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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 545

LAVINIA

Me levantei com as pernas trêmulas e caminhei até a capa pesada deixada no chão.

O fluido leitoso escorria pelas minhas costas como um rastro que ele tinha deixado pra trás.

Antes que eu tocasse a maçaneta, a criada que me trouxe abriu a porta, me olhando de cima a baixo.

— Vamos — foram as únicas palavras dela, e me levou até outro quarto onde mais mulheres esperavam.

Todos os olhos se voltaram pra mim, com expressões variadas.

Os narizes de loba se mexeram, e algumas franziram a testa. Eu sabia muito bem que podiam sentir o “cheiro” de um macho.

Me sentei numa cadeira com a bunda ainda molhada e a boceta sensível.

Esperando sair dessa loucura.

Passou mais meia hora, durante a qual outras fêmeas entraram no quarto.

Um daqueles homens chamados sacerdotes finalmente entrou, com o rosto severo, mas seus olhos se fixaram em mim por um momento.

Será que iam nos eliminar?

Talvez eu estivesse me achando a gostosona e Sua Majestade não curtiu o meu cheirinho lá embaixo.

— Todas foram selecionadas para a próxima fase — ele disse, me devolvendo a alma ao corpo.

Os suspiros de alívio foram gerais.

De repente, uma das fêmeas levantou a mão. Parecia uma beta poderosa, uma loira de peitões.

— Com licença, e quando vamos ver Sua Majestade? — ela perguntou, e pra minha surpresa, todas assentiram preocupadas.

Elas não passaram pela mesma “inspeção” do Rei?

Só de imaginar ele fazendo sexo oral em todas elas como fez comigo, me deu um enjoo estranho no estômago.

— Quando Sua Majestade quiser. Aqui se seguem as regras, e quem não seguir… pode acabar muito mal — respondeu ele, direto.

Assim terminou a primeira rodada, e de todas as que vieram, restaram talvez vinte mulheres.

O sacerdote e as criadas começaram a chamar uma por uma, acho que pra nos levar de volta aos quartos.

Mas no instante em que nos deixaram sozinhas, me vi cercada por várias dessas lobas que mais pareciam hienas.

— Ei, por que você tá cheirando a macho? — me empurrou no ombro a tal beta chamada Vera.

— Não tenho que te dar explicação nenhuma — tirei a mão dela do meu braço com um tapa.

— Mas se eu ainda tô aqui, acho que você sabe muito bem de quem é esse cheiro, né? Pode acreditar que os sacerdotes também têm nariz.

— Não, não, excelência, me desculpa, me desculpa! — ela se jogou de joelhos aos pés do macho, agarrando a túnica dele.

— Eu só queria proteger Sua Majestade, mas me confundi, me dá outra chance!

Ela implorou sem o menor pingo de dignidade.

As cúmplices dela agora olhavam pro chão, o silêncio reinava na sala.

— Vou deixar passar por causa da matilha de onde você veio, mas se encostar um dedo em outra concorrente, vai ser você quem vai pagar. Me solta!

Ele a chutou, se afastando dela.

— Vem comigo — sua atenção voltou toda pra mim.

Saí seguindo suas costas, mas eu sentia atrás de mim tanta maldade.

Talvez eu tivesse piorado as coisas. Ia ter que me cuidar dessas arpias.

A promessa da coroa da Rainha era suficiente pra fazerem qualquer sujeira.

Fui levada ao meu quarto, mas à noite aquele maldito torneio ainda continuava.

Aproveitaria o primeiro momento de distração pra bisbilhotar pelas áreas do castelo.

Mas acabei me envolvendo de novo numa situação estranha, sombria e… excitante demais.

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