta de pele sobre a cama pra cobrir a Ômega.
Drakkar apenas concordou com um aceno. Jamais aceitaria abuso contra uma mulher, fosse quem fosse.
—Drakkar, preciso que aja rápido. Aproveita que não tem guardas. Traz o corpo do Verak. Vai, vai, vai logo…
—Mas não posso te deixar sozinha.
—Amor, eu sei me defender. Não vamos perder tempo. Lembra que esse é o filho do Alfa; temos que preparar a cena do jeito certo.
Drakkar não entendia todo aquele teatro, mas já tinha aprendido a confiar na astúcia da sua parceira.
Lyra derrubou no chão os potes com folhas queimadas que perfumavam o quarto.
O cheiro forte das ervas e do sangue fresco disfarçava qualquer outro rastro.
Depois de uns dez minutos, ela ouviu passos do lado de fora, mas Aztoria confirmou que era Drakkar.
—Chegou. —TUM!
Ele jogou o cadáver no tapete sem um pingo de cuidado.
—Beleza, me dá a adaga…
—O quê? Não! Por que minha adaga? —Lyra quase riu da careta de Drakkar, mesmo com o clima tenso.
—Amor, depois a gente faz quantas você quiser. Mas agora precisamos de um motivo. Algo que explique por que Verak e o filho do Alfa brigaram… e morreram os dois.
Drakkar ficou pensando por uns segundos na mentira absurda que Lyra tava dizendo…
Mas, sendo esperto como era, entendeu rapidinho: iam jogar a culpa do assassinato no Verak. Ou pior, se o Alfa soubesse da morte do filho, ia querer vingança.
Na área do lago…
—Uhul, não acredito na quantidade de sal que conseguimos salvar dessa vez! —os membros do Vale Fértil estavam animadíssimos.
Já tavam ali fazia horas, tinham caçado uns “frangos” e agora assavam debaixo da terra, como Lyra ensinou.
Mesmo com toda a conversa animada, revivendo o que tinham passado, cada vez que alguém falava em Drakkar ou Lyra, todos os olhos se voltavam pra floresta.
—Será que eles escaparam mesmo? Drakkar nem tem lobo e Lyra é uma Ômega…
O silêncio voltou. Só dava pra ouvir o estalo do fogo e o movimento da água.
—E ainda tem a Nana e o Verak… tô com tanta raiva do Verak! —um dos guerreiros rosnou.
—Que tipo de líder abandona o povo e some sem explicação?
—E se aconteceu algo com ele?
—Aconteceu nada com aquele mimado —respondeu a mulher do Lorenzo, estalando a língua.
—Eu e a Lyra vimos ele conversando com o filho do Alfa… todo misterioso. Não sei que merda tavam tramando…
—Tem alguém vindo…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...