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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 721

VICTORIA

Aquele homem recebia a todos como se fosse o dono da fortaleza e, do nada, propôs um brinde ao Lorde.

Os holofotes se voltaram pra nós de novo.

Dracomir estava tenso, e simplesmente se colocou na minha frente, me cobrindo completamente.

Aplausos, até gritos de admiração ecoaram com seu nome.

Um idiota ainda o parabenizou por massacrar os vampiros rebeldes das fronteiras.

O júbilo aumentou, mas as costas rígidas bem diante dos meus olhos mostravam que ele estava incomodado, com medo de me desagradar.

Estendi a mão e o acariciei lentamente, onde ninguém podia ver.

Senti ele estremecer sob meus dedos.

"Não importa, meu amor... não tô com raiva por isso," sussurrei por aquele laço temporário que criamos.

O carinho dele e o amor que me envolvia mentalmente chegaram logo depois.

Era só isso que eu precisava pra não me arrepender de tê-lo aceitado.

*****

Entre Dracomir recusando convites pra dançar e quase mordendo todo macho que passava perto de mim, chegamos ao próximo evento da noite.

Parece que iam apresentar uma peça teatral ou algo assim.

Todo mundo começou a pegar máscaras e folhetos pra entrar por uma das portas.

Lá dentro havia um teatro imenso—nem nosso palácio tinha algo daquele nível.

Essa fortaleza era mais luxuosa do que eu imaginava.

—Meu senhor, como sempre, espero dividir o camarote com o senhor —a melosa da Celia finalmente se aproximou.

Tinha passado a noite toda caçando ele.

Eu sabia que tentou me jogar as amiguinhas, mas os insultos infantis delas não me atingiam nem de leve.

—Celia, esse ano não…

—Victoria! Que bom que te encontrei. Vem, reservei um camarote principal pra você. Acho que nunca viu uma peça assim.

A santa Agatha apareceu pra me levar e abrir espaço pra filha.

—Espera, Agatha… —Draco segurou meu braço—. Victoria vai me acompanhar esta noite.

—Mas eu sempre… —a carinha da Celia quase chorava.

—Não é necessário, meu senhor. Vou ao camarote que a Sra. Agatha gentilmente me reservou. Acompanhe a Srta. Celia.

—Victoria, você vem comigo… —Dracomir ordenou, ríspido.

—Vamos, dona Agatha, antes que nos tirem o lugar.

Fui eu quem arrastei a cobra e me afastei de Draco.

Os rosnados irritados do meu macho martelavam minha mente, mas mesmo assim me misturei entre as pessoas, deixando ele com a adorada Celia.

Não estava dando ele de presente… eu sabia que ele viria até mim.

Não era melhor dar esperança àquela sádica só pra esmagar tudo depois?

Eu sabia que ela e a mãe estavam tramando algo, só estava esperando meu momento.

—Obrigada pelo… camarote —disse à velha grisalha.

Mas antes que eu entrasse pelas pesadas cortinas, ela tentou segurar meu braço.

Vi a intenção vindo e dei um passo pra longe das garras dela.

—Isso não foi muito gentil…

—Aqui a gente não precisa fingir, né? —rosnou baixinho, mostrando as verdadeiras cores.

As pupilas de loba dela arranhavam a superfície.

—Acha que é poderosa por causa da atenção que ele te dá, por ter enfeitiçado ele e feito acreditar que é sua companheira…

—Eu sou a companheira dele —afirmei.

As duas paradas no meio do corredor escuro que levava aos camarotes superiores.

—Não importa quem você seja. Quem não serve… é eliminado —ela quase soletrou a palavra.

—Então aproveita pra esquentar a cama dele como uma vadia, porque depois não vai sobrar parte alguma de você intacta. Vai acabar como todos os vampiros dessa fortaleza… morta.

Ficou me encarando como se já visse um cadáver.

Eu sustentei o olhar sem medo, até ela se virar.

—Vou fazer o mesmo com a filhinha dela… não vou deixar uma parte sequer de pé.

Vi ela girar como uma fera. Estava na cara que tinha um insulto venenoso na ponta da língua.

Mas ficou só na vontade.

Abri as cortinas de veludo e fechei atrás de mim, ficando sozinha no pequeno camarote.

—Por que não cobra agora? —inclinei a cabeça e sussurrei no ouvido dele.

—O quê? —ele ergueu o rosto pra me encarar.

—O intervalo dura só 15 minutos… que tal se eu te compenso?

Minhas palavras saíam como tentações cruas.

Soube no instante exato em que ele cedeu ao instinto.

Me levantei pra liberar o assento e ele se sentou.

Suas mãos me puxaram pela cintura, me colocando sentada em seu colo forte.

Fiquei de costas pra ele, escondendo sua boca que já beijava minha nuca, suas mãos subiam pelos babados do vestido e acariciavam minhas coxas.

Minha língua saiu pra umedecer os lábios e abafar um gemido quando Draco subiu pelo interior das minhas coxas.

Meus olhos encaravam a loba no camarote da frente.

A espectadora muda, a fofoqueira na sombra.

Me perguntava quanto tempo a filhinha da Agatha ia aguentar ver o homem que amava se deliciando com sua verdadeira parceira.

—Acho que você vai gozar mais rápido se eu ajudar…

—Espera, amor, quê? Levanta, Victoria…

Draco murmurou tenso quando eu escorreguei entre suas pernas e me ajoelhei na frente do volume da calça dele.

Senti o cheiro da sua masculinidade e lambi por cima do tecido de forma erótica.

Ele levou a mão à boca, abafando os grunhidos e a expressão de luxúria. Me olhava intensamente.

O balcão me escondia, só dava pra vê-lo da cintura pra cima.

Mas eu sabia muito bem que ela estava assistindo.

E isso só me dava mais vontade de fazê-lo gemer alto.

—Victoria… aqui não… espera… sshh…

Draco gemeu, enfiando os dedos no meu cabelo, mas meus dentes já desabotoavam sua calça e minha boca faminta descia pra chupá-lo.

Minha mão foi até a braguilha e puxou aquele pau quente e pulsante pra fora.

Mmmn… sexo e vingança… tô pegando fogo.

Será que hoje faço a “doce” Celia chorar?

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