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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 592

NARRADORA

—O que aconteceu, Dalila? —um homem despertou ao lado dela, os cabelos platinados pelas cãs, os olhos azuis vibrantes.

—Aron, ele já chegou —disse ela, olhando para os orbes preocupados do companheiro.

— Alguém entrou em ressonância de almas mágicas com Theo. Aidan tem uma nova chance.

Aron, o Druida dos Homens do Inverno, mostrou espanto na expressão.

Aidan não era apenas o príncipe deste continente, era também seu sucessor.

Na verdade, o aluno superou o mestre.

Nem todos os Homens do Inverno conseguiam manifestar sua magia fora do corpo.

Theo era único, e refletia a força interior de Aidan.

—Preciso avisar à rainha —disse Dalila, levantando-se da cama para se arrumar.

—Como soube disso? A Deusa te revelou em sonhos? —perguntou ele à companheira, a Sacerdotisa das Centúrias.

O destino era mesmo curioso, e os dois anciões dos clãs haviam se tornado companheiros depois de séculos de disputas entre seus povos.

—Não… quem me revelou foi… Isabella. Ela despertou, mas não quer que muitas pessoas saibam. Preciso entrar em contato com a irmã dela, Lisa, em segredo —disse ela com um suspiro triste.

Os dois se olharam por alguns segundos.

Palavras eram desnecessárias — sabiam muito bem por que a princesa feiticeira havia chamado por Dalila.

—Precisamos ajudar essa fêmea. O nome dela é Nyx, é uma forasteira. Você sabe que o Aidan vai rejeitá-la de todas as formas —acrescentou Dalila, entrando no banheiro.

—E você culpa ele? —sussurrou Aron em voz baixa—. Se eu te perdesse, também não aceitaria uma substituta.

“Theo pode ter encontrado sua alma mágica gêmea. Mas… e Vlad? Aquele Alfa vai abrir mão do vínculo marchito com sua companheira? Ele foi quem reconheceu Isabella como sua mate.”

Aron pensou em como Aidan devia estar por dentro.

Às vezes, ser tão poderoso tinha um preço.

O próprio príncipe parecia dividido em três personalidades diferentes — e nem sempre todas concordavam entre si.

*****

Os passos da Sacerdotisa se misturavam ao tac, tac, tac do seu bastão mágico.

Ela andava sempre apoiada no bastão.

Os tolos achavam que era por ser uma senhora de milênios…

Mas quem a conhecia sabia que ela só usava aquilo pra meter juízo na cabeça dos teimosos.

E por falar em cabeças teimosas… Dalila bateu à porta dos reis.

Poucas pessoas ousavam interromper os aposentos reais a essa hora.

O motivo era bem conhecido em todo o reino.

O Rei Cedrick, um Homem do Inverno, vivia derretido por cima da sua Centúria.

—E o que quer a Sacerdotisa a essa hora da manhã? Não vê que estamos ocupados? —respondeu com visível irritação.

Estava se divertindo horrores com sua fêmea, e essa velha sempre sabia como atrapalhar.

—VOCÊS ESTÃO OCUPADOS O TEMPO TODO! Não sei como só têm dois filhos e não repovoaram esse reino inteiro até agora!

—Cedrick, chega, amor. Deixa a Dalila em paz —a voz rouca da rainha soou atrás do selvagem platinado.

Seus olhos azuis se suavizaram na hora ao ouvir a companheira se aproximando, fechando o robe.

O cabelo castanho-avermelhado descia quase até o bumbum, o rosto maduro mas ainda lindo e vibrante.

Cedrick se inclinou, a barba curta roçando de leve na têmpora dela, e deu um beijo terno enquanto a envolvia pela cintura.

—Vou deixar vocês conversarem —disse com aquela voz grave e magnética, e se inclinou para sussurrar no ouvido da rainha Centúria:

—Você me deve um orgasmo, gata...

Dalila revirou os olhos. Por acaso achavam que ela era surda?

—Rei Alfa, não vá embora. O assunto que vim comunicar diz respeito ao príncipe herdeiro.

Toda a atmosfera leve congelou na hora.

—Não me diga… Bella morreu? —os olhos avermelhados de Raven se turvaram de preocupação.

—Não, majestade… é algo muito mais… complicado. Precisamos ajudar seu filho Aidan e outra pessoa muito especial…

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