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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 667

AIDAN

Naquela tarde, como já tinha virado costume, nós machos nos reunimos na biblioteca.

Mas eu preferia mil vezes estar com minha fêmea recém-marcada do que cercado de testosterona.

Acho que minha ansiedade tava estampada na cara.

— Filhote, ninguém vai sequestrar ela do castelo! Relaxa, cara! — meu pai me deu um tapa sonoro no ombro.

Olhei pra ele sem responder.

Logo ele dizendo isso…

Ele, que não consegue passar meia hora sem passar a mão na minha mãe.

— Ainda não acredito que conseguiu tão fácil. Garoto de sorte.

Aldric bufou enquanto tomava sua bebida, sentado numa das poltronas.

Mesmo que ainda tentem me testar o tempo todo, sinto que começaram a baixar a guarda.

Principalmente meu sogro.

Ele não fala nada, sentado perto da janela, mas pelo menos não tá mais com aquele olhar de assassino o tempo todo.

— Do que vocês tão falando mesmo? O que é isso de marcar o coração? —

Drakkar perguntou com curiosidade.

Esse cara é um caso à parte, sério.

Tenho a impressão de que quem seduziu foi aquela Alfa de cabelo branco com cara de santa.

Minha cunhadinha.

— Drakkar, isso a Lyra não pode fazer, é coisa de Selenias — o Rei Lycan respondeu.

Explicou o básico.

Entre machos, a gente costuma guardar esses momentos íntimos… pelo menos os detalhes.

— Por que a Lyra não pode? — ele se levantou do nada, meio irritado. — Eu aguento, não sou nenhum fraco.

— Que parte do só Selenias você não entendeu? — a voz de Silas saiu fria.

Olhei pro filho dele que tava cochilando perto da lareira, com as pernas esticadas no banco, como se nada fosse com ele.

Que família doida.

Drakkar continuava insistindo que devia ter um jeito.

— Porra, para de ser tão teimoso! Já falei que não dá e ponto final! — Aldric rugiu, liberando a aura bestial dos dois.

A pressão ficou pesada até alguém entrar na sala.

— Já tão discutindo essa hora? — vi o loiro aparecer na porta.

Eu não tinha praticamente nenhuma impressão dele.

— Quinn, a Gabrielle já chegou?

— Sim, tá pronta pra fazer o feitiço de hoje. Vai me apresentar oficialmente, Rei Lycan?

— Meu primeiro oficial, o guardião Quinn, é… bom, tecnicamente meu sogro…

A boca de Aldric se curvou num sorriso irônico.

O tal Quinn nem piscou.

Dava pra ver que o cara tinha um ótimo temperamento, cumprimentou todo mundo com calma.

Agora até me senti mal de achar que era o fodão por ter aguentado só 3 letras.

Enquanto falávamos toda essa besteira de macho, chegou a hora de levar a coisa a sério.

— O vampiro de vocês tá aqui — meu pai anunciou ao sentir a presença de alguém novo no palácio.

Dava pra sentir no ar… aquele cheiro espesso de sangue e morte.

Passos ecoaram no corredor e o príncipe vampiro Zarek entrou.

— O feitiço selênico já está pronto. Vamos — avisou, olhando direto pro Aldric, que assentiu.

Nos levantamos, deixando as brincadeiras de lado. O clima ficou pesado, muito sério.

— Tem certeza que consegue fazer isso?

Ele me perguntou do nada, com aqueles olhos vermelhos afiados.

Ninguém entende mais sobre os portais físicos do meu reino do que eu.

— Com a ajuda de todos, sim. Vou abrir o caminho até sua filha — respondi com segurança.

Faria tudo que estivesse ao meu alcance.

Jurei nunca mais abrir uma porta pro desconhecido, mas agora tenho mais apoio.

Minha família cresceu. E apesar das hostilidades fingidas, das provocações e dos ciúmes de pai e avô, eles me mostraram uma coisa clara:

Quando alguém precisa de ajuda, todo o resto é deixado de lado. A gente se une como um só.

Do mesmo jeito que invadiram meu mundo pra salvar a Nyx, agora vamos conquistar um novo reino.

Desta vez, o alvo… é a vampira: Victoria Vlad.

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