VICTORIA
Estávamos a um suspiro de distância, e eu o vi baixar o rosto para beijar minhas bochechas.
Lambeu minhas lágrimas com paciência e foi se aproximando da minha boca.
Não o impedi, deixei que me beijasse.
Sua boca se movia sobre a minha, sua língua explorava os contornos, tentando entrar.
Ele me deitou nas cobertas, com o peito firme colado ao meu, uma mão segurando minhas costas e a outra minha cintura.
Senti o peso masculino me dominando contra o chão, se encaixando entre minhas pernas.
Seu beijo sensual começou a ficar mais intenso, mais agressivo.
Nossos caninos se chocavam e a luxúria corria nas nossas veias.
A mão dele acariciou minha saia e foi subindo pelas minhas coxas nuas.
No meio da escuridão, nossos gemidos abafados se misturavam aos beijos.
Minha ansiedade crescia, eu queria me alimentar. Minhas pupilas se contraíram em vermelho.
Fazia muito tempo que não transava e eu gostava do jeito bruto, forte, que me deixasse louca de prazer e me fizesse gritar como uma puta.
Não sou falsa como a Lyra, eu sei muito bem o que desejo e o que realmente me acende.
—Mmmm Vicky, te desejo tanto… —os grunhidos dele se perderam na minha garganta.
O pau duro pressionava minha coxa, os dedos buscavam entrar por baixo da calcinha.
Mas, prestes a abrir as pernas e deixar ele me tocar fundo, minha mente me pregou uma peça cruel.
Aqueles olhos intensos, cor de avelã, cheios de hostilidade, brilharam na minha memória.
A aura de lobo perigoso, a armadura negra colada àquele corpo masculino.
—Mmnn —gemi com os olhos fechados enquanto ele chupava meu colo, perto dos seios.
Imaginando os grunhidos selvagens. Eu, indefesa debaixo daquela massa de músculos e testosterona.
Aquelas pupilas lupinas me devoravam, cheias de perversão e promessas indecentes.
Abri mais as pernas, empurrando a pélvis pra sentir ele esfregar gostoso na minha boceta.
Sentia os líquidos escorrerem, os espasmos da vagina, mas admito… não era pelo toque de Marius.
É verdade… estou com Marius…
—Sshh, você me enlouquece, nena… deixa eu te lamber entre as pernas…
—Espera, Marius —me sentei como um pulo.
Empurrei ele mais forte do que queria quando começou a descer com a clara intenção de lamber minha boceta.
—O que foi, Vicky? Fiz algo errado? —ele parou confuso.
O clima esquentado já esfriava.
—Não, não é você… eu… — «tava me excitando pensando naquele maldito lobo.»
Maldit4 seja, o que tá acontecendo comigo?
Joguei no fundo da mente as besteiras sobre o Lorde desse feudo.
Deitei de lado encarando a parede.
Marius se encaixou nas minhas costas, enfiando a ereção entre minhas nádegas, mas eu fingi que nem percebi.
O braço dele passou pela minha cintura, o nariz cheirou minha nuca.
Fechei os olhos, tentando me acalmar com a presença dele.
—Marius… amanhã à noite vou sair pelas fronteiras que você comentou… preciso procurar alguma feiticeira na floresta —falei, e senti ele se enrijecer.
—Me preocupo com sua segurança, Victoria. Espera eu me recuperar totalmente e vou com você.
—Não. Não posso esperar mais. E quanto menos pessoas forem, melhor. Eu sou forte e o Rousse é especial. Somos sua melhor opção —garanti.
—É inacreditável como reviveram aquele morto. Nunca imaginei uma feitiçaria tão incrível —ele sussurrou, e eu até senti orgulho.
—Foi meu pai que fez. O Rousse foi um dos primeiros mortos-vivos dele. É muito poderoso. Um dia te ensino como se faz… se eu recuperar meus poderes.
Falei só por falar, mas Marius nunca esqueceu essas palavras.
Depois me pressionou pra cumprir a promessa.
Eu e minha bocona… preciso ocupar ela com algo mais… interessante.
*****
No dia seguinte, parti com Rousse para uma nova aventura.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...