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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 739

VICTORIA

—CELIA! —o rugido do pai dela ecoou, seguido pelo da mãe, que com certeza tinha sido atraída de propósito por esse caminho.

Não queriam me ver atacando ela? Pois então, desejo concedido.

No tempo em que demoraram pra chegar no patamar da escada, me certifiquei de que o corpo moribundo de Celia caísse bem no salão.

Antes que se esvaísse totalmente em sangue, uma sombra veloz flutuou e entrou dentro dela, segurando o último fio de vida.

—SUA MALDITA VAMPIRA! O QUE VOCÊ FEZ COM A MINHA FILHA?!

A Sra. Aghata avançou em mim como uma louca e minha mão tremeu, deixando cair o punhal ensanguentado — a prova do meu crime.

Dei vários passos para trás, com os olhos bem abertos, fingindo choque por terem me “pegado em flagrante”.

—Não! Eu não quis! Ela me obrigou! Ela me atacou! Dracomir, me salva!

Gritei para o Lorde, que tinha ficado paralisado no alto da escada.

Seus olhos estavam cheios de contradição.

Lutava para me olhar, mas ao mesmo tempo não conseguia desviar os olhos do Sr. Fenir, que descia correndo as escadas para salvar a filha.

As garras da Sra. Aghata já estavam no meu braço, e eu precisei aguentar mais um pouco, me fazendo de indefesa.

—TODOS VIMOS VOCÊ ESFAQUEANDO A CELIA! ASSASSINA! VOCÊ MATOU MINHA FILHA, ASSASSINA!

—SOLTA ELA! —Dracomir finalmente interveio, me livrando dela, mas em seguida me agarrou pelos cabelos e me sacudiu como uma peixeira num mercado.

Cerrei os dentes, anotando mentalmente tudo o que eu ia cobrar depois.

—COMO VOCÊ PODE DEFENDER ELA?! VOCÊ PROMETEU NOS PROTEGER! FOMOS NÓS QUE TE CRIAMOS QUANDO NINGUÉM TE QUERIA!

Ela gritava, jogando toda a culpa nele e chamando atenção — exatamente como queria desde o começo.

Os homens da comitiva, uma mistura de guerreiros de Draco e do outro feudo, me olhavam cada vez com mais ódio.

O único que me protegia das represálias era o corpo de Dracomir entre mim e eles.

— Isso tem que ter uma explicação! Minha companheira não faria isso sem um motivo grave!—ele gritou, mas a voz saiu trêmula.

As costas largas dele na minha frente já não transmitiam mais a segurança de sempre.

— Ela merece a morte, agora mesmo! Essa mulher tá te levando pra destruição e arrastando todos nós junto!

As vozes se levantavam em coro.

Draco quis me defender mais, mas foi interrompido por algumas palavras... não, por uma ordem direta.

—Lorde, venha imediatamente dar do seu sangue para minha descendente. Nada é mais importante do que salvar Celia —a voz fria do Sr. Fenir veio de baixo.

Ele segurava o corpo pálido da filha e tinha conseguido estancar o sangramento.

Agora exigia a força de lycan do seu fantoche. E eu entendi que era por isso que o mantinham por perto esse tempo todo.

255. VOCÊ ESCOLHE A MIM OU A ELES? 1

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