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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 549

LAVINIA

Soltei outro rugido, os pensamentos todos embaralhados na minha cabeça, uma nuvem escura cobrindo o rosto daquele homem que enfiava a rola na minha boca, mas eu sei o que vi depois!

—Eu não tô louca!

Mas Laziel?… não consigo imaginar ele como aquele macho quente e apaixonado que chupou minha boceta da primeira vez e depois quase me montou dentro do armário.

—Laziel é frio... ele... ele nunca me veria assim... como uma mulher... é mais duro que um pau seco... — olho pro espelho tentando me convencer sozinha.

Mesmo assim, essa magia poderosa ainda corre nas minhas veias, alimentando minha energia que tava quase no fim.

Foi muito difícil controlar. Meu peito ainda dói, parecia que meu coração ia explodir por um segundo.

É voraz, faminta, opressora... e briga com minha própria magia pra me dominar.

Todo feiticeiro tem sua marca, sua essência, e mesmo que eu e Laziel nunca tenhamos treinado muito juntos, lembro bem da intensidade do poder dele.

Fico ali, parecendo uma idiota, encarando meu reflexo.

Todos os sinais no meu corpo sumiram, mas a sensação dos dedos dele me tocando, da boca dele no meu pescoço... ainda me dá arrepios, e não é de medo.

Desmaiei no armário, mas acordei na minha cama, limpa, fresca... mas nua.

Quem diabos me trouxe?!

Alguém fuçou minhas memórias e fingiu ser o Laziel?

De repente, batem na porta e eu levo um salto. Meus nervos tão à flor da pele.

—Entre —falo pra criada que entra e avisa que vamos tomar café e depois passar por outra prova de Sua Majestade.

Preciso descobrir quem é aquele homem, custe o que custar.

Não dá mais pra negar... tô atraída por ele de um jeito muito forte e estranho.

E se for mesmo o Laziel e eu não imaginei nada?

*****

Caminho até o refeitório com a testa franzida, pensando no que fazer pra desmascarar ele.

—Como eu disse, Sua Majestade não curte mocinha recatada. Ele quer fêmea de verdade —de repente a voz daquela Beta apareceu na minha frente.

Algumas mulheres estavam batendo papo na porta do refeitório... pareciam estar me esperando.

Fui atrás das outras até uma arena grande atrás do castelo.

Lá ia acontecer a próxima prova, e pelo que entendi, seria uma luta entre a gente.

Ficamos lado a lado, olhando os membros da matilha real se sentando nas arquibancadas, mas meus olhos estavam grudados no assento mais alto.

Atrás de um véu escuro, ele se escondia de novo... mas eu juro que ele tava me olhando.

Aquela energia, que eu ainda não entendi direito, se agitou de novo nas minhas veias.

—Isso é pra você —de repente um dos sacerdotes parou na minha frente, estendendo uma garrafinha com um líquido escuro dentro.

—Pra mim? —peguei meio confusa—. Mas...

—Beba —ele insistiu, alto.

—É um presente de Sua Majestade por ter servido ele tão bem a noite toda.

Falou sem rodeios, me fazendo corar, e a cara das mulheres era puro choque... menos uma, que já tava pronta pra fazer escândalo.

—Sacerdote! Deve ter um engano! Esse presente é meu!

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