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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 567

NARRADORA

Sentada no meio das runas lunares, Lyra olhava para Drakkar com os olhos cheios de surpresa.

— Lyra, o que aconteceu? Está tudo bem? — ele perguntou, atravessando o feitiço e se inclinando para abraçá-la.

Ele não gostava do desconhecido, dessas coisas estranhas que podiam dar errado e levar sua mulher embora.

— Drakkar, encontrei outro fragmento do poder de Khalum, mas as coisas são mais complicadas do que eu pensava- , Lyra transmitiu mentalmente tudo o que o espectro havia revelado para ela.

“O Coração... meu Coração...” Aztoria ouviu Khalum murmurar pensativo, tentando se lembrar.

Os segredos de Khalum despertavam muita curiosidade.

Eles precisavam conseguir esse poder, e rápido; o tempo estava se esgotando para o pai do Beta William.

Mas por mais poderosos que fossem, mesmo com o espectro de Laziel, aquela matilha tinha guerreiros demais, bem treinados e armados.

Era necessária ajuda interna, e desta vez, muito a sério, o Beta William teria que escolher um lado.

*****

Enquanto isso, bem longe de Lyra, descendo para as profundezas do palácio do Rei Lobo:

— Não fale comigo. Acha que eu não sei que isso tudo foi obra sua?- Lavinia resmungava irritada, seguindo o caminho pelos corredores, guiada por um espectro de seu companheiro.

Laziel observava suas costas retas, as ondas suaves do cabelo castanho, o balançar da bunda e o gingado da cintura fina.

Ele já tinha visto aquele corpo tantas vezes que podia dizer que o conhecia de cor, mas ainda assim nunca era suficiente.

— Não — Lavinia parou de repente e virou-se para apontar o dedo para ele.

— Para de se excitar e tira essa sua magia pervertida de cima de mim.

Os olhos dourados a encararam brilhando, e ela se perdeu naquelas profundezas.

Maldita seja, como esse desgraçado era sedutor!

Era melhor antes, quando nem olhava na cara dele ou conhecia esse outro lado de Laziel.

— Não sou culpado, Lavi, mas meu pai dizia que a esposa sempre tem razão, — o Nocturne disse, dando um passo à frente e se inclinando para ficar na altura de sua pequena fêmea.

— O que eu preciso fazer para ganhar seu perdão?

Sussurrou com aquela voz magnética que molhava a calcinha dela.

«Volta a ser aquele esquisitão de antes, o bloco de gelo indiferente, o garotinho dos experimentos macabros!»

Lavinia gritou por dentro, mas no fim pensava em mil maneiras de puni-lo e sempre acabava querendo beijar aquela boca deliciosa.

— Maldita a sua genética! — bufou, girando e batendo o cabelo na cara dele.

Laziel inclinou um pouco a boca com a sombra de um sorriso.

«Lavinia, Lavinia, você tá baixando a guarda demais perto de mim.»

«Ele enganou todo mundo dizendo que estava treinando e estudando a portas fechadas, mas na verdade se escondia atrás do véu do Rei.

Foi ele quem inventou aqueles torneios lascivos com as fêmeas e ordenou o assassinato de todas as pessoas do reino com características diferentes e mágicas.

Ele temia algo, mas só liguei os pontos depois. Na minha luta com ele, achando que era mais forte, admito que o matei com um único golpe.»

Laziel explicou, dando de ombros como quem fala do tempo.

— Eu tomei o lugar dele, e o jeito discreto dele me ajudou muito a me esconder também.

Acabou com aquele verme tão rápido que nem sobrou cadáver para reviver.

— Então não sabemos o que aconteceu de verdade com o verdadeiro Rei Lobo. Onde ele está? — Lavinia suspirou, levantando a mão e soltando um pouco de sua magia para testar o terreno.

A barreira transparente começou a vibrar ao contato com sua energia arcana, e as runas na madeira escura se moveram como cobras rastejando pela terra.

— É... é um feitiço que se paga com gotas de sangue... — Lavinia arregalou os olhos.

Atrás dela, Laziel a vigiava de perto para protegê-la.

— Laziel, você tá vendo o que eu tô vendo? — Lavinia mal podia acreditar na sua descoberta.

— Sim, essa barreira foi colocada por uma bruxa da sua família... uma feiticeira De la Croix.

— O que um feitiço De la Croix tá fazendo neste reino?

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